Entendendo o que é Meditação, Pensamento, Mente, Oração/Prece, Concentração, Foco, Mentalização, Contemplação e Estado de Presença

Objetivo dessa análise:

Contextualizar o que é meditação, diferenciando e conectando com as demais práticas, oração, concentração, foco, mentalização, contemplação e estado de presença.

Introdução

Existe uma confusão e uma dúvida frequentemente observada, por nós, quanto ao conceito e significado do que é a meditação, através dessa análise, tentaremos de forma simples esclarecer o que que é meditação.

Na gramática as palavras são analisadas sob alguns aspectos: Sintaxe (forma da escrita), Semântica (o que significa), Sinônimos e Antônimos (sinônimos palavras com o mesmo significado e antônimos com significado oposto) , Homônimos e Polissemia (homônimos são significantes parecidos que possuem significados diferentes e polissemia quando uma mesma palavra tem mais de um significado ), Hiperônimo e Hipônimo (Hiperônimo representa grupo agregador de outra palavras e Hipônimo é parte de um grupo ). *

Nos ateremos aqui à semântica e emitiremos um conceito, de acordo com material disponível sobre o assunto e nossa vivência.

O que o Pensamento?

  • Faculdade de fantasiar, de imaginar.
  “em p. conhecia lugares onde nunca esteve”
  • Atividade cognitiva, racional; conhecimento por conceitos.

O que é Mente?

  • parte incorpórea, inteligente ou sensível do ser humano; espírito, pensamento, entendimento.
  “uma ideia veio-lhe à mente”
  memória, lembrança.
  “tem sempre em m. os conselhos da mãe”
  • o desenvolvimento intelectual, a faculdade intelectiva; inteligência, mentalidade.
  “a alta m. de Einstein”
  • faculdade, ato ou modo de compreender algo ou de criar na imaginação; concepção, imaginação, percepção.
 “a m. dos artistas”
  • intenção, plano, propósito.
 “era sua m. viajar nas férias”
  • m.q. MENTALIDADE (‘conjunto de manifestações’).
  • local onde estão os pensamentos.

O que é Oração/Prece?

Definição: 1 – Pedir, rogar. 2 – Discursar. 3 – Falar em público. 4 – Rezar (Prece) Súplica dirigida a Deus; oração. 2 – Súplica a qualquer pessoa. 3 – Cerimônias religiosas em ocasião de calamidade pública.*0

Prece é um tipo de apelo que permite à pessoa entrar em comunhão com Deus, Jesus e com os Espíritos superiores a fim de receber proteção e auxílio: “[…] Sua ação será tanto maior quanto mais fervorosa e sincera for.[…]” (livro dos médiuns. Cap. IX, it 132-8-a, p. 145.)

A prece é uma evocação. Através dela o homem entra em comunicação, pelo pensamento, com o ser a quem se dirige. […] Podemos orar por nós mesmos ou por outros, pelos vivos [encarnados] ou pelos mortos. As preces feitas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução de suas vontades; as que se dirigem aos Espíritos bons são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus, está recorrendo a intermediários, a intercessores, visto que nada se faz sem a vontade de Deus. (O evangelho segundo o espiritismo. Cap. XXVII, it. 9, p. 316, 2013.)

O que é Foco?

Definição:

Ponto para o qual converge alguma coisa.  ex: “na festa, ele foi o foco das atenções” *1

 “manteve foco na respiração, reconduzindo-o, gentilmente quando atingido pelos vendavais dos pensamentos”

 O que é Concentração?

Definição:

  1. ato, processo ou efeito de concentrar(-se).
  2. ato ou efeito de agrupar o que se acha disperso ou separado. “c. dos esforços”
  3. ato ou efeito de se reunirem várias pessoas ou coisas num ponto determinado. “a c. para a passeata será na escadaria da câmara”
  4. ato ou efeito de orientar a atenção ou as energias para um tema ou objetivo determinado. “está trabalhando, a c. dele é total”
  5. ato ou efeito de se absorver consigo próprio, de ensimesmar-se; isolamento social. *3
      Concentração é um estado da mente, e significa que a mente está focada em um único ponto.

Em geral a mente está sempre se movendo, e quando ela se move é difícil pensar apenas em um assunto.

A concentração é necessária para fazer ciência, por exemplo.

Não me surpreende que a ciência não tenha se desenvolvido no Oriente, pois lá a concentração nunca foi valorizada, por não ser necessária para a religião.

Através da concentração, focando em um único ponto, é possível ir cada vez mais fundo em um objeto. É o que a ciência faz: descobre cada vez mais coisas sobre o mundo objetivo.

O que Mentalização?

Definição:

Forma de registrar na mente inconsciente (MI), um objetivo, projeto ou desejo que a pessoa quer realizar. Pode ser utilizado para obtenção de bens materiais sem que a pessoa disponha dos recursos financeiros para tal; é também, forma de implementar auto-curas; maneira de agilizar ou realizar objetivos que dependam também do desempenho intelectual em provas e avaliações; forma de conseguir emprego, mudança de cargo, galgar postos, etc. *4

Na meditação não se busca a mentalização, pois o interesse principal da prática é silenciar a mente e não fazer criações mentais, evocações e ou ideoplastia, usa-se algumas técnicas para se entrar no estado meditativo para melhor se mentalizar, desconectado de pertubações exteriores, aumentando a eficácia da mentalização, mas o ato da mentalização em si, tolhe as potencialidades da meditação que em suma é simplesmente existir, sem nada fazer ou desejar, tomando consciência do todo, a distinção entre mentalização e meditação deve ser feita para se poder melhor utilizar uma ou utra ferramenta para o propósito desejado.

O que é Contemplação?

Definição:

  1. ato de concentrar longamente a vista, a atenção em algo. “se relaxar na c. daquela paisagem”
  2. profunda aplicação da mente em abstrações; meditação, reflexão.
  3. concentração do espírito nas coisas divinas.
  4. consideração, benevolência. “não teve nenhuma c. com o pobre homem. *5

Enquanto a concentração é direcionada para um único ponto, a contemplação é mais ampla. Se você está contemplando a beleza, há milhares de coisas belas, e você pode passar por cada uma delas. Você possui muitas experiências de beleza e pode contemplá-las todas. Você permanece sempre restrito a um assunto, e isso é contemplação.

Não estar focado em um único ponto, como a concentração, mas restrito a um assunto. Você e sua mente se moverão dentro desse espaço.
A ciência usa a concentração como seu método.

A filosofia usa a contemplação.

Na contemplação, você esquece tudo aquilo que não pertence ao assunto em questão. A contemplação é um tipo de sonho lógico, é algo raro. A filosofia depende da contemplação. Na filosofia, se alguns fragmentos dentro de um assunto necessitarem de um esforço mais concentrado, a concentração será usada.

