Fé Intelectual

“Então, começareis a dizer: Temos comido e bebido na tua presença e tens ensinado nas nossas ruas.” — Jesus. (LUCAS, capítulo 13, versículo 26.)

O versículo de Lucas, aqui anotado, refere-se ao pai de família que cerrou a porta aos filhos ingratos.

O quadro reflete a situação dos religiosos de todos os matizes que apenas falaram, em demasia, reportando-se ao nome de Jesus. No dia da análise minuciosa, quando a morte abre, de novo, a porta espiritual, eis que dirão haver “comido e bebido” na presença do Mestre, cujos ensinamentos conheceram e disseminaram nas ruas.

Comeram e beberam apenas. Aproveitaram-se dos recursos egoisticamente. Comeram e acreditaram com a fé intelectual. Beberam e transmitiram o que haviam aprendido de outrem.

Assimilar a lição na existência própria não lhes interessava a mente inconstante.

Conheceram o Mestre, é verdade, mas não o revelaram em seus corações. Também Jesus conhecia Deus; no entanto, não se limitou a afirmar a realidade dessas relações. Viveu o amor ao Pai, junto dos homens. Ensinando a verdade, entregou-se à redenção humana, sem cogitar de recompensa.

Entendeu as criaturas antes que essas o entendessem, concedeu-nos supremo favor com a sua vinda, deu-se em holocausto para que aprendêssemos a ciência do bem.

Não bastará crer intelectualmente em Jesus. É necessário aplicá-lo a nós próprios.

O homem deve cultivar a meditação no círculo dos problemas que o preocupam cada dia. Os irracionais também comem e bebem. Contudo, os filhos das nações nascem na Terra para uma vida mais alta.

EMMANUEL

(CAPÍTULO 34 – COMER E BEBER – EMMANUEL psic. Chico Xavier – do livro: ‘Caminho, Verdade e Vida’)

Entendendo o que é Meditação, Pensamento, Mente, Oração/Prece, Concentração, Foco, Mentalização, Contemplação e Estado de Presença

Objetivo dessa análise:

Contextualizar o que é meditação, diferenciando e conectando com as demais práticas, oração, concentração, foco, mentalização, contemplação e estado de presença.

Introdução

Existe uma confusão e uma dúvida frequentemente observada, por nós, quanto ao conceito e significado do que é a meditação, através dessa análise, tentaremos de forma simples esclarecer o que que é meditação.

Na gramática as palavras são analisadas sob alguns aspectos: Sintaxe (forma da escrita), Semântica (o que significa), Sinônimos e Antônimos (sinônimos palavras com o mesmo significado e antônimos com significado oposto) , Homônimos e Polissemia (homônimos são significantes parecidos que possuem significados diferentes e polissemia quando uma mesma palavra tem mais de um significado ), Hiperônimo e Hipônimo (Hiperônimo representa grupo agregador de outra palavras e Hipônimo é parte de um grupo ). *

Nos ateremos aqui à semântica e emitiremos um conceito, de acordo com material disponível sobre o assunto e nossa vivência.

O que o Pensamento?

  • Faculdade de fantasiar, de imaginar.
  “em p. conhecia lugares onde nunca esteve”
  • Atividade cognitiva, racional; conhecimento por conceitos.

O que é Mente?

  • parte incorpórea, inteligente ou sensível do ser humano; espírito, pensamento, entendimento.
  “uma ideia veio-lhe à mente”
  memória, lembrança.
  “tem sempre em m. os conselhos da mãe”
  • o desenvolvimento intelectual, a faculdade intelectiva; inteligência, mentalidade.
  “a alta m. de Einstein”
  • faculdade, ato ou modo de compreender algo ou de criar na imaginação; concepção, imaginação, percepção.
 “a m. dos artistas”
  • intenção, plano, propósito.
 “era sua m. viajar nas férias”
  • m.q. MENTALIDADE (‘conjunto de manifestações’).
  • local onde estão os pensamentos.

O que é Oração/Prece?

Definição: 1 – Pedir, rogar. 2 – Discursar. 3 – Falar em público. 4 – Rezar (Prece) Súplica dirigida a Deus; oração. 2 – Súplica a qualquer pessoa. 3 – Cerimônias religiosas em ocasião de calamidade pública.*0

Prece é um tipo de apelo que permite à pessoa entrar em comunhão com Deus, Jesus e com os Espíritos superiores a fim de receber proteção e auxílio: “[…] Sua ação será tanto maior quanto mais fervorosa e sincera for.[…]” (livro dos médiuns. Cap. IX, it 132-8-a, p. 145.)

A prece é uma evocação. Através dela o homem entra em comunicação, pelo pensamento, com o ser a quem se dirige. […] Podemos orar por nós mesmos ou por outros, pelos vivos [encarnados] ou pelos mortos. As preces feitas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução de suas vontades; as que se dirigem aos Espíritos bons são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus, está recorrendo a intermediários, a intercessores, visto que nada se faz sem a vontade de Deus. (O evangelho segundo o espiritismo. Cap. XXVII, it. 9, p. 316, 2013.)

O que é Foco?

Definição:

Ponto para o qual converge alguma coisa.  ex: “na festa, ele foi o foco das atenções” *1

 “manteve foco na respiração, reconduzindo-o, gentilmente quando atingido pelos vendavais dos pensamentos”

 O que é Concentração?

Definição:

  1. ato, processo ou efeito de concentrar(-se).
  2. ato ou efeito de agrupar o que se acha disperso ou separado. “c. dos esforços”
  3. ato ou efeito de se reunirem várias pessoas ou coisas num ponto determinado. “a c. para a passeata será na escadaria da câmara”
  4. ato ou efeito de orientar a atenção ou as energias para um tema ou objetivo determinado. “está trabalhando, a c. dele é total”
  5. ato ou efeito de se absorver consigo próprio, de ensimesmar-se; isolamento social. *3
      Concentração é um estado da mente, e significa que a mente está focada em um único ponto.

Em geral a mente está sempre se movendo, e quando ela se move é difícil pensar apenas em um assunto.

A concentração é necessária para fazer ciência, por exemplo.

Não me surpreende que a ciência não tenha se desenvolvido no Oriente, pois lá a concentração nunca foi valorizada, por não ser necessária para a religião.

Através da concentração, focando em um único ponto, é possível ir cada vez mais fundo em um objeto. É o que a ciência faz: descobre cada vez mais coisas sobre o mundo objetivo.

O que Mentalização?

Definição:

Forma de registrar na mente inconsciente (MI), um objetivo, projeto ou desejo que a pessoa quer realizar. Pode ser utilizado para obtenção de bens materiais sem que a pessoa disponha dos recursos financeiros para tal; é também, forma de implementar auto-curas; maneira de agilizar ou realizar objetivos que dependam também do desempenho intelectual em provas e avaliações; forma de conseguir emprego, mudança de cargo, galgar postos, etc. *4

Na meditação não se busca a mentalização, pois o interesse principal da prática é silenciar a mente e não fazer criações mentais, evocações e ou ideoplastia, usa-se algumas técnicas para se entrar no estado meditativo para melhor se mentalizar, desconectado de pertubações exteriores, aumentando a eficácia da mentalização, mas o ato da mentalização em si, tolhe as potencialidades da meditação que em suma é simplesmente existir, sem nada fazer ou desejar, tomando consciência do todo, a distinção entre mentalização e meditação deve ser feita para se poder melhor utilizar uma ou utra ferramenta para o propósito desejado.

O que é Contemplação?

Definição:

  1. ato de concentrar longamente a vista, a atenção em algo. “se relaxar na c. daquela paisagem”
  2. profunda aplicação da mente em abstrações; meditação, reflexão.
  3. concentração do espírito nas coisas divinas.
  4. consideração, benevolência. “não teve nenhuma c. com o pobre homem. *5

Enquanto a concentração é direcionada para um único ponto, a contemplação é mais ampla. Se você está contemplando a beleza, há milhares de coisas belas, e você pode passar por cada uma delas. Você possui muitas experiências de beleza e pode contemplá-las todas. Você permanece sempre restrito a um assunto, e isso é contemplação.

Não estar focado em um único ponto, como a concentração, mas restrito a um assunto. Você e sua mente se moverão dentro desse espaço.
A ciência usa a concentração como seu método.

A filosofia usa a contemplação.

Na contemplação, você esquece tudo aquilo que não pertence ao assunto em questão. A contemplação é um tipo de sonho lógico, é algo raro. A filosofia depende da contemplação. Na filosofia, se alguns fragmentos dentro de um assunto necessitarem de um esforço mais concentrado, a concentração será usada.

O que é Meditação?

“Vi muitos livros que foram escritos por pessoas muito bem-intencionadas, mas eram pessoas que não experimentaram de fato a meditação.

Usam a palavra concentração como se fosse dhyana(meditação em sânscrito), mas dhyana não é concentração.

Concentração é um estado da mente, e significa que a mente está focada em um único ponto.

Em geral a mente está sempre se movendo, e quando ela se move é difícil pensar apenas em um assunto.

A concentração é necessária para fazer ciência, por exemplo.

Não me surpreende que a ciência não tenha se desenvolvido no Oriente, pois lá a concentração nunca foi valorizada, por não ser necessária para a religião.