O que é Meditação?

“Vi muitos livros que foram escritos por pessoas muito bem-intencionadas, mas eram pessoas que não experimentaram de fato a meditação.

Usam a palavra concentração como se fosse dhyana(meditação em sânscrito), mas dhyana não é concentração.

Concentração é um estado da mente, e significa que a mente está focada em um único ponto.

Em geral a mente está sempre se movendo, e quando ela se move é difícil pensar apenas em um assunto.

A concentração é necessária para fazer ciência, por exemplo.

Não me surpreende que a ciência não tenha se desenvolvido no Oriente, pois lá a concentração nunca foi valorizada, por não ser necessária para a religião.

Através da concentração, focando em um único ponto, é possível ir cada vez mais fundo em um objeto. É o que a ciência faz: descobre cada vez mais coisas sobre o mundo objetivo.

Uma pessoa cuja mente está sempre nas nuvens não pode ser um cientista.

Toda a arte de um cientista está em ser capaz de esquecer o mundo à sua volta e colocar toda sua consciência em uma única coisa.

É como concentrar raios solares através de uma lente. A concentração traz os raios de sol, antes dispersos, para um único ponto, criando energia suficiente para gerar fogo.

A consciência tem essa mesma qualidade: concentre-a e você poderá penetrar cada vez mais fundo nos mistérios dos objetos.

A concentração é sempre a restrição de sua consciência. Quanto mais restrita ela se torna, mais poderosa ela será. Mas isso não é religião.

Muitas pessoas entenderam isso errado, não apenas no Ocidente, mas também no Oriente, e pensam que concentração é religião.

Ela lhe dá enormes poderes, é fato, mas são poderes da mente.

Segundo ponto: meditação não é contemplação. Enquanto a concentração é direcionada para um único ponto, a contemplação é mais ampla. Se você está contemplando a beleza, há milhares de coisas belas, e você pode passar por cada uma delas. Você possui muitas experiências de beleza e pode contemplá-las todas. Você permanece sempre restrito a um assunto, e isso é contemplação.

Não estar focado em um único ponto, como a concentração, mas restrito a um assunto. Você e sua mente se moverão dentro desse espaço.
A ciência usa a concentração como seu método.

A filosofia usa a contemplação.

Na contemplação, você esquece tudo aquilo que não pertence ao assunto em questão. A contemplação é um tipo de sonho lógico, é algo raro. A filosofia depende da contemplação. Na filosofia, se alguns fragmentos dentro de um assunto necessitarem de um esforço mais concentrado, a concentração será usada.

Quando você não estiver fazendo absolutamente nada, seja física ou mentalmente ou em qualquer outro nível, quando toda atividade houver cessado e você estiver apenas sendo, isto é meditação.

Não é possível fazê-la, não é possível praticá-la. É preciso apenas compreendê-la. Sempre que você conseguir, pare todo o resto e encontre tempo para apenas ser.

Pensar também é fazer, concentrar-se também é fazer, contemplação é fazer.

Mesmo que seja um único momento em que você não esteja fazendo nada e esteja apenas em seu centro, completamente relaxado, isto é meditação. E quando você pegar o jeito, poderá ficar nesse estado por quanto tempo quiser.

Com o tempo, poderá ficar nesse estado durante as 24 horas do dia. Após ter experimentado esse estado de tranquilidade, então, aos poucos, você começará a fazer coisas, mantendo-se alerta para que seu ser não seja perturbado.

Esta é a segunda parte da meditação. Primeiro, aprender a simplesmente ser, depois aprender pequenas ações: limpar o chão, tomar banho, mas sempre mantendo-se no centro. Depois você poderá fazer coisas mais complexas. Por exemplo, estou me dirigindo a você, mas minha meditação não foi perturbada. Posso continuar falando, mas em meu centro não há sequer um ruído. Há apenas silêncio, silêncio absoluto.

Então a meditação não é contra a ação. Isso não significa que você tenha que fugir da vida: você se torna o centro do ciclone. Sua vida continua e, na verdade, torna-se mais intensa, mais cheia de alegria, com maior clareza, mais visão e mais criatividade.

Ainda assim, você está nas nuvens, um observador nas montanhas, apenas vendo o que ocorre a seu redor. Você não é aquele que faz, mas sim o que observa.

Todo o segredo da meditação está em tornar-se o observador. As ações continuam em seu nível, não há problemas. Você pode fazer coisas pequenas ou grandes. A única coisa que não lhe é permitida é perder seu centro.

Essa percepção deve permanecer absolutamente límpida, imperturbável.

A meditação é um fenômeno muito simples.

A concentração é muito complicada porque você precisa se esforçar, é cansativo.

A contemplação é um pouco melhor porque você tem mais espaço para se mover.

A concentração não é natural para a mente.

A mente gosta de vagabundear, de moverse de uma coisa para outra. Está sempre excitada com novidades. Na concentração, a mente está quase aprisionada. Na contemplação há mais espaço para explorar, para se mover. Ainda assim, é um espaço limitado.

A meditação, a meu ver, possui todo o espaço, a existência inteira à sua disposição.

Você é o observador, pode observar toda a cena.

Não é preciso esforço para se concentrar em uma coisa, nem para contemplar. Você não está fazendo nada disso, está apenas observando.

É um jeito. Não é ciência, não é arte, não é trabalho — é jeito.

Você precisa, então, brincar um pouco com a idéia. Sentado no banheiro, brinque com a idéia de que você não está fazendo nada. Um dia você se surpreenderá: de tanto brincar com a idéia, ela terá acontecido, pois é algo que está em sua natureza. Basta esperar o momento certo. E como você não pode saber qual será o momento certo, continue brincando com a idéia. Estou usando a palavra “brincar” porque sou uma pessoa pouco sisuda e minha abordagem da religião não é sisuda. Continue brincando, aproveite todo o tempo livre. Confortavelmente deitado na cama, se o sono não vier, brinque com essa idéia. Por que se preocupar com o sono? Ele virá quando vier, não há nada que você possa fazer a respeito. Você tem esse tempo, aproveiteo.

Você não precisa sentar-se na posição de lótus. Em minha abordagem da meditação, não é preciso se torturar de forma alguma.

Se você gosta de sentar-se em lótus, então faça isto. Mas os ocidentais que vão para a Índia levam seis meses para aprender a posição de lótus, e se torturam com isso. Acham que, quando tiverem aprendido a posição de lótus, terão ganho algo. Toda a índia senta-se em posição de lótus e ninguém jamais ganhou algo com isso. É apenas a maneira mais natural que eles têm para sentar-se. Em um país frio, é preciso sentar-se em uma cadeira para ficar longe do chão. Em um país quente, quem se importa com cadeiras? É possível sentar- se em qualquer lugar. Nenhuma postura especial é necessária, nenhum tempo especial é necessário. Há pessoas que pensam que há um momento especial, mas qualquer momento é bom para a meditação. Basta que você esteja relaxado e querendo se divertir.

Se nada acontecer, não importa Não se sinta mal por isso, pois garanto a você que algo acontecera hoje, ou amanhã, ou em tres meses ou em seis meses Não vou criar nenhuma expectativa porque isso se tornará uma tensão em sua mente. Pode acontecer em qualquer dia, pode não acontecer depende de quanto você estiver se divertindo. Sempre que você se sentir relaxado, sempre que não estiver tenso, brinque com a idéia de meditação da forma que lhe expliquei. Fique em silêncio, centrado em si mesmo, e um dia algo acontecerá. Há apenas sete dias durante a semana, então algo poderá acontecer na segunda, na terça, na quarta, na quinta, na sexta, no sábado ou no domingo. Não há como saber. Apenas aproveite a idéia e brinque com ela tantas vezes quanto for possível. Se nada acontecer — lembre-se, não estou lhe prometendo nada —, não há problema: você terá se divertido. Você brincou com essa idéia, fez uma tentativa. Dizem que devemos agarrar as oportunidades. Pois eu digo o contrário: continue aberto à meditação e, quando o momento chegar, quando você estiver realmente relaxado e aberto, a meditação irá agarrá-lo. E depois disso não o deixará mais. Não há como. Então pense duas vezes antes de entrar neste jogo!” *7

 O que é Estado de Presença?

O estado onde simplesmente se é, onde a mente esta em silencio e se observa o todo.

Ioga
O praticante de ioga, a partir de determinadas posições (as chamadas “asanas”) e com o auxílio de uma respiração profunda, que movimenta todo o diafragma, deve recolher a atenção das situações externas e voltar-se para ele próprio. “É como uma tartaruga que encolhe os membros e a cabeça”, explica o professor de filosofia oriental e meditação Luis Louceiro. Para manter-se nesse estado de quietude, há vários recursos. Um deles é fixar a atenção em um objeto. Passado um tempo, “o praticante começa a viver o presente sem pensar nele”, diz o professor.

Meditação cristã
Mais do que buscar o vazio, entrar em um estado de oração contemplativa para encontrar-se consigo e com Deus. Esse é o princípio da meditação cristã. Sentado, com a coluna ereta, a mente e o coração tranquilizados, repete-se mentalmente a palavra sagrada (forma ocidental para se referir a mantra) “maranatha”, que, em aramaico, significa “vinde, Senhor”. Desde o século 2, monges cristãos realizam essa prática, que se disseminou pelos continentes na década de 60 por meio do monge beneditino inglês dom John Main. De acordo com Sônia Mello, ex-coordenadora regional dos grupos de meditação cristã na cidade de São Paulo, essa prática “eleva a mente a um estado de plenitude e faz as pessoas despertarem para a contemplação da paz e da calma naquele momento de entrega”.

Meditação tibetana
Prática realizada há milênios pelos monges do Tibet. Utiliza o corpo, a palavra e a mente para levar o praticante ao processo meditativo. Algumas técnicas são aplicadas, como a mentalização de divindades tibetanas, de cores e de mandalas, a pronúncia de mantras (como o “om mani teme hung”, que significa compaixão), além de gestos manuais (chamados de “mudras”).

Meditação transcendental
Trabalhar a habilidade natural da meditação, que existe em todo o ser humano, é o grande pilar da meditação transcendental, segundo o estudioso de ciências védicas e membro da Sociedade Internacional de Meditação Markus Schuler. O praticante desse tipo de meditação utiliza um mantra individual e sigiloso, fornecido pelo mestre. Sentado, de olhos fechados (para evitar estímulos visuais), respirando naturalmente e repetindo o mantra mentalmente, o indivíduo chega ao estado que, segundo Schuler, leva ao pleno conhecimento do ser.

Osho
Técnica polêmica, criada há mais de 30 anos pelo indiano Osho, que trabalha com o que se chama de meditação ativa. Há uma fase de preparação para o processo meditativo, em que o praticante respira caoticamente por dez minutos, com a participação do corpo todo, depois grita, pula, esperneia (para obter um estado de catarse) e, depois, pára totalmente os movimentos por cerca de 15 minutos. “A partir daí, a pessoa passa a perceber seu corpo com mais consciência”, garante Gabriel Saananda, professor de Osho. A última etapa é a chamada celebração, quando, por meio da dança, o praticante, diz o professor, atinge o vazio mental. E ele completa: “Osho diz que só em um coração alegre pode entrar a meditação”.

Tai-chi-chuan
A arte marcial tai-chi-chuan é uma técnica que leva a mente a um processo de “esvaziamento” por trabalhar a atenção e a concentração corporal, com o auxílio de uma respiração realizada em ritmo lento. Durante a série sequencial de movimentos, o praticante deve estar extremamente atento aos exercícios. Cada movimento trabalha com a coordenação de todo o corpo. “A concentração corporal e o equilíbrio energético levam ao equilíbrio emocional e mental. Daí a possibilidade de obter o vazio, a calma mental”, explica Jeanne Kuk, professora de educação física que ministra aula de tai-chi-chuan na Universidade Federal de São Paulo.

Zen-budismo
O princípio básico do zen-budismo é sentar para meditar (preferencialmente, em posição de lótus). Existem diversas correntes, cada uma com suas características e seus recursos para que se alcance o chamado “espaço do não-pensamento”. Todas têm na respiração um poderoso recurso para se chegar ao “vazio mental”. Uma das correntes, a Soto Zen, trabalha com a respiração nasal, em que o abdômen é inflado, e não o peito. “A respiração é indispensável para manter a mente focalizada no agora, no momento presente”, explica a monja budista Cohen Murayama. Para o iniciante, dez minutos de meditação é um tempo adequado. *6

“Quem pratica há mais tempo pode meditar por volta de 20 minutos a 40 minutos”, conta Cohen. (ANTONIO ARRUDA)

Conclusão:

Meditar é não fazer nada, é somente existir, caso se esteja fazendo algo é outra coisa mas não meditação.

Entrando em um estado alterado de consciência, com a prática, estando em estado de presença plena, não existe barreiras para o conhecimento pois se bebe da fonte, possibilitando, deduções, criações, entendimentos, cura, reenergização, viagem astral.

É o voltar para casa do filho pródigo.

Meditação em si não te impede de agir, muito pelo contrário te traz ao presente, no estado de atenção plena, podendo ser mais acertivo em todas atividades.