Através da concentração, focando em um único ponto, é possível ir cada vez mais fundo em um objeto. É o que a ciência faz: descobre cada vez mais coisas sobre o mundo objetivo.

Uma pessoa cuja mente está sempre nas nuvens não pode ser um cientista.

Toda a arte de um cientista está em ser capaz de esquecer o mundo à sua volta e colocar toda sua consciência em uma única coisa.

É como concentrar raios solares através de uma lente. A concentração traz os raios de sol, antes dispersos, para um único ponto, criando energia suficiente para gerar fogo.

A consciência tem essa mesma qualidade: concentre-a e você poderá penetrar cada vez mais fundo nos mistérios dos objetos.

A concentração é sempre a restrição de sua consciência. Quanto mais restrita ela se torna, mais poderosa ela será. Mas isso não é religião.

Muitas pessoas entenderam isso errado, não apenas no Ocidente, mas também no Oriente, e pensam que concentração é religião.

Ela lhe dá enormes poderes, é fato, mas são poderes da mente.

Segundo ponto: meditação não é contemplação. Enquanto a concentração é direcionada para um único ponto, a contemplação é mais ampla. Se você está contemplando a beleza, há milhares de coisas belas, e você pode passar por cada uma delas. Você possui muitas experiências de beleza e pode contemplá-las todas. Você permanece sempre restrito a um assunto, e isso é contemplação.

Não estar focado em um único ponto, como a concentração, mas restrito a um assunto. Você e sua mente se moverão dentro desse espaço.
A ciência usa a concentração como seu método.

A filosofia usa a contemplação.

Na contemplação, você esquece tudo aquilo que não pertence ao assunto em questão. A contemplação é um tipo de sonho lógico, é algo raro. A filosofia depende da contemplação. Na filosofia, se alguns fragmentos dentro de um assunto necessitarem de um esforço mais concentrado, a concentração será usada.

Quando você não estiver fazendo absolutamente nada, seja física ou mentalmente ou em qualquer outro nível, quando toda atividade houver cessado e você estiver apenas sendo, isto é meditação.

Não é possível fazê-la, não é possível praticá-la. É preciso apenas compreendê-la. Sempre que você conseguir, pare todo o resto e encontre tempo para apenas ser.

Pensar também é fazer, concentrar-se também é fazer, contemplação é fazer.

Mesmo que seja um único momento em que você não esteja fazendo nada e esteja apenas em seu centro, completamente relaxado, isto é meditação. E quando você pegar o jeito, poderá ficar nesse estado por quanto tempo quiser.

Com o tempo, poderá ficar nesse estado durante as 24 horas do dia. Após ter experimentado esse estado de tranquilidade, então, aos poucos, você começará a fazer coisas, mantendo-se alerta para que seu ser não seja perturbado.

Esta é a segunda parte da meditação. Primeiro, aprender a simplesmente ser, depois aprender pequenas ações: limpar o chão, tomar banho, mas sempre mantendo-se no centro. Depois você poderá fazer coisas mais complexas. Por exemplo, estou me dirigindo a você, mas minha meditação não foi perturbada. Posso continuar falando, mas em meu centro não há sequer um ruído. Há apenas silêncio, silêncio absoluto.

Então a meditação não é contra a ação. Isso não significa que você tenha que fugir da vida: você se torna o centro do ciclone. Sua vida continua e, na verdade, torna-se mais intensa, mais cheia de alegria, com maior clareza, mais visão e mais criatividade.

Ainda assim, você está nas nuvens, um observador nas montanhas, apenas vendo o que ocorre a seu redor. Você não é aquele que faz, mas sim o que observa.

Todo o segredo da meditação está em tornar-se o observador. As ações continuam em seu nível, não há problemas. Você pode fazer coisas pequenas ou grandes. A única coisa que não lhe é permitida é perder seu centro.

Essa percepção deve permanecer absolutamente límpida, imperturbável.

A meditação é um fenômeno muito simples.

A concentração é muito complicada porque você precisa se esforçar, é cansativo.

A contemplação é um pouco melhor porque você tem mais espaço para se mover.

A concentração não é natural para a mente.

A mente gosta de vagabundear, de moverse de uma coisa para outra. Está sempre excitada com novidades. Na concentração, a mente está quase aprisionada. Na contemplação há mais espaço para explorar, para se mover. Ainda assim, é um espaço limitado.

A meditação, a meu ver, possui todo o espaço, a existência inteira à sua disposição.

Você é o observador, pode observar toda a cena.

Não é preciso esforço para se concentrar em uma coisa, nem para contemplar. Você não está fazendo nada disso, está apenas observando.

É um jeito. Não é ciência, não é arte, não é trabalho — é jeito.

Você precisa, então, brincar um pouco com a idéia. Sentado no banheiro, brinque com a idéia de que você não está fazendo nada. Um dia você se surpreenderá: de tanto brincar com a idéia, ela terá acontecido, pois é algo que está em sua natureza. Basta esperar o momento certo. E como você não pode saber qual será o momento certo, continue brincando com a idéia. Estou usando a palavra “brincar” porque sou uma pessoa pouco sisuda e minha abordagem da religião não é sisuda. Continue brincando, aproveite todo o tempo livre. Confortavelmente deitado na cama, se o sono não vier, brinque com essa idéia. Por que se preocupar com o sono? Ele virá quando vier, não há nada que você possa fazer a respeito. Você tem esse tempo, aproveiteo.

Você não precisa sentar-se na posição de lótus. Em minha abordagem da meditação, não é preciso se torturar de forma alguma.

Se você gosta de sentar-se em lótus, então faça isto. Mas os ocidentais que vão para a Índia levam seis meses para aprender a posição de lótus, e se torturam com isso. Acham que, quando tiverem aprendido a posição de lótus, terão ganho algo. Toda a índia senta-se em posição de lótus e ninguém jamais ganhou algo com isso. É apenas a maneira mais natural que eles têm para sentar-se. Em um país frio, é preciso sentar-se em uma cadeira para ficar longe do chão. Em um país quente, quem se importa com cadeiras? É possível sentar- se em qualquer lugar. Nenhuma postura especial é necessária, nenhum tempo especial é necessário. Há pessoas que pensam que há um momento especial, mas qualquer momento é bom para a meditação. Basta que você esteja relaxado e querendo se divertir.

Se nada acontecer, não importa Não se sinta mal por isso, pois garanto a você que algo acontecera hoje, ou amanhã, ou em tres meses ou em seis meses Não vou criar nenhuma expectativa porque isso se tornará uma tensão em sua mente. Pode acontecer em qualquer dia, pode não acontecer depende de quanto você estiver se divertindo. Sempre que você se sentir relaxado, sempre que não estiver tenso, brinque com a idéia de meditação da forma que lhe expliquei. Fique em silêncio, centrado em si mesmo, e um dia algo acontecerá. Há apenas sete dias durante a semana, então algo poderá acontecer na segunda, na terça, na quarta, na quinta, na sexta, no sábado ou no domingo. Não há como saber. Apenas aproveite a idéia e brinque com ela tantas vezes quanto for possível. Se nada acontecer — lembre-se, não estou lhe prometendo nada —, não há problema: você terá se divertido. Você brincou com essa idéia, fez uma tentativa. Dizem que devemos agarrar as oportunidades. Pois eu digo o contrário: continue aberto à meditação e, quando o momento chegar, quando você estiver realmente relaxado e aberto, a meditação irá agarrá-lo. E depois disso não o deixará mais. Não há como. Então pense duas vezes antes de entrar neste jogo!” *7

 O que é Estado de Presença?

O estado onde simplesmente se é, onde a mente esta em silencio e se observa o todo.

Ioga
O praticante de ioga, a partir de determinadas posições (as chamadas “asanas”) e com o auxílio de uma respiração profunda, que movimenta todo o diafragma, deve recolher a atenção das situações externas e voltar-se para ele próprio. “É como uma tartaruga que encolhe os membros e a cabeça”, explica o professor de filosofia oriental e meditação Luis Louceiro. Para manter-se nesse estado de quietude, há vários recursos. Um deles é fixar a atenção em um objeto. Passado um tempo, “o praticante começa a viver o presente sem pensar nele”, diz o professor.

Meditação cristã
Mais do que buscar o vazio, entrar em um estado de oração contemplativa para encontrar-se consigo e com Deus. Esse é o princípio da meditação cristã. Sentado, com a coluna ereta, a mente e o coração tranquilizados, repete-se mentalmente a palavra sagrada (forma ocidental para se referir a mantra) “maranatha”, que, em aramaico, significa “vinde, Senhor”. Desde o século 2, monges cristãos realizam essa prática, que se disseminou pelos continentes na década de 60 por meio do monge beneditino inglês dom John Main. De acordo com Sônia Mello, ex-coordenadora regional dos grupos de meditação cristã na cidade de São Paulo, essa prática “eleva a mente a um estado de plenitude e faz as pessoas despertarem para a contemplação da paz e da calma naquele momento de entrega”.