 

Bibliografia:

* Semantica

*0 Conceito

*1 Foco

*2 Pensamento

*3 Concentração

*4 Mentalização

*5 Contemplação

*6 O Estado Meditativo

*Osho – Aprendendo a Silenciar a Mente

 

 

 

Socorro para meus problemas (como Coach)

Veja abaixo diversas crenças que ouvimos em sessões de Coaching e alguns livros que fizeram uma verdadeira revolução no modelo mental dos leitores:

1 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE RELACIONAMENTO

  • Relacionamento é algo muito difícil
  • Vivo tendo conflitos
  • Não gosto de gente
  • Nunca fui popular
  • Não gostam de mim

Livro: Como fazer amigos e influenciar pessoas (Ed. Nacional). Autor: Dale Carnegie. O Livro best seller (publicado pela primeira vez em 1936) explica princípios que podem revolucionar a forma de uma pessoa se relacionar.

2 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE O PASSADO

  • Sofri muito no passado e por isso não dei certo na vida
  • Não tenho qualidades
  • Não tenho autoestima
  • Já errei muito e me culpo por isso
  • Nunca tive sorte
  • Sou traumatizado
  • Meus pais nunca me apoiaram
  • Estou doente por culpa de…

Livro: Você pode curar sua vida (Ed. Best Seller Ltda). Autora: Louise Hay. Louise Hay é chamada rainha do bem-estar. Seus livros são citados como verdadeiras sementes de cura. Em Você pode curar sua vida, ela ajuda o leitor a retomar a responsabilidade e seu próprio poder para reestabelecer sua autoestima
e saúde.

3 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE O TALENTO

  • Fazer o que se gosta é um luxo para poucos
  • Não fiz o que eu gostava porque não poderia me sustentar daquilo
  • Meu trabalho é só estresse
  • No trabalho o tempo não passa, mas quando estou me divertindo o tempo voa

Livro: A descoberta do fluxo (Ed. Rocco). Autor: Mihaly Csikszentmihalyi. O terapeuta discute o que é a motivação focada e explica os benefícios que entrar em estado de fluxo pode trazer para a vida pessoal e carreira.

4 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE ENRIQUECER

  • Não consigo poupar
  • Dinheiro na mão é vendaval
  • Não resisto a comprar algo novo
  • De que me adianta guardar, se quando eu morrer não levarei nada comigo?
  • Se eu acumular dinheiro posso perder tudo de uma hora para a outra
  • Se eu enriquecer vou despertar inveja

Livro: Os segredos da mente milionária (Ed. Sextante / Gmt). Autor: T. Harv Eker. O best seller aborda a relação que as pessoas têm com dinheiro e como mudá-la para se tornar financeiramente saudável. Também estimula a poupar e investir.

5 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE SE EXPOR

Detesto me expor

  • Morro de vergonha de gaguejar
  • Morro de medo do ridículo
  • Pessoas que se expõe são exibicionistas
  • Pessoas que se expõe são egocêntricas
  • Não tenho coragem
  • Não me preparei, pois não tenho disciplina

Livro: O método (Ed. Objetiva). Autores: Phil Stutz e Barry Michels. Os psicólogos, que atendem celebridades nos EUA, criaram técnicas simples para pessoas que desejam vencer a barreira da exposição pública. Também trata dos processos de autossabotagem da carreira.

6 – PARA CRIAR NOVAS VISÕES SOBRE A ESPIRITUALIDADE

  • Já passei por tanta coisa, nem sei mais se acredito
  • Não é possível que haja tanta pobreza e sofrimento no mundo
  • Hoje em dia o que reina é o dinheiro
  • De que adianta acreditar em algo maior, estamos todos sozinhos e desamparados
  • Se Deus realmente existe, ele se esqueceu de mim

Livros: Conversando com Deus – Volume 1 (Ed. Agir). Autor: Neale Donald Walsch; e Como conhecer Deus (Ed. Rocco). Autor: Deepak Chopra. Ambos os livros discutem a percepção que a pessoa tem da própria fé e em que tipo de poder supremo ela acredita, oferecendo novas visões sobre fé e espiritualidade.

7 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE EDUCAR FILHOS

  • Errei muito com meus filhos
  • Me culpo pelas escolhas dos meus filhos
  • Acho que fui ausente na educação da minha prole
  • Fui controlador demais com as crianças
  • Mimei muito meus filhos e por isso eles ficaram assim
  • Sempre fui duro com eles, exigi demais

Livro: Diga-me com quem anda (Ed. Objetiva). Autora: Judith Rich Harris. A autora é psicóloga e pesquisadora americana. Nessa obra ela afirma que muitas crenças a respeito da educação de crianças não podem ser comprovadas cientificamente.

8 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE AS PERDAS

  • Tenho dedo podre para escolher o parceiro
  • Já fui traído várias vezes
  • Só me apaixono por homens casados
  • Não consigo lidar com a perda
  • Não aceito a separação

Livro: Perdas necessárias (Ed. Melhoramentos). Autora: Judith Viorst. A psicanalista defende que, para crescermos, precisamos abrir mão de expectativas irreais e padrões de dependência nos relacionamentos.

9 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE PERDÃO

  • Não perdoo de jeito algum
  • Não aprendi a perdoar
  • Perdoar não resolve nada
  • É fácil falar de perdão quando não é com você
  • Perdoar é para os fracos
  • Não tenho o que perdoar

Livro: O livro do perdão (Ed. Rocco). Autor: Robin Casarjian. Para se libertar do passado e começar uma nova vida a pessoa precisará vencer a barreira de perdoar, desafiada nesse livro pela terapeuta. Discute também os mecanismos de medo e raiva que impedem o perdão.

10 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE AS PREOCUPAÇÕES

  • Vivo preocupado
  • Estresse hoje em dia é normal
  • Só existem trabalhos estressantes atualmente
  • Quando vejo um problema já fico estressado
  • Não dá tempo de descansar
  • Não consigo me desligar
  • Esperam que eu faça tudo correndo

Livro: Como evitar preocupações e começar a viver (Ed. Nacional). Autor: Dale Carnegie. Best seller publicado pela primeira vez em 1948. O livro apresenta 30 princípios para ultrapassar as preocupações, priorizar a saúde, organizar-se e se libertar de ressentimentos.

11 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE AMOR E APEGO

  • Sou ciumento demais
  • Acabo controlando a pessoa parceira
  • Gosto que meu amor me ligue toda hora
  • Não admito nenhum segredo entre nós
  • Ciúme é normal
  • Meus parceiros sempre tentam me manipular

Livro: Relacionamento, amor e liberdade (Ed. Shanti). Autor: Osho. Guru indiano autor de dezenas de livros. Nessa obra polêmica, ele desafia os apegos que fazem as pessoas sofrerem nos relacionamentos amorosos. Ele afirma que as causas para o ciúme estão dentro de nós, e que fora estão só as desculpas.

 

Autor desconhecido.

Observações:

Gostaria de ver essas recomendações de literatura (como espirita), (como psicologo), (como terapeuta transpessoal), (como terapeuta constelação familiar) (como apômetra) (como Mauricio Crispim), etc.

Faça a sua contribuição.

Comente.

 

Libertação Pessoal, Sabedoria Antiga.

“Eu liberto meus pais do sentimento de que já falharam comigo.

Eu liberto meus filhos da necessidade de trazerem orgulho para mim; que possam escrever seus próprios caminhos de acordo com seus corações, que sussurram o tempo todo em seus ouvidos.

Eu liberto meu(minha) parceiro(a) da obrigação de me completar. Não me falta nada, aprendo com todos os seres o tempo todo.

Agradeço aos meus avós e antepassados que se reuniram para que hoje eu respire a vida.
Libero-os das falhas do passado e dos desejos que não cumpriram, conscientes de que fizeram o melhor que puderam para resolver suas situações dentro da consciência que tinham naquele momento. Eu os honro, os amo e reconheço inocentes.
Eu me desnudo diante de seus olhos, por isso eles sabem que eu não escondo nem devo nada além de ser fiel a mim mesmo e à minha própria existência, que caminhando com a sabedoria do coração, estou ciente de que cumpro o meu projeto de vida, livre de lealdades familiares invisíveis e visíveis que possam perturbar minha Paz e Felicidade, que são minhas únicas responsabilidades.

Eu renuncio ao papel de salvador, de ser aquele que une ou cumpre as expectativas dos outros.

Aprendendo através, e somente através, do AMOR, eu abençoo minha essência, minha maneira de expressar, mesmo que alguém possa não me entender.

Eu entendo a mim mesmo, porque só eu vivi e experimentei minha história; porque me conheço, sei quem sou, o que eu sinto, o que eu faço e por que faço.

Me respeito e me aprovo.
Eu honro a Divindade em mim e em você… Somos livres.”

(Essa antiga bênção foi criada no idioma Nahuatl, falado desde o século VII na região central do México. Ela trata de perdão, carinho, desapego e libertação. )

Quando me tornei fanático – Frei Betto

Abracei o fanatismo ao descobrir que só o Deus pregado por minha Igreja é o verdadeiro. Todos os outros deuses, todas as outras religiões, todas as outras tradições espirituais que não creem como eu creio são heréticas, ofendem a Deus, procedem do diabo e merecem ser varridas da face da Terra.

Os fiéis dessas Igrejas que não professam o meu Credo estão condenados às chamas do Inferno e só haverão de se salvar aqueles que se arrependerem, abandonarem seus cultos idólatras e abraçarem a única e verdadeira fé – esta que a minha Igreja manifesta.

Tornei-me fanático em sucessivas etapas. Fui criado em uma família católica e, desde cedo, aprendi que os protestantes são infiéis por não respeitarem a virgindade de Maria nem acatarem a autoridade do papa.

Ridicularizei os espíritas por admitirem que se comunicam com os mortos. Acusei os judeus de terem assassinado Jesus. Abominei os ritos de matriz africana como supersticiosos e orquestrados pelo demônio.

Tivesse eu poder, haveria de banir da sociedade todas essas crendices que tomam o Santo Nome de Deus em vão.

Até que um dia sofri um acidente de trânsito no centro de Salvador, onde me encontrava a trabalho. Fui atropelado por uma moto que surgiu inesperadamente quando eu atravessava o Largo Terreiro de Jesus.

Fui socorrido por um desconhecido que me levou a um hospital evangélico em seu carro. Por eu estar inconsciente, devido à pancada da cabeça no solo, ele assumiu os custos apresentados pelo pronto-socorro e ainda assinou um termo de responsabilidade. Como deixou telefone e endereço, ao receber alta fui agradecer-lhe. Soube que é ateu.

Fiquei me perguntando se todos os fiéis de minha Igreja seriam capazes de prestar igual solidariedade ou se passariam indiferentes diante de um acidentado, e ainda se autodesculpariam com este raciocínio cínico: “Nada tenho a ver com isso.”

No hospital, fui visitado por uma senhora espírita, que me deu grande consolo, já não tenho parentes na capital baiana.

Manifestei a ela meu estranhamento ao fato de os espíritas afirmarem conversar com os mortos. Ela retrucou com um sorriso: “Vocês, católicos, conversam com quem quando oram a São Jorge, Santo Expedito e Santo Antônio?”

Meu médico era um judeu casado com uma palestina. E as duas enfermeiras, muito atenciosas, frequentavam o candomblé e a umbanda.

Ao deixar o hospital, tive a surpresa de encontrar, na pousada na qual me hospedara, a mochila que havia perdido no acidente. Dentro, todos os meus pertences, inclusive o dinheiro que eu tinha retirado do banco para pagar a hospedagem.

Um taxista encontrou o cartão da pousada entre meus documentos, devolveu a mochila e informou o que me havia ocorrido. Como deixara o telefone dele, liguei para agradecer. Não resisti à pergunta: “Por que o senhor devolveu todos os meus pertences, inclusive o dinheiro?” Ele simplesmente respondeu: “Sou muçulmano.”

Frei Betto

Autor de 58 livros, no Brasil e exterior, estudou  jornalismo, antropologia, filosofia e teologia.
Frei Betto é escritor, autor de “Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros.

Fonte:  http://hojeemdia.com.br/opinião/colunas/frei-betto-1.334186

AI DE TI, BRASIL

Ai de ti, Brasil, eu te mandei o sinal, e não recebeste. Eu te avisei e me ignoraste, displicente e conivente com teus malfeitos e erros. Ai de ti, eu te analisei com fervor romântico durante os últimos 20 anos, e riste de mim.
 
Ai de ti, Brasil! Eu já vejo os sinais de tua perdição nos albores de uma tragédia anunciada para o presente do século XXI, que não terá mais futuro.
 
Ai de ti, Brasil – já vejo também as sarças de fogo onde queimarás para sempre! Ai de ti, Brasil, que não fizeste reforma alguma e que deixaste os corruptos usarem a democracia para destruí-la. Malditos os laranjas e as firmas sem porta.
 
Ai de ti, Miami, para onde fogem os ladrões que nadam em vossas piscinas em forma de vagina e corcoveiam em “jet skis”, gargalhando de impunidade.
 