Meditação tibetana
Prática realizada há milênios pelos monges do Tibet. Utiliza o corpo, a palavra e a mente para levar o praticante ao processo meditativo. Algumas técnicas são aplicadas, como a mentalização de divindades tibetanas, de cores e de mandalas, a pronúncia de mantras (como o “om mani teme hung”, que significa compaixão), além de gestos manuais (chamados de “mudras”).

Meditação transcendental
Trabalhar a habilidade natural da meditação, que existe em todo o ser humano, é o grande pilar da meditação transcendental, segundo o estudioso de ciências védicas e membro da Sociedade Internacional de Meditação Markus Schuler. O praticante desse tipo de meditação utiliza um mantra individual e sigiloso, fornecido pelo mestre. Sentado, de olhos fechados (para evitar estímulos visuais), respirando naturalmente e repetindo o mantra mentalmente, o indivíduo chega ao estado que, segundo Schuler, leva ao pleno conhecimento do ser.

Osho
Técnica polêmica, criada há mais de 30 anos pelo indiano Osho, que trabalha com o que se chama de meditação ativa. Há uma fase de preparação para o processo meditativo, em que o praticante respira caoticamente por dez minutos, com a participação do corpo todo, depois grita, pula, esperneia (para obter um estado de catarse) e, depois, pára totalmente os movimentos por cerca de 15 minutos. “A partir daí, a pessoa passa a perceber seu corpo com mais consciência”, garante Gabriel Saananda, professor de Osho. A última etapa é a chamada celebração, quando, por meio da dança, o praticante, diz o professor, atinge o vazio mental. E ele completa: “Osho diz que só em um coração alegre pode entrar a meditação”.

Tai-chi-chuan
A arte marcial tai-chi-chuan é uma técnica que leva a mente a um processo de “esvaziamento” por trabalhar a atenção e a concentração corporal, com o auxílio de uma respiração realizada em ritmo lento. Durante a série sequencial de movimentos, o praticante deve estar extremamente atento aos exercícios. Cada movimento trabalha com a coordenação de todo o corpo. “A concentração corporal e o equilíbrio energético levam ao equilíbrio emocional e mental. Daí a possibilidade de obter o vazio, a calma mental”, explica Jeanne Kuk, professora de educação física que ministra aula de tai-chi-chuan na Universidade Federal de São Paulo.

Zen-budismo
O princípio básico do zen-budismo é sentar para meditar (preferencialmente, em posição de lótus). Existem diversas correntes, cada uma com suas características e seus recursos para que se alcance o chamado “espaço do não-pensamento”. Todas têm na respiração um poderoso recurso para se chegar ao “vazio mental”. Uma das correntes, a Soto Zen, trabalha com a respiração nasal, em que o abdômen é inflado, e não o peito. “A respiração é indispensável para manter a mente focalizada no agora, no momento presente”, explica a monja budista Cohen Murayama. Para o iniciante, dez minutos de meditação é um tempo adequado. *6

“Quem pratica há mais tempo pode meditar por volta de 20 minutos a 40 minutos”, conta Cohen. (ANTONIO ARRUDA)

Conclusão:

Meditar é não fazer nada, é somente existir, caso se esteja fazendo algo é outra coisa mas não meditação.

Entrando em um estado alterado de consciência, com a prática, estando em estado de presença plena, não existe barreiras para o conhecimento pois se bebe da fonte, possibilitando, deduções, criações, entendimentos, cura, reenergização, viagem astral.

É o voltar para casa do filho pródigo.

Meditação em si não te impede de agir, muito pelo contrário te traz ao presente, no estado de atenção plena, podendo ser mais acertivo em todas atividades.

 

Bibliografia:

* Semantica

*0 Conceito

*1 Foco

*2 Pensamento

*3 Concentração

*4 Mentalização

*5 Contemplação

*6 O Estado Meditativo

*Osho – Aprendendo a Silenciar a Mente

 

 

 

Socorro para meus problemas (como Coach)

Veja abaixo diversas crenças que ouvimos em sessões de Coaching e alguns livros que fizeram uma verdadeira revolução no modelo mental dos leitores:

1 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE RELACIONAMENTO

  • Relacionamento é algo muito difícil
  • Vivo tendo conflitos
  • Não gosto de gente
  • Nunca fui popular
  • Não gostam de mim

Livro: Como fazer amigos e influenciar pessoas (Ed. Nacional). Autor: Dale Carnegie. O Livro best seller (publicado pela primeira vez em 1936) explica princípios que podem revolucionar a forma de uma pessoa se relacionar.

2 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE O PASSADO

  • Sofri muito no passado e por isso não dei certo na vida
  • Não tenho qualidades
  • Não tenho autoestima
  • Já errei muito e me culpo por isso
  • Nunca tive sorte
  • Sou traumatizado
  • Meus pais nunca me apoiaram
  • Estou doente por culpa de…

Livro: Você pode curar sua vida (Ed. Best Seller Ltda). Autora: Louise Hay. Louise Hay é chamada rainha do bem-estar. Seus livros são citados como verdadeiras sementes de cura. Em Você pode curar sua vida, ela ajuda o leitor a retomar a responsabilidade e seu próprio poder para reestabelecer sua autoestima
e saúde.

3 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE O TALENTO

  • Fazer o que se gosta é um luxo para poucos
  • Não fiz o que eu gostava porque não poderia me sustentar daquilo
  • Meu trabalho é só estresse
  • No trabalho o tempo não passa, mas quando estou me divertindo o tempo voa

Livro: A descoberta do fluxo (Ed. Rocco). Autor: Mihaly Csikszentmihalyi. O terapeuta discute o que é a motivação focada e explica os benefícios que entrar em estado de fluxo pode trazer para a vida pessoal e carreira.

4 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE ENRIQUECER

  • Não consigo poupar
  • Dinheiro na mão é vendaval
  • Não resisto a comprar algo novo
  • De que me adianta guardar, se quando eu morrer não levarei nada comigo?
  • Se eu acumular dinheiro posso perder tudo de uma hora para a outra
  • Se eu enriquecer vou despertar inveja

Livro: Os segredos da mente milionária (Ed. Sextante / Gmt). Autor: T. Harv Eker. O best seller aborda a relação que as pessoas têm com dinheiro e como mudá-la para se tornar financeiramente saudável. Também estimula a poupar e investir.

5 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE SE EXPOR

Detesto me expor

  • Morro de vergonha de gaguejar
  • Morro de medo do ridículo
  • Pessoas que se expõe são exibicionistas
  • Pessoas que se expõe são egocêntricas
  • Não tenho coragem
  • Não me preparei, pois não tenho disciplina

Livro: O método (Ed. Objetiva). Autores: Phil Stutz e Barry Michels. Os psicólogos, que atendem celebridades nos EUA, criaram técnicas simples para pessoas que desejam vencer a barreira da exposição pública. Também trata dos processos de autossabotagem da carreira.

6 – PARA CRIAR NOVAS VISÕES SOBRE A ESPIRITUALIDADE

  • Já passei por tanta coisa, nem sei mais se acredito
  • Não é possível que haja tanta pobreza e sofrimento no mundo
  • Hoje em dia o que reina é o dinheiro
  • De que adianta acreditar em algo maior, estamos todos sozinhos e desamparados
  • Se Deus realmente existe, ele se esqueceu de mim

Livros: Conversando com Deus – Volume 1 (Ed. Agir). Autor: Neale Donald Walsch; e Como conhecer Deus (Ed. Rocco). Autor: Deepak Chopra. Ambos os livros discutem a percepção que a pessoa tem da própria fé e em que tipo de poder supremo ela acredita, oferecendo novas visões sobre fé e espiritualidade.

7 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE EDUCAR FILHOS

  • Errei muito com meus filhos
  • Me culpo pelas escolhas dos meus filhos
  • Acho que fui ausente na educação da minha prole
  • Fui controlador demais com as crianças
  • Mimei muito meus filhos e por isso eles ficaram assim
  • Sempre fui duro com eles, exigi demais

Livro: Diga-me com quem anda (Ed. Objetiva). Autora: Judith Rich Harris. A autora é psicóloga e pesquisadora americana. Nessa obra ela afirma que muitas crenças a respeito da educação de crianças não podem ser comprovadas cientificamente.

8 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE AS PERDAS

  • Tenho dedo podre para escolher o parceiro
  • Já fui traído várias vezes
  • Só me apaixono por homens casados
  • Não consigo lidar com a perda
  • Não aceito a separação

Livro: Perdas necessárias (Ed. Melhoramentos). Autora: Judith Viorst. A psicanalista defende que, para crescermos, precisamos abrir mão de expectativas irreais e padrões de dependência nos relacionamentos.

9 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE PERDÃO

  • Não perdoo de jeito algum
  • Não aprendi a perdoar
  • Perdoar não resolve nada
  • É fácil falar de perdão quando não é com você
  • Perdoar é para os fracos
  • Não tenho o que perdoar

Livro: O livro do perdão (Ed. Rocco). Autor: Robin Casarjian. Para se libertar do passado e começar uma nova vida a pessoa precisará vencer a barreira de perdoar, desafiada nesse livro pela terapeuta. Discute também os mecanismos de medo e raiva que impedem o perdão.

10 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE AS PREOCUPAÇÕES

  • Vivo preocupado
  • Estresse hoje em dia é normal
  • Só existem trabalhos estressantes atualmente
  • Quando vejo um problema já fico estressado
  • Não dá tempo de descansar
  • Não consigo me desligar
  • Esperam que eu faça tudo correndo

Livro: Como evitar preocupações e começar a viver (Ed. Nacional). Autor: Dale Carnegie. Best seller publicado pela primeira vez em 1948. O livro apresenta 30 princípios para ultrapassar as preocupações, priorizar a saúde, organizar-se e se libertar de ressentimentos.

11 – PARA DESAFIAR AS CRENÇAS SOBRE AMOR E APEGO

  • Sou ciumento demais
  • Acabo controlando a pessoa parceira
  • Gosto que meu amor me ligue toda hora
  • Não admito nenhum segredo entre nós
  • Ciúme é normal
  • Meus parceiros sempre tentam me manipular

Livro: Relacionamento, amor e liberdade (Ed. Shanti). Autor: Osho. Guru indiano autor de dezenas de livros. Nessa obra polêmica, ele desafia os apegos que fazem as pessoas sofrerem nos relacionamentos amorosos. Ele afirma que as causas para o ciúme estão dentro de nós, e que fora estão só as desculpas.

 

Autor desconhecido.

Observações:

Gostaria de ver essas recomendações de literatura (como espirita), (como psicologo), (como terapeuta transpessoal), (como terapeuta constelação familiar) (como apômetra) (como Mauricio Crispim), etc.

Faça a sua contribuição.

Comente.

 

(Obsidiado eu ??) Preces pelos doentes e pelos obsidiados

Estou doente ou obsediado? Os dois ou nenhum?

É algo a se questionar e a se meditar sobre, vejamos o que propõe o Evangelho Segundo o Espiritismo ESE sobre o tema.

Pelos doentes

77. Prefácio.

As doenças fazem parte das provas e das vicissitudes da vida terrena; são inerentes à grosseria da nossa natureza material e à inferioridade do mundo que habitamos. As paixões e os excessos de toda ordem semeiam em nós germens malsãos, às vezes hereditários.

Nos mundos mais adiantados, física ou moralmente, o organismo humano, mais depurado e menos material, não está sujeito às mesmas enfermidades e o corpo não é minado surdamente pelo corrosivo das paixões. (Cap. III, item 9.) Temos, assim, de nos resignar às consequências do meio onde nos coloca a nossa inferioridade, até que mereçamos passar a outro. Isso, no entanto, não é de molde a impedir que, esperando tal se dê, façamos o que de nós depende para melhorar as nossas condições
atuais.

Se, porém, malgrado os nossos esforços, não o conseguirmos, o Espiritismo nos ensina a suportar com resignação os nossos passageiros males.

Se Deus não houvesse querido que os sofrimentos corporais se dissipassem ou abrandassem em certos casos, não houvera posto ao nosso alcance meios de cura. A esse respeito, a sua solicitude, em conformidade com o instinto de conservação, indica que é dever nosso procurar esses
meios e aplicá-los.

A par da medicação ordinária, elaborada pela Ciência, o magnetismo nos dá a conhecer o poder da ação fluídica e o Espiritismo nos revela outra força poderosa na mediunidade curadora e a influência da prece.
(Ver, no cap. XXVI, a notícia sobre a mediunidade curadora.)

78. Prece. (Para ser dita pelo doente.)

Senhor, pois que és todo justiça, a enfermidade que te aprouve mandar-me necessariamente eu a merecia, visto que nunca impões sofrimento algum sem causa. Confio-me, para minha cura, à tua infinita misericórdia. Se for do teu agrado restituir-me a
saúde, bendito seja o teu santo nome. Se, ao contrário, me cumpre sofrer mais, bendito seja ele do mesmo modo. Submeto-me, sem queixas, aos teus sábios desígnios, porquanto o que fazes só pode ter por fim o bem das tuas criaturas. Dá, ó meu Deus, que esta enfermidade seja para mim um aviso salutar e me leve a refletir sobre a minha conduta. Aceito-a como uma expiação do passado e como uma prova para a minha fé e a minha submissão à tua santa vontade. (Veja-se a prece do item 40.)

79. Prece. (Pelo doente.)

Meu Deus, são impenetráveis os teus desígnios e na tua sabedoria entendeste de afligir a N… pela enfermidade. Lança, eu te suplico, um olhar de compaixão sobre os seus sofrimentos e digna-te de pôr-lhes termo. Bons Espíritos, ministros do Onipotente, secundai, eu vos peço, o meu desejo de aliviá-lo; encaminhai o meu pensamento, a fim de que vá derramar um bálsamo salutar em seu corpo e a consolação em sua alma. Inspirai-lhe a paciência e a submissão à vontade de Deus; dai-lhe a força de suportar suas dores com resignação cristã, a fim de que não perca o fruto desta prova. (Veja-se a prece do item 57.)

80.Prece. (Para ser dita pelo médium curador.)

Meu Deus, se te dignas servir-te de mim, indigno como sou, poderei curar esta enfermidade, se assim o quiseres, porque em ti deposito fé. Mas, sem ti, nada posso. Permite que os bons Espíritos me cumulem de seus fluidos benéficos, a fim de que eu os transmita a esse doente, e livra-me de toda ideia de orgulho e de egoísmo que lhes pudesse alterar a pureza.

Pelos obsidiados

81. Prefácio.

A obsessão é a ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diversos, desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais. Oblitera todas as faculdades mediúnicas; traduz-se, na mediunidade escrevente, pela obstinação de um Espírito em se manifestar, com exclusão de todos
os outros. Os Espíritos maus pululam em torno da Terra, em virtude da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja que eles desenvolvem faz parte dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão, como as enfermidades e todas as tribulações da vida, deve ser
considerada prova ou expiação e como tal aceita. Do mesmo modo que as doenças resultam das imperfeições físicas, que tornam o corpo acessível às influências perniciosas exteriores, a obsessão é sempre o resultado de uma imperfeição moral, que dá acesso a um Espírito mau. A causas físicas se opõem forças físicas; a uma causa moral, tem-se de opor uma força moral. Para preservá-lo das enfermidades, fortifica-se o corpo; para isentá-lo da obsessão, é preciso fortificar a alma, pelo que necessário se torna que o obsidiado trabalhe pela sua própria melhoria, o que as mais das vezes basta para o livrar do obsessor, sem recorrer a terceiros. O auxílio destes se faz indispensável, quando a obsessão degenera em subjugação e em possessão, porque aí não raro o paciente perde a vontade e o livre-arbítrio.

Quase sempre, a obsessão exprime a vingança que um Espírito tira e que com frequência se radica nas relações que o obsidiado manteve com ele em precedente existência. (Veja-se: cap. X, item 6; cap. XII, itens 5 e 6.)

Nos casos de obsessão grave, o obsidiado se acha como que envolvido e impregnado de um fluido pernicioso, que neutraliza a ação dos fluidos salutares e os repele. É desse fluido que importa desembaraçá-lo. Ora, um fluido mau não pode ser eliminado por outro fluido mau. Mediante ação
idêntica à do médium curador nos casos de enfermidade, cumpre se elimine o fluido mau com o auxílio de um fluido melhor, que produz, de certo modo, o efeito de um reativo. Esta a ação mecânica, mas que não basta; necessário, sobretudo, é que se atue sobre o ser inteligente, ao qual importa se possa falar com autoridade, que só existe onde há superioridade moral. Quanto maior for esta, tanto maior será igualmente a autoridade. E não é tudo: para garantir-se a libertação, cumpre induzir o Espírito
perverso a renunciar aos seus maus desígnios; fazer que nele despontem o arrependimento e o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas, em evocações particulares, objetivando a sua educação moral. Pode-se então lograr a dupla satisfação de libertar um encarnado e de converter
um Espírito imperfeito. A tarefa se apresenta mais fácil quando o obsidiado, compreendendo
a sua situação, presta o concurso da sua vontade e da sua prece. O mesmo não se dá, quando, seduzido pelo Espírito embusteiro, ele se ilude no tocante às qualidades daquele que o domina e se compraz no erro em que este último o lança, visto que, então, longe de secundar, repele toda assistência.

É o caso da fascinação, infinitamente mais rebelde do que a mais violenta subjugação. (O livro dos médiuns, 2a Parte, cap. XXIII.)

Em todos os casos de obsessão, a prece é o mais poderoso auxiliar de quem haja de atuar sobre o Espírito obsessor.

82. Prece. (Para ser dita pelo obsidiado.)

Meu Deus, permite que os bons Espíritos me livrem do Espírito malfazejo que se ligou a mim. Se é uma vingança que toma dos agravos que eu lhe haja feito outrora, Tu a consentes, meu Deus, para minha punição e eu sofro a consequência da minha falta. Que o meu arrependimento me granjeie o teu perdão e a minha liberdade! Mas, seja qual for o motivo, imploro para o meu perseguidor a tua misericórdia. Digna-te de lhe mostrar o caminho do progresso, que o desviará do pensamento de praticar o mal. Possa eu, de meu lado, retribuindo-lhe com o bem o mal, induzi-lo a melhores sentimentos. Mas também sei, ó meu Deus, que são as minhas imperfeições que me tornam passível das influências dos Espíritos imperfeitos. Dá-me a luz de que necessito para as reconhecer; combate, sobretudo, em mim o orgulho que me cega com relação aos meus defeitos. Qual não será a minha indignidade, pois que um ser malfazejo me pode subjugar!