Malditas as bermudas cor-de-rosa, barrigas arrogantes e carrões que valem o preço de uma escola. Maldita a cabeleira do Renan, os olhos cobiçosos de Cunha, malditos vós que ostentais cabelos acaju, gravatas de bolinhas e jaquetões cobertos de teflon, onde nada cola. Por que rezais em vossos
templos, fariseus de Brasília? Acaso eu não conheço a multidão de vossos pecados???
 
Ai de vós, celebridades cafajestes, que viveis como se estivésseis na Corte de Luís XIV, entre bolsas Chanel, gargantilhas de pérola, tapetes de zebra e
elefantes de prata. Portais em vosso peito diamantes em que se coagularam as lágrimas de mil meninas miseráveis. Ai de vós, pois os miseráveis se
desentocarão, e seus trapos vão brilhar mais que vossos Rolex de ouro. Ai de ti, cascata de camarões!
 
Tu não viste o sinal, Brasil. Estás perdido e cego no meio da iniquidade dos partidos que te assolam e que contemplas com medo e tolerância?
Cingiram tua fronte com uma coroa de mentiras, e deste risadas ébrias e vãs no seio do Planalto. Ai de vós, intelectuais, porque tudo sabeis e nada
denunciais, por medo ou vaidade. Ai de vós, acadêmicos que quereis manter a miséria “in vitro” para legitimar vossas teorias. Ai de vós, “bolivarianos” de galinheiro, que financiais países escrotos com juros baixos, mesmo sem grana para financiar reformas estruturais aqui dentro. Ai de ti, Brasil, porque os que se diziam a favor da moralidade desmancham hoje as tuas instituições, diante de nossos olhos impotentes. Ai de ti, que toleraste uma velha esquerda travestida de moderna. Malditos sejais, radicais de cervejaria, de enfermaria e de estrebaria – os bêbados, os loucos e os burros –, que vos queixais do país e tomais vossos chopinhos com “boa consciência”. Ai de vós, “amantes do povo” – malditos os que usam esse falso “amor” para justificar suas apropriações indébitas e seus desfalques “revolucionários”.
 
Ai de vós, que dizeis que nada vistes e nada sabeis, com os crimes explodindo em vossas caras.
 
Ai de ti, que ignoraste meus sinais de perigo e só agora descobriste que há cartéis de empresas que predam o dinheiro público, com a conivência do
próprio poder. Malditas sejam as empresas-fantasma em terrenos baldios, que fazem viadutos no ar, pontes para o nada, esgotos a céu aberto e rapinam os mínimos picuás dos miseráveis.
 
Malditos os fundos de pensão intocáveis e intocados, com bilhões perdidos na Bolsa, de propósito, para ocultar seus esbulhos e defraudações. Malditos também empresários das sombras. Malditos também os que acham que, quanto pior, melhor.
 
A grande punição está a caminho. Ai de ti, Brasil, pois acreditaste no narcisismo deslumbrado de um demagogo que renegou tudo que falava antes, que destruiu a herança bendita que recebeu e que se esconde nas crises, para voltar um dia como “pai da pátria”. Maldito esse homem nefasto, que te fez andar de marcha à ré.
 
Ai de ti Brasil, porque sempre te achaste à beira do abismo ou que tua vaca fora para o brejo. Esse pessimismo endêmico é uma armadilha em que caíste e que te paralisa, como disse alguém: és um país “com anestesia, mas sem cirurgia”.
 
Ai de vós, advogados do diabo que conseguis liminares em chicanas que liberam criminosos ricos e apodrecem pobres pretos na boca do boi de nossas prisões. Maldita seja a crapulosa legislação que vos protege há quatro séculos. Malditos os compradiços juízes, repulsivos desembargadores,
vendilhões de sentenças para proteger sórdidos interesses políticos.
 
Malditos sejam os que levam dólares nas meias e nas cuecas e mais ainda aqueles que levam os dólares para as Bahamas. Ai de vós! A ira de Deus não vai tardar…
 
Sei que não adianta vos amaldiçoar, pois nunca mudareis a não ser pela morte, guerra ou catástrofe social que pode estar mais perto do que pensais.
Mas, mesmo assim, vos amaldiçoo. Ai de ti, Brasil!
 
Já vejo as torres brancas de Brasília apontando sobre o mar de lama que inundará o Cerrado. Já vejo São Paulo invadida pelas periferias, que
cobrarão pedágio sobre vossas Mercedes. Escondidos atrás de cercas elétricas ou fugindo para Paris, vereis então o que fizestes com o país, com vossa persistente falta de vergonha. Malditos sejais, ó mentirosos, vigaristas, intrujões, tartufos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas,
que vossas línguas mentirosas sequem e que água alguma vos dessedente. Ai de ti, Brasil, o dia final se aproxima.
 
Se vossos canalhas prevalecerem, virá a hidra de sete cabeças e dez chifres em cada cabeça e voltará o dragão da Inflação. E a prostituta do Atraso virá montada nele, segurando uma taça cheia de abominações. E ela estará bêbada com o sangue dos pobres, e em sua testa estará escrito: “Mãe de todas as meretrizes e mãe de todos os ladrões que paralisam nosso país”. Ai de ti, Brasil! Canta tua última canção na boquinha da garrafa.
 
ARNALDO JABOR

7 hábitos de monges budistas que são difíceis de adotar, mas podem mudar sua vida completamente

Qual o segredo para se sentir calmo e focado? Essa não é uma pergunta fácil de responder. Então, por que os monges budistas parecem pacíficos e presentes o tempo todo? Como eles fazem isso? Eles sabem algum segredo escondido que você não faz?

Na verdade, sim!

Por milhares de anos, a filosofia budista se concentrou apenas em buscar como reduzir o sofrimento humano e manter a mente concentrada apenas no momento presente.

E neste artigo, vamos abordar os princípios e hábitos mais importantes do budismo que todos podemos adotar em nossas vidas diárias.

Embora os conselhos possam parecer difíceis no início, sua persistência resultará em benefícios para a vida toda.

Confira:

 

Hábito 1 – O mínimo para si mesmo

Você sabia que o Buda nasceu um príncipe? Sim, ele poderia ter passado a vida em um grande e lindo palácio onde tudo é feito para ele.

Mas ele não fez isso.

Ele abandonou tudo quando percebeu a natureza frustrante do materialismo. 2300 anos depois, monges budistas fazem o mesmo. Eles mantêm os bens o mínimo de bens materiais, e sobrevivem somente com aquilo que eles precisam para viver sua vida. Normalmente, isso cabe em uma pequena mochila.

 

Hábito 2 – O máximo para os outros

Em muitos círculos budistas, os monges aprendem a fazer coisas não para si, mas para o mundo inteiro.

Quando meditam, é por causa de todos. Eles tentam alcançar a iluminação com seu potencial total, e com isso, ajudar todos aqueles que precisam.