Faze, ó meu Deus, que me sirva de lição para o futuro este golpe desferido na minha vaidade; que ele fortifique a resolução que tomo de me depurar pela prática do bem, da caridade e da humildade, a fim de opor, daqui por diante, uma barreira às más influências. Senhor, dá-me forças para suportar com paciência e resignação esta prova. Compreendo que, como todas as outras, há de ela concorrer
para o meu adiantamento, se eu não lhe estragar o fruto com os meus queixumes, pois me proporciona ensejo de mostrar a minha submissão e de exercitar minha caridade para com um irmão infeliz, perdoando-lhe o mal que me fez. (Cap. XII, itens 5 e 6; cap. XXVIII,itens 15 e seguintes, 46 e 47.)

83. Prece. (Pelo obsidiado.)

Deus Onipotente, digna-te de me dar o poder de libertar N… da influência do Espírito que o obsidia. Se está nos teus desígnios pôr termo a essa prova, concede-me a graça de falar com autoridade a esse Espírito. Bons Espíritos que me assistis e tu, seu anjo guardião, dai-me o vosso concurso; ajudai-me a livrá-lo do fluido impuro em que se acha envolvido. Em nome de Deus Onipotente, adjuro o Espírito malfazejo que o atormenta a que se retire.

84. Prece. (Pelo Espírito obsessor.)

Deus infinitamente bom, a tua misericórdia imploro para o Espírito que obsidia N… Faze-lhe entrever as divinas claridades, a fim de que reconheça falso o caminho por onde enveredou. Bons Espíritos, ajudai-me a fazer-lhe compreender que ele tudo tem a perder, praticando o mal, e tudo a ganhar, fazendo o bem. Espírito que te comprazes em atormentar N…, escuta-me, pois que te falo em nome de Deus.
Se quiseres refletir, compreenderás que o mal nunca sobrepujará o bem e que não podes ser mais forte do que Deus e os bons Espíritos. Possível lhes fora preservar N… dos teus ataques; se não o fizeram, foi porque ele (ou ela) tinha de passar por uma prova. Todavia, quando essa prova chegar a seu termo, toda ação sobre tua vítima te será vedada. O mal que lhe houveres feito, em vez de prejudicá-la, terá contribuído para o seu adiantamento e para torná-la por isso mais feliz. Assim, a tua maldade tê-la-ás empregado em pura perda e se voltará contra ti. Deus, que é Todo-Poderoso, e os Espíritos superiores, seus delegados, mais poderosos do que tu, serão capazes de pôr fim a essa obsessão e a tua tenacidade se quebrará de encontro a essa autoridade suprema; mas por ser Deus bom, quer Ele deixar-te o mérito de fazeres que ela cesse pela tua própria vontade. É uma mora que te concede; se não a aproveitares, sofrer-lhe-ás as deploráveis consequências. Grandes castigos e cruéis sofrimentos te esperarão. Serás forçado a suplicar a piedade e as preces da tua vítima, que já te perdoa e ora por ti, o que constitui grande merecimento aos olhos de Deus e apressará a libertação dela.

Reflete, pois, enquanto ainda é tempo, visto que a Justiça de Deus cairá sobre ti, como sobre todos os Espíritos rebeldes. Pondera que o mal que neste momento praticas terá forçosamente um limite, ao passo que, se persistires na tua obstinação, aumentarão de contínuo os teus sofrimentos.
Quando estavas na Terra, não terias considerado estúpido sacrificar um grande bem por uma pequena satisfação de momento? O mesmo acontece agora, quando és Espírito. Que ganhas com o que fazes? O triste prazer de atormentar alguém, o que não obsta a que sejas desgraçado, digas o que disseres, e que te tornes ainda mais desgraçado.

A par disso, vê o que perdes; observa os bons Espíritos que te cercam e dize se não é preferível à tua a sorte deles. Da felicidade de que gozam, também tu partilharás, quando o quiseres. Que é preciso para isso? Implorar a Deus e fazer, em vez do mal, o bem. Sei que não te podes transformar repentinamente; mas Deus não exige o impossível; quer apenas a boa vontade.

Experimenta e nós te ajudaremos. Faze que em breve possamos dizer em teu favor a prece pelos Espíritos penitentes (item 73) e não mais considerar-te entre os maus Espíritos, enquanto te não contes entre os bons. (Veja-se também, o item 75: “Preces pelos Espíritos endurecidos.” ESE Evangelho Segundo o Espiritismo)

Observação

A cura das obsessões graves requer muita paciência, perseverança e devotamento. Exige também tato e habilidade, a fim de encaminhar para o bem Espíritos muitas vezes perversos, endurecidos e astuciosos, porquanto há os rebeldes ao extremo. Na maioria dos casos, temos de nos guiar pelas circunstâncias.
Qualquer que seja, porém, o caráter do Espírito, nada se obtém, é isto um fato incontestável, pelo constrangimento ou pela ameaça. Toda influência reside no ascendente moral. Outra verdade igualmente comprovada pela experiência tanto quanto pela lógica, é a completa ineficácia dos exorcismos, fórmulas, palavras sacramentais, amuletos, talismãs, práticas exteriores, ou quaisquer sinais
materiais.

A obsessão muito prolongada pode ocasionar desordens patológicas e reclama, por vezes, tratamento simultâneo ou consecutivo, quer magnético, quer médico, para restabelecer a saúde do organismo. Destruída a causa, resta combater os efeitos. (Veja-se: O livro dos médiuns, 2a Parte, cap. XXIII – Da obsessão. Revue spirite, fevereiro e março de 1864; abril de 1865: exemplos de curas de obsessões.)

Nota Explicativa

Hoje creem e sua fé é inabalável, porque assentada na evidência e na demonstração, e porque satisfaz à razão. […] Tal é a fé dos espíritas, e a prova de sua força é que se esforçam por se tornarem melhores, domarem suas inclinações más e porem em prática as máximas do Cristo, olhando todos os homens como irmãos, sem acepção de raças, de castas, nem de seitas, perdoando aos seus inimigos, retribuindo
o mal com o bem, a exemplo do divino modelo.(KARDEC, Allan. Revista Espírita de 1868. 1. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. p. 28, janeiro de 1868.)

A investigação rigorosamente racional e científica de fatos que revelavam a comunicação dos homens com os Espíritos, realizada por Allan Kardec, resultou na estruturação da Doutrina Espírita, sistematizada sob os aspectos científico, filosófico e religioso.

A partir de 1854 até seu falecimento, em 1869, seu trabalho foi constituído de cinco obras básicas: O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865), A Gênese (1868), além da obra O Que é o Espiritismo (1859), de uma série de opúsculos e 136 edições da Revista Espírita (de janeiro de 1858 a abril de 1869). Após sua morte, foi editado o livro Obras Póstumas (1890).

O estudo meticuloso e isento dessas obras permite-nos extrair conclusões básicas: a) todos os seres humanos são Espíritos imortais criados por Deus em igualdade de condições, sujeitos às mesmas leis naturais de progresso que levam todos, gradativamente, à perfeição; b) o progresso

N.E.: Esta Nota Explicativa, publicada em face de acordo com o Ministério Público Federal, tem por objetivo demonstrar a ausência de qualquer discriminação ou preconceito em alguns trechos das obras de Allan Kardec, caracterizadas, todas, pela sustentação dos princípios de fraternidade e solidariedade cristãs, contidos na Doutrina Espírita. 

 

Ocorre através de sucessivas experiências, em inúmeras reencarnações, vivenciando necessariamente todos os segmentos sociais, única forma de o Espírito acumular o aprendizado necessário ao seu desenvolvimento; c) no período entre as reencarnações o Espírito permanece no Mundo Espiritual, podendo comunicar-se com os homens; d) o progresso obedece às leis morais ensinadas vivenciadas por Jesus, nosso guia e modelo, referência para todos os homens que desejam desenvolver-se de forma
consciente e voluntária. Em diversos pontos de sua obra, o Codificador se refere aos Espíritos encarnados em tribos incultas e selvagens, então existentes em algumas regiões do Planeta, e que, em contato com outros polos de civilização, vinham sofrendo inúmeras transformações, muitas com evidente benefício para os seus membros, decorrentes do progresso geral ao qual estão sujeitas
todas as etnias, independentemente da coloração de sua pele. Na época de Allan Kardec, as ideias frenológicas de Gall, e as da fisiognomonia de Lavater, eram aceitas por eminentes homens de Ciência,
assim como provocou enorme agitação nos meios de comunicação e junto à intelectualidade e à população em geral, a publicação, em 1859 — dois anos depois do lançamento de O Livro dos Espíritos — do livro sobre a Evolução das Espécies, de Charles Darwin, com as naturais incorreções e incompreensões que toda ciência nova apresenta. Ademais, a crença de que os traços da fisionomia revelam o caráter da pessoa é muito antiga, pretendendo-se haver aparentes relações entre o físico e o aspecto moral. O Codificador não concordava com diversos aspectos apresentados por essas assim chamadas ciências. Desse modo, procurou avaliar as conclusões desses eminentes pesquisadores à luz da revelação dos Espíritos, trazendo ao debate o elemento espiritual como fator decisivo no equacionamento das questões da diversidade e desigualdade humanas. Allan Kardec encontrou, nos princípios da Doutrina Espírita, explicações que apontam para leis sábias e supremas, razão pela qual afirmou que o Espiritismo permite “resolver os milhares de problemas históricos, arqueológicos, antropológicos, teológicos, psicológicos, morais, sociais etc.” (Revista Espírita, 1862, p. 401.)

De fato, as leis universais do amor, da caridade, da imortalidade da alma, da reencarnação, da evolução constituem novos parâmetros para a compreensão do desenvolvimento dos grupos humanos, nas diversas regiões do Orbe.

Essa compreensão das Leis Divinas permite a Allan Kardec afirmar que: O corpo deriva do corpo, mas o Espírito não procede do Espírito. Entre os descendentes das raças apenas há consanguinidade. (O Livro dos Espíritos, item 207, p. 176.)[…] o Espiritismo, restituindo ao Espírito o seu verdadeiro papel na Criação, constatando a superioridade da inteligência sobre a matéria, faz com que desapareçam, naturalmente, todas as distinções estabelecidas entre os homens, conforme as vantagens corporais e mundanas, sobre as quais só o orgulho fundou as castas e os estúpidos preconceitos de cor. (Revista Espírita, 1861, p. 432.)

Os privilégios de raças têm sua origem na abstração que os homens geralmente fazem do princípio espiritual, para considerar apenas o ser material exterior. Da força ou da fraqueza constitucional de uns, de uma diferença de cor em outros, do nascimento na opulência ou na miséria, da filiação consanguínea nobre ou plebeia, concluíram por uma superioridade ou uma inferioridade natural. Foi sobre este dado que estabeleceram suas leis sociais e os privilégios de raças. Deste ponto de vista circunscrito, são consequentes consigo mesmos, porquanto, não considerando senão a vida material, certas classes parecem pertencer, e realmente pertencem, a raças diferentes. Mas se se tomar seu ponto de vista do ser espiritual, do ser essencial e progressivo, numa palavra, do Espírito, preexistente e sobrevivente a tudo cujo corpo não passa de um invólucro temporário, variando, como a roupa, de forma e de cor; se, além disso, do estudo dos seres espirituais ressalta a prova de que esses seres são de natureza e de origem idênticas, que seu destino é o mesmo, que todos partem do mesmo ponto e tendem para o mesmo objetivo; que a vida corporal não passa de um incidente, uma das fases da vida do Espírito, necessária ao seu adiantamento intelectual e moral; que em vista desse avanço o Espírito pode sucessivamente revestir envoltórios diversos, nascer em posições diferentes, chega-se à consequência capital da igualdade de natureza e, a partir daí, à igualdade dos direitos sociais de todas as criaturas humanas e à abolição dos privilégios de raças. Eis o que ensina o Espiritismo. Vós que negais a existência do Espírito para considerar apenas o homem corporal, a perpetuidade do ser inteligente para só encarar a vida presente, repudiais o único princípio sobre o qual é fundada, com razão, a igualdade de direitos que reclamais para vós mesmos e para os vossos semelhantes. (Revista Espírita, 1867, p. 231.)

Com a reencarnação, desaparecem os preconceitos de raças e de castas, pois o mesmo Espírito pode tornar a nascer rico ou pobre, capitalista ou proletário, chefe ou subordinado, livre ou escravo, homem ou mulher. De todos os argumentos invocados contra a injustiça da servidão e da escravidão, contra a sujeição da mulher à lei do mais forte, nenhum há que prime, em lógica, ao fato material da
reencarnação. Se, pois, a reencarnação funda numa lei da Natureza o princípio da fraternidade universal, também funda na mesma lei o da igualdade dos direitos sociais e, por conseguinte, o da liberdade. (A Gênese, cap. I, item 36, p. 42-43. Vide também Revista Espírita, 1867, p. 373.)

Na época, Allan Kardec sabia apenas o que vários autores contavam a respeito dos selvagens africanos, sempre reduzidos ao embrutecimento quase total, quando não escravizados impiedosamente. É baseado nesses informes “científicos” da época que o Codificador repete, com outras palavras, o que os pesquisadores europeus descreviam quando de volta das viagens que faziam à África negra. Todavia, é peremptório ao abordar a questão do preconceito racial:

Nós trabalhamos para dar a fé aos que em nada creem; para espalhar uma crença que os torna melhores uns para os outros, que lhes ensina a perdoar aos inimigos, a se olharem como irmãos, sem distinção de raça, casta, seita, cor, opinião política ou religiosa; numa palavra, uma crença que faz nascer o verdadeiro sentimento de caridade, de fraternidade e deveres sociais. (KARDEC, Allan. Revista Espírita de 1863 – 1. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005. – janeiro de 1863.)

O homem de bem é bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque em todos os homens vê irmãos seus. (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 3, p. 348.)

É importante compreender, também, que os textos publicados por Allan Kardec na Revista Espírita tinham por finalidade submeter à avaliação geral as comunicações recebidas dos Espíritos, bem como aferir a correspondência desses ensinos com teorias e sistemas de pensamento vigentes à época. Em Nota ao capítulo XI, item 43, do livro A Gênese, o Codificador explica essa metodologia: Quando, na Revista Espírita de janeiro de 1862, publicamos um artigo sobre a “interpretação da doutrina dos anjos decaídos”, apresentamos essa teoria como simples hipótese, sem outra autoridade afora a de uma opinião pessoal controvertível, porque nos faltavam então elementos bastantes para uma afirmação peremptória. Expusemo-la a título de ensaio, tendo em vista provocar o exame da questão, decidido, porém, a abandoná-la ou modificá-la, se fosse preciso. Presentemente, essa teoria já passou pela prova do controle universal. Não só foi bem-aceita pela maioria dos espíritas, como a mais racional e a mais concorde com a soberana justiça de Deus, mas também foi confirmada pela generalidade das instruções que os Espíritos deram sobre o assunto. O mesmo se verificou com a que concerne: à origem da raça adâmica. (A Gênese, cap. XI, item 43, Nota, p. 292.)

Por fim, urge reconhecer que o escopo principal da Doutrina Espírita reside no aperfeiçoamento moral do ser humano, motivo pelo qual as indagações e perquirições científicas e/ou filosóficas ocupam posição secundária, conquanto importantes, haja vista o seu caráter provisório decorrente do progresso e do aperfeiçoamento geral. Nesse sentido, é justa a advertência do Codificador: É verdade que esta e outras questões se afastam do ponto de vista moral, que é a meta essencial do Espiritismo. Eis por que seria um equívoco fazê-las objeto de preocupações constantes. Sabemos, aliás, no que respeita ao princípio das coisas, que os Espíritos, por não saberem tudo, só dizem o que sabem ou que pensam saber. Mas como há pessoas que poderiam tirar da divergência desses sistemas uma indução contra a unidade do Espiritismo, precisamente porque são formulados pelos Espíritos, é útil poder comparar as razões pró e contra, no interesse da pró-pria doutrina, e apoiar no assentimento da maioria o julgamento que se pode fazer do valor de certas comunicações. (Revista Espírita, 1862, p. 38.)

Feitas essas considerações, é lícito concluir que na Doutrina Espírita vigora o mais absoluto respeito à diversidade humana, cabendo ao Espírita o dever de cooperar para o progresso da Humanidade, exercendo a caridade no seu sentido mais abrangente (“benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros e perdão das ofensas”), tal como a entendia Jesus, nosso Guia e Modelo, sem preconceitos de nenhuma espécie: de cor, etnia, sexo, crença ou condição econômica, social ou moral.
A Editora

Fonte: Evangelho Segundo o Espiritismo de FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA – FEB
131a edição – 1a impressão (Edição Histórica) – 200 mil exemplares – 1/2013
ISBN 978-85-7328-730-1
Título do original francês:
L’Évangile selon le spiritisme
(Paris, abril 1864)

Conclusão

Onde quer que estejas, nesse orbe, sofre influencias genéticas, dos campos energéticos que te circundam, de seres que relacionastes em alguma parte em algum tempo em tua eterna existência, e o que define o que ira adquirir, o que ira se sintonizar, e a qual força irá servir ou ser servida por ela, são teus desejos, pensamentos, aspirações e ações, a tua sintonia é pessoal e subordinada ao teu sincero desejo de elevação e cura, não existe cura real sem elevação e não existe liberdade plena dentro dos vícios, a auto conscientização é o primeiro passo, o segundo buscar ajuda dos especialistas, superiores através da prece, tratamentos e auto iluminação, o estudo, meditação, o trabalho no bem, são ferramentas fundamentais.

Em suma todos estamos doentes e somos obsediados, nessa frequência vibratória que habitamos no momento, quanto mais rápido nos conscientizarmos e buscarmos nossa auto-iluminação, nos curaremos e teremos melhores companhias espirituais.

Wilson Fernandes.