Quando você pode desenvolver esse tipo de atitude abnegada, você se concentra menos em seus problemas pessoais. Você fica menos emotivo sobre pequenas coisas, e sua mente fica mais calma.

 

Hábito 3 – Meditação

Uma das principais razões pelas quais você se torna um monge é para ter mais tempo para meditar.

A maioria dos monges acorda cedo e medita de 1 a 3 horas – e faz o mesmo à noite. Esse tipo de prática muda o cérebro. Se você leu algum artigo sobre os benefícios da meditação, então você sabe o que quero dizer.

Você não precisa adotar esse tipo de cronograma rigoroso, mas e se você começar o dia com 30 minutos de meditação?

 

Hábito 4 – Seguindo o sábio

Na sociedade ocidental, temos um relacionamento insalubre com a velhice. Mas, para os monges budistas, eles vêem pessoas idosas como portadores da sabedoria. Eles procuram guias espirituais mais velhos que possam ajudá-los no caminho deles.

Olhe ao seu redor: sempre há pessoas perspicazes para nos ensinar algo. As pessoas mais velhas têm mais experiência, o que significa que podem oferecer inúmeras lições de vida. Aproveite!

Hábito 5 – Ouça atentamente e sem julgamento

Nossos cérebros julgam naturalmente. Mas de acordo com os budistas, o ponto de comunicação é ajudar aos outros e a nós mesmos a sofremos menos.

Criticar e julgar obviamente não ajuda.

O que é maravilhoso sobre dar atenção é poder fazer isso livre de qualquer julgamento. O objetivo principal da comunicação consciente é ouvir tudo o que alguém está dizendo sem avaliá-lo.

Muitos de nós pre-planejamos nossas respostas enquanto estamos ouvindo, mas o objetivo principal aqui é simplesmente absorver tudo o que eles estão dizendo.

Isso traz mais respeito mútuo, compreensão e maiores chances de progresso na conversa.

 

Hábito 6 – A mudança é a única lei do universo

De acordo com o mestre budista Suzuki, um princípio crucial que todos precisamos aprender é aceitar a mudança:

“Sem aceitar o fato de que tudo muda, não podemos encontrar a perfeita compostura. Mas infelizmente, embora seja verdade, é difícil para nós aceitá-las. Quando não podemos aceitar a verdade da transição, nós sofremos “.
Tudo muda, essa é a lei fundamental do universo. No entanto, achamos difícil aceitar isso. Nós nos identificamos fortemente com nossa aparência fixa, com nosso corpo e nossa personalidade. E quando isso muda, sofremos.

No entanto, Suzuki diz que podemos superar isso reconhecendo que o conteúdo de nossas mentes está em constante fluxo. Tudo sobre a consciência vai e vem.

Percebendo isso, o calor do momento pode difundir medo, ansiedade, raiva, desespero. Por exemplo, é difícil ficar com raiva quando se percebe a raiva pelo que ela é. É por isso que o Zen ensina que o momento é tudo o que existe.

Suzuki diz: “Seja lá o que fizer, deve ser uma expressão de uma atividade profunda. Devemos apreciar o que estamos fazendo. Não há preparação para outra coisa“.

 

Hábito 7 – Viver o momento

Nesse mundo com tanta ansiedade pode ser difícil simplesmente abraçar o momento presente. Tendemos a pensar em eventos passados ​​ou nos preocupamos com o futuro do futuro. Nossa mente pode estar à deriva.

Mas a atenção nos encoraja a reorientar. Praticar a atenção plena aos outros nos permite melhorar e direcionar nossos pensamentos para aquilo em que estamos realmente envolvidos.

Sem julgar nem se perder nos próprios pensamentos, o conselho é simplesmente reconhecer que perdemos a atenção, para então dirigirmos o foco para nossos sentidos ou para qualquer tarefa em que nos envolvamos.

 

Fonte: https://sociologialiquida.com.br/7-habitos-de-monges-budistas-que-podem-mudar-sua-vida-completamente/

O CANDIDATO INTELECTUAL

Conta-se que Jesus, depois de infrutíferos desentendimentos com doutores da lei, em Jerusalém, acerca dos serviços da Boa-Nova, foi procurado por um candidato ao novo Reino, que se caracterizava pela profunda capacidade intelectual.

Recebeu-o o Mestre, cordialmente, e, em seguida às interpelações do futuro aprendiz, passou a explicar os objetivos do empreendimento. O Evangelho seria a luz das nações e consolidar-se-ia à custa da renúncia e do devotamento dos discípulos. Ensinaria aos homens a retribuição do mal com o bem, o perdão infinito com a infinita esperança. A Paternidade Celeste resplandeceria para todos. Judeus e gentios converter-se-iam em irmãos, filhos do mesmo Pai.

O candidato inteligente, fixando no Senhor os olhos arguciosos, indagou:
-A que escola filosófica obedecerá?
-A escola do céu respondeu complacente, o Divino Amigo.
E outras perguntas choveram, improvisadas.
-Quem nos presidirá à organização?
-Nosso Pai Celestial.
-Em que base aceitará a dominação política dos romanos?
-Nas do respeito e do auxílio mútuos.
-Na hipótese de sermos perseguidos pelo Cinéreo, em nossas atividades, como proceder?
-Desculparemos a ignorância, quantas vezes for preciso.
-Qual o direito que competirá aos adeptos da Revelação Nova?
-O direito de servir sem exigências.
O rapaz arregalou os olhos aflitos e prosseguiu indagando:
-Em que consistirá desse modo, o salário do discípulo?
-Na alegria de praticar a bondade.
-Estaremos arregimentados num grande partido?
-Seremos, em todos os lugares, uma assembleia de trabalhadores atenta à Vontade Divina.
-O programa?
-Permanecerá nos ensinamentos novos de amor, trabalho, esperança, concórdia e perdão.
-Onde a voz imediata de comando?
-Na consciência.
-E os cofres mantenedores do movimento?
-Situar-se-ão em nossa capacidade de produzir o bem.
-Com quem contaremos de imediatos?
-Acima de tudo com o Pai e, na estrada comum, com as nossas próprias forças.
-Quem reterá a melhor posição no ministério?
-Aquele que mais servir.
O candidato coçou a cabeça, francamente desorientado, e continuou, finda a pausa:
-Que objetivo fundamental será o nosso?
Respondeu Jesus, sem se irritar:
-O mundo regenerado, enobrecido e feliz.
-Quanto tempo gastará?
-O tempo necessário.
-De quantos companheiros seguros dispomos para início da obra?
-Dos que puderem compreender-nos e quiserem ajudar-nos.
-Mas não teremos recursos de constranger os seguidores à colaboração ativa?
-No Reino Divino não há violência.
-Quantos filósofos, sacerdotes e políticos nos acompanharão?
-Em nosso apostolado, a condição transitória não interessa e a qualidade permanece acima do número.
-A missão abrangerá quantos países?
-Todas as nações.
-Fará diferença entre senhores e escravos?
-Todos os homens são filhos de Deus.
-Em que sítio se levanta as construções de começo? Aqui em Jerusalém?
-No coração dos aprendizes.
-Os livros de apontamento estão prontos?
-Sim.
-Quais são?
-Nossas vidas…
O talentoso adventício continuou a indagar, mas Jesus silenciou sorridente e calmo.
Após longa série de interrogativas sem resposta, o afoito rapaz inquiriu ansioso:
-Senhor, por que não esclareces?
O Cristo afagou-lhe os ombros inquietos e afirmou:
-Busca-me quando estiveres disposto a cooperar.
E, assim dizendo, abandonou Jerusalém na direção da Galileia, onde procurou os pescadores rústicos e humildes que, realmente nada sabiam da cultura grega ou do Direito Romano, mantendo-se, contudo, perfeitamente prontos a trabalhar com alegria e servir por amor, sem perguntar.