Fulgas do Ego

“O Ser real é constituído de corpo, mente e espírito. Dessa forma, uma abordagem psicológica para ser verdadeiramente eficaz deve ter uma visão holística do ser, tratando de seu corpo (físico e periespirítico), de sua mente (consciente, inconsciente e subconsciente) e de seu espírito imortal que traz consigo uma bagagem de experiências anteriores à presente existência e está caminhando para a perfeição Divina.” Joanna de Ângelis
Diz Joanna de Angelis, na obra “O Ser Consciente”, psicografada por Divaldo Franco:
“Característica iniludível de imaturidade psicológica do indivíduo é a sua preocupação em projetar o próprio ego. (…) As diversas enfermidades e as variadas frustrações, que se radicam no ego, têm, porém, uma historiografia muito larga, transcendendo a existência atual, remontando ao passado espiritual do ser.”
“Não conhecendo a gênese das mesmas, o indivíduo centraliza, nas necessidades de afirmação da personalidade, os seus anseios, derrapando nas valas da projeção indébita do ego.(…) Patologicamente sente-se inferiorizado, e oculta o drama interior partindo para o exibicionismo, como mecanismo de fuga, sustentando-se em falsos pedestais que desmoronam e produzem danos psicológicos irreparáveis.”
“A criatura que não se conhece, atende ao ego, buscando tornar-se o centro das atenções mediante tricas e malquerenças, que estabelece com rara habilidade, ou envolvendo-se nos mantos que a tornam vítima, para, desse modo, inspirar simpatia, colimando o objetivo de ser admirada, tida em alta conta. Toda preocupação que se fixa, conduzindo à autopromoção, constitui sinal de alarme, denunciando manifestação dominadora do ego em desequilíbrio, que logo gerará problemas.”
“A conscientização da transitoriedade da existência física conduz o ser ao cooperativismo e à natural humildade, tendo em vista as realizações que devem permanecer após o seu desaparecimento orgânico. Por outro lado, o autodescobrimento amadurece o ser, facultando-lhe compreender a necessidade da discrição que induz ao crescimento interior, à plenitude.”
“Toda vez que alguém se promove, chama a atenção, mas não se realiza. Pelo contrário, agrada o ego e fica inquieto observando os competidores eventuais, pois que, em todas as pessoas que se destacam vê inimigos, face ao próprio desequilíbrio, assim engendrando novas técnicas para não ficar em segundo plano, não passar ao esquecimento.”
(…) “Quando escasseiam os estímulos para esse cometimento do eu, sem crescimento interior, que não recebe compensação externa mediante o reconhecimento nem a projeção da imagem, o ego sobressai e fixa-se em mecanismos perturbadores a fim de lograr atenção, desembaraçando-se, dessa forma, do conflito de inferioridade, da sensação de incompletude. Tivesse maturidade psicológica e recorreria a outros construtores gigantes da alma, como o amor, o esforço pessoal, a conscientização, a solidariedade, a filantropia, desenvolvendo as possibilidades de enriquecimento interior capazes de plenificação.”
“Acostumados às respostas imediatas, o ego infantil deseja os jogos do prazer a qualquer preço, mesmo sabendo que logo terminam deixando frustração, amargura e novos anelos para fruir outros. A fim de consegui-lo e por não saber dirigir as aspirações, asfixia-se nos conflitos perturbadores e atira-se ao desespero. Quando assim não ocorre, volta-se para o mundo interior e reprime os sentimentos, fechando-se no estreito quadro de depressão.”
“(…) Jesus, na condição de excepcional Psicoterapeuta, recomendava a vigilância antes da oração, como forma de auto-encontro, para depois ensejar-se a entrega a Deus sem preocupação outra alguma. A Sua proposta é atual, porquanto o inimigo do homem está nele, que vem herdando de si mesmo através dos tempos, na esteira das reencarnações pelas quais tem transitado. Trata-se do seu ego, dissimulador hábil que conspira contra as forças da libertação.”
“Não podendo fugir de si mesmo nem dos fatores arquetípicos coletivos, o ser debate-se entre o passado de sombras – ignorância, acomodação, automatismos dos instintos – e o futuro de luz – plenitude através de esforço tenaz, amor e auto-realização – recorrendo aos dias presentes, conturbados pelas heranças e as aspirações. No entanto, atraído pela razão à sua fatalidade biológica – a morte, transformação do soma – histórica – a felicidade – e espiritual – a liberdade plena – vê o desmoronar dos seus anseios e reconstrói os edifícios da esperança, avançando sem cessar e conquistando, palmo a palmo, a terra de ninguém, onde se expressam as próprias emoções conturbadas. Essa necessidade de valorização egóica pode ser transformada em realização do seu mediante o contributo dos estímulos.”
“(…) O ego que sente necessidade de valorização, sem o contributo do Self em consonância, utiliza-se dos estímulos negativos e agressivos para compensar-se, sejam quais forem os resultados. (…) Quando o Self assoma e governa o ser, os estímulos são sempre positivos, mesmo que tenham origem negativa ou agressiva, porque exteriorizam o bem-estar que lhes é próprio.”
Fonte: https://psicologiaespirita.blogspot.com.br/2010/04/fugas-do-ego.html

“Médico japonês que atendeu até os 105 anos compartilha 12 de seus princípios para uma vida longa” Médico japonês que atendeu até os 105 anos compartilha 12 de seus princípios para uma vida longa

Para um médico especialista em longevidade, nenhuma apresentação de suas capacidades profissionais pode ser melhor do que sua própria vida – e esse é somente um dos atributos que classificam o médico japonês Shigeaki Hinohara como o mestre e a grande inspiração que foi.

Falecido recentemente aos 105 anos e ainda trabalhando, tendo vivido sua longa vida com saúde mental e física impecáveis, Dr. Shigeaki deixou não só sua história de intensa dedicação a medicina e a cuidados mais humanos com seus pacientes, como algumas dicas concretas para vivermos uma vida boa e longeva como parte de seu legado.

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Nascido em 1911, Hinohara se tornou um dos médicos a dedicar mais tempo à saúde e à felicidade de seus pacientes no mundo. E o termo “felicidade” aqui não é usado por acaso: o médico foi um pioneiro no trato mais pessoal e individual dos pacientes e, mesmo depois de sua morte, segue como inspiração para melhorarmos a qualidade de nossas vidas.

Não há dúvidas: de vida, Dr. Shigeaki entendia – e por isso, vale lembrar aqui suas 12 mais importantes dicas, retiradas de uma entrevista que o médico deu aos 97 anos.

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1. Coma direito

“Todo mundo que vive uma longa vida, independentemente de nacionalidade, raça ou gênero, dividem uma coisa em comum: ninguém é acima do peso”.

2. Não pegue atalhos

“Para permanecer saudável, sempre suba de escadas e carregue suas próprias coisas. Eu subo de dois em dois degraus, para exercitar meus músculos”

3. Redescubra sua energia juvenil

“Energia vem de sentir-se bem, não de comer bem ou dormir muito. Todos nos lembramos quando éramos crianças e estávamos nos divertindo, como esquecíamos de comer ou dormir. Eu acredito que podemos manter essa atitude enquanto adultos. É melhor não cansar o corpo com regras demais como hora de comer e hora de dormir”.

4. Mantenha-se ocupado

“Sempre se planeje com antecedência. Minha agenda já está completa pelos próximos cinco anos, com palestras e meu trabalho usual, no hospital.”

5. Mantenha-se trabalhando

“Não há necessidade de se aposentar jamais, mas se for preciso, deve ser bem mais tarde do que aos 65 anos. Cinquenta anos atrás, haviam somente 125 japoneses com mais de 100 anos. Hoje, são mais de 36 mil”.

6. Siga contribuindo com a sociedade

“Depois de uma certa idade, devemos nos esforçar para contribuir com a sociedade. Desde os 65 anos que trabalho como voluntário. Eu ainda trabalho 18 horas, 7 dias por semana e amo cada minuto”.

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7. Espalhe seu conhecimento

“Divida o que você sabe. Eu dou 150 palestras por ano, algumas para 100 crianças do ensino médio, outras para 4.500 empresários. Eu normalmente falo por uma hora, uma hora e meia, de pé, para permanecer forte”.

8. Entenda o valor de diferentes disciplinas

“A ciência sozinha não consegue curar ou ajudar as pessoas. A ciência nos trata a todos como uma coisa só, mas as doenças são individuais. Cada pessoa é única, e as doenças estão conectadas com seus corações. Para entender as doenças e ajudar as pessoas, precisamos de artes livres e visuais, não somente de medicina”.

9. Siga seus instintos

“Ao contrário do que se imagine, os médicos não conseguem curar tudo e todos. Então pra quê causar uma dor desnecessária com, por exemplo, uma cirurgia, em certos casos? Eu acho que a música e a terapia animal podem ajudar pessoas mais do que os médicos imaginam”

10. Resista ao materialismo

“Não enlouqueça pelo acúmulo de coisas materiais. Lembre-se: você não sabe quando será sua vez, e nós não levaremos nada daqui”.

11. Tenha modelos de vida e inspirações

“Encontre alguém que te inspire para procurar ir ainda mais longe. Meu pai veio para os EUA estudar em 1900, foi um pioneiro e um dos meus heróis. Mais tarde encontrei outros guias de vida, e quando me sinto paralisado, me pergunto como eles lidariam com o problema”.

12. Não subestime o poder da diversão

“A dor é algo misterioso, e divertir-se é a melhor maneira de esquecê-la. Se uma criança está com dor de dentes e você começa a brincar com ela, ela imediatamente esquece a dor. Hospitais precisam oferecer as necessidades básicas dos pacientes: nós todos queremos nos divertir. No St. Luke’s [hospital que dirigiu e trabalhou até o fim da vida] nós temos música, terapia animal e aulas de arte”.

Fonte: Hypeness

118/124 GRANDE ESPIRITUALIDADE

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Todavia, o que mais me admirou não foram as expressões físicas desse planeta, tão adiantado em comparação com o vosso. Nele a sociedade está constituída de tal forma, que as guerras ou os flagelos seriam fenômenos jamais previstos ou suspeitados. A vibração de paz e de harmonia que ali se experimenta irradia aos corações felicidades nunca sonhadas na
Terra. A mais profunda espiritualidade caracteriza essa humanidade, rica de amor fraterno e respeito ao Criador.

Não me é possível de momento falar-vos sobre a organização de suas coletividades, regidas à base do melhor da fraternidade. Espero, porém, ainda fazê-lo com a permissão de nosso Pai.

E como o nosso amigo Emmanuel ainda necessita escrever, vou colocar aqui o ponto final, suplicando a Jesus que envolva a todos nós a vibração luminosa e divina da bênção do seu amor.

Maria João de Deus

Livro Cartas de uma Morta ­ Psicografia Chico Xavier

118/124 Livro Cartas De Uma Morta ­ Uma Pagina Por Dia
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AOS ENFRAQUECIDOS NA LUTA

Almas enfraquecidas, que tendes, muitas vezes,sentido sobre a fronte o sopro frio da adversidade, que tendes vertido muitos prantos nas jornadas difíceis em estradas de sofrimentos rudes, buscai na fé, os vossos imperecíveis tesouros.

Bem sei a intensidade da vossa angústia e sei de vossa resistência ao desespero. Ânimo e coragem! No fim de todas as dores, abre-se uma aurora de ventura imortal; dos amargores experimentados, das lições recebidas, dos ensinamentos conquistados à custa de insano esforço e de penoso labor, tece a alma sua auréola de eternidade gloriosa; eis que os túmulos se quebram e da paz cheia de cinzas e sombras, dos jazigos, emergem as vazes comovedoras dos mortos. Escutai-as!… elas vos dizem da felicidade do dever cumprido, dos tormentos da consciência nos desvios das obrigações necessárias.

Orai, trabalhai e esperai. Palmilhai todos os caminhos da prova com destemor e serenidade. As lágrimas que dilaceram, as mágoas que pungem, as desilusões que fustigam o coração, constituem elementos atenuantes da vossa imperfeição, no tribunal augusto, onde pontifica o mais justo, magnânimo e integro dos juízes. Sofrei e confiai, que o silêncio da morte é o ingresso para uma outra vida, onde todas as ações estão contadas e gravadas as menores expressões dos nossos pensamentos.

Amai muito, embora com amargos sacrifícios, porque o amor é a única moeda que assegura a paz e a felicidade no Universo.

Nenhuma expressão fornece imagem mais justa do poder d’Aquele a quem todos os espíritos da Terra rendem culto do que a de João, no seu Evangelho – “No princípio era o Verbo…”

Jesus, cuja perfeição se perde na noite imperscrutável das eras, personificando a sabedoria e o amor, tem orientado todo o desenvolvimento da Humanidade terrena, enviando os seus iluminados mensageiros, em todos os tempos, aos agrupamentos humanos e, assim como presidiu à formação do orbe, dirigindo, como Divino Inspirador, a quantos colaboraram na tarefa da elaboração geológica do planeta e da disseminação da vida em todos os laboratórios da Natureza, desde que o homem conquistou a racionalidade, vem-lhe fornecendo a idéias da sua divina origem, o tesouro das concepções de Deus e da imortalidade do espírito, revelando-lhe, em cada época, aquilo que a sua compreensão pode abranger.

Em tempos remotos, quando os homens, fisicamente, pouco dessemelhavam dos antropopitecos, suas manifestações de religiosidade eram as mais bizarras, até que, transcorridos os anos, no labirinto dos séculos, vieram entre as populações do orbe os primeiros organizadores do pensamento religioso que, de acordo com a mentalidade geral, não conseguiram escapar das concepções de ferocidade que caracterizavam aqueles seres egressos do egoísmo animalesco da irracionalidade. Começaram aí os primeiros sacrifícios de sangue aos ídolos de cada facção, crueldades mais longínquas que as praticadas nos tempo de Baal, das quais tendes notícia pela História.

AS TRADIÇÕES RELIGIOSAS

Vamos encontrar, historicamente, as concepções mais remotas da organização religiosa na civilização chinesa, nas tradições da índia védica e bramânica, de onde também se irradiaram as primeiras lições do culto dos mortos, na civilização resplandecente dos faraós, na Grécia com os ensinamentos órficos e com a simbologia mitológica, existindo já grandes mestres, isolados intelectualmente das massas, a quem ofereciam os seus ensinos exóticos, conservando o seu saber de iniciados no círculo restrito daqueles que os poderiam compreender devidamente.

OS MISSIONÁRIOS DO CRISTO

Fo-Hi, os compiladores dos Vedas, Confúcio, Hermes, Pitágoras, Gautama, os seguidores dos mestres da antiguidade, todos foram mensageiros de sabedoria que, encarnando em ambientes diversos, trouxeram ao mundo a idéia de Deus e das leis morais a que os homens se devem submeter para a obtenção de todos os primores da evolução espiritual. Todos foram mensageiros dAquele que era o Verbo do Princípio, emissários da sua doutrina de amor. Em afinidade com as características da civilização e dos costumes de cada povo, cada um deles foi portador de uma expressão do “amai-vos uns aos outros”. Compelidos, em razão do obscurantismo dos tempos, a revestir seus pensamentos com os véus misteriosos dos símbolos, como os que se conheciam dentro dos rigores iniciáticos, foram os missionários do Cristo preparadores dos seus gloriosos caminhos.

A LEI MOSAICA

A lei mosaica foi a precursora direta do Evangelho de Jesus. O protegido de Termutis, depois de se beneficiar com a cultura que o Egito lhe podia prodigalizar, foi inspirado a reunir todos os elementos úteis à sua grandiosa missão, vulgarizando o monoteísmo e estabelecendo o Decálogo, sob a inspiração divina, cujas determinações são até hoje a edificação basilar da Religião da Justiça e do Direito, se bem que as doutrinas antigas já tivessem arraigado a crença de Deus único, sendo o politeísmo apenas uma questão simbológica, apta a satisfazer à mentalidade geral.

A legislação de Moisés está cheia de lendas e de crueldades compatíveis com a época, mas, escoimada de todos os comentários fabulosos a seu respeito, a sua figura é, de fato, a de um homem extraordinário, revestido dos mais elevados poderes espirituais. Foi o primeiro a tornar acessíveis às massas populares os ensinamentos somente conseguidos à custa de longa e penosa iniciação, com a síntese luminosa de grandes verdades.

JESUS

Com o nascimento de Jesus, há como que uma comunhão direta do Céu com a Terra. Estranhas e admiráveis revelações perfumam as almas e o Enviado oferece aos seres humanos toda a grandeza do seu amor, da sua sabedoria e da sua misericórdia.

Aos corações abre-se nova torrente de esperanças e a Humanidade, na Manjedoura, no Tabor e no Calvário, sente as manifestações da vida celeste, sublime em sua gloriosa espiritualidade.

Com o tesouro dos seus exemplos e das suas palavras, deixa o Mestre entre os homens a sua Boa Nova. O Evangelho do Cristo é o transunto de todas as filosofias que procuram aprimorar o espírito, norteando-lhe a vida e as aspirações.

Jesus foi a manifestação do amor de Deus, a personificação de sua bondade infinita.

O EVANGELHO E O FUTURO

Raças e povos ainda existem, que o desconhecem, porém não ignoram a lei de amor da sua doutrina, porque todos os homens receberam, nas mais remotas plagas do orbe, as irradiações do seu espírito misericordioso, através das palavras inspiradas dos seus mensageiros.

O Evangelho do Divino Mestre ainda encontrará, por algum tempo, a resistência das trevas. A má-fé, a ignorância, a simonia, o império da força conspiração contra ele, mas tempo virá em que a sua ascendência será reconhecida. Nos dias de flagelo e de provações coletivas, é para a sua luz eterna que a Humanidade se voltará, tomada de esperança. Então, novamente se ouvirão as palavras benditas do Sermão da Montanha e, através das planícies, dos montes e dos vales, o homem conhecerá o caminho, a verdade, a vida.

Livro: Emmanuel

Francisco Cândido Xavier

TODOS SOMOS IRMÃOS

De milênios remotos. Viemos todos nós, em pesados avatares.

Da noite dos grandes princípios, ainda insondável para nós, emergimos para o concerto da vida. A origem constitui, para o nosso relativo entendimento, um profundo mistério, cuja solução ainda não nos foi possível atingir, mas sabemos que todos os seres