Contos e Apólogos, Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Irmão X

DE ALMA DESPERTA (Emmanuel)

“Por isso te lembro despertes o dom de Deus que existe em ti.” Paulo (II Timóteo, 1:6)

É indispensável muito esforço de vontade para não nos perdermos indefinidamente na sombra dos impulsos primitivistas.

À frente dos milênios passados, em nosso campo evolutivo, somos suscetíveis de longa permanência nos resvaladouros do erro, cristalizando atitudes em desacordo com as Leis Eternas.

Para que não nos demoremos no fundo dos precipícios, temos ao nosso dispor a luz da Revelação Divina, dádiva do Alto, que, em hipótese alguma, devemos permitir se extinga em nós.

Em face da extensa e pesada bagagem de nossas necessidades de regeneração e aperfeiçoamento, as tentações para o desvio surgem com esmagadora percentagem sobre as sugestões de prosseguimento no caminho reto, dentro da ascensão espiritual.

Nas menores atividades da luta humana, o aprendiz é influenciado a permanecer às escuras.

Nas palestras comuns, cercam-no insinuações caluniosas e descabidas.

Nos pensamentos habituais, recebe mil e um convites desordenados das zonas inferiores.

Nas aplicações da justiça, é compelido a difíceis recapitulações, em virtude do demasiado individualismo do pretérito que procura perpetuar-se.

Nas ações de trabalho, em obediência às determinações da vida, é, muita vez, levado a buscar descanso indevido.

Até mesmo na alimentação do corpo é conduzido a perigosas convocações ao desequilíbrio.

Por essa razão, Paulo aconselhava ao companheiro não olvidasse a necessidade de acordar o “dom de Deus”, no altar do coração.

Que o homem sofrerá tentações, que cairá muitas vezes, que se afligirá com decepções e desânimos, na estrada iluminativa, não padece dúvida para nenhum de nós, irmãos mais velhos em experiência maior; entretanto, é imprescindível marcharmos de alma desperta, na posição de reerguimento e reedificação, sempre que necessário.

Que as sombras do passado nos castiguem, mas jamais nos esqueçamos de reacender a própria que luz.

(Do livro “Vinha de luz”, psic. Chico Xavier)

Mãe ácida mas lúcida!

Arthur Schopenhauer tinha problemas com a mãe, e isso lhe marcou a vida para sempre.

Trecho de uma carta de madame Johanna Schopenhauer, para o filho, Arthur Schopenhauer quando ele ainda era jovem e ainda não havia rompido com ela. Johanna faz uma crítica corrosiva ao filho e, ao mesmo tempo, lhe dá conselhos que poderiam ajudá-lo bastante, se os acatasse:

“Tu não és um homem mau, não estás desprovido de inteligência, nem de educação, em suma, dispões de tudo que poderia fazer de ti um modelo e exemplo para a sociedade humana. Conheço muito bem os teus sentimentos e sei que existem poucos melhores do que tu, mas és também aborrecido e insuportável em outros sentidos e acho muito difícil conviver contigo. Todas as tuas boas qualidades são empanadas porque te julgas ‘esperto demais’ e essa arrogância não te serve para nada nesse mundo, simplesmente porque não pode controlar essa tua mania de querer saber mais do que os outros, de encontrar defeitos em toda parte, menos em ti mesmo, de querer controlar tudo e de te achar capaz de melhorar as pessoas com que te relacionas. Isso serve apenas para exasperar os que se acham ao redor de ti, ninguém está interessado em ser assim ensinado e melhorado de uma forma tão violenta, menos ainda por um indivíduo tão insignificante como ainda és; ninguém pode suportar uma censura vinda de alguém que ainda demonstra tantas fraquezas em seu caráter pessoal e muito menos pode gostar dessa tua maneira de criticar os outros em um tom oracular, definindo tudo à tua maneira, sem admitir a menor objeção. Se fosses menos instruído e inteligente do que és, serias simplesmente ridículo; mas, mesmo que reconheçam tuas qualidades, continuas extremamente irritante. Os seres humanos, em geral, não se portam com maldade quando não se sentem atacados…”.

Quem foi Chopenhauer?

 

ORAÇÃO METAFÍSICA DE CURA

Eu sou amor.

Eu sou saúde.

Eu sou paz.

Eu mereço ser amado.

Eu mereço ser feliz.

Eu mereço ser saudável.

Hoje começa a cura do meu corpo, mente e espírito.

Eu me perdoo pelos erros que cometi, porque eu não sou culpado de nada – eu não pude nem soube agir de outra forma naquele momento.

Eu perdoo todas as pessoas que senti raiva e aceito-as porque não podiam ser como eu queria. Eu as liberto e liberto-me do sentimento de rancor para sempre.

Cancelo completamente o passado no presente, para libertar o meu futuro.

Deixo de julgar a mim e aos os outros para sempre.

Entrego neste momento toda a minha dor, todos os meus erros para ti ó Deus Mãe Pai de Todos Poderes, para que transforme tudo em amor, saúde e paz.

Pelo seu poder divino e amor dentro de mim, eu decido curar o meu corpo, a minha mente e a minha alma.

Abro o meu coração para o seu amor puro que me envolve com a sua luz radiante, revitalizando cada célula do meu corpo e cada pensamento negativo, convertendo-os em positivos, recriando-me numa nova vida cheia de amor e alegria.

Eu desejo com todo o meu coração esta cura, para então ajudar a curar os outros e, assim, cumprir a minha missão de amor nesta vida.

Que assim seja.

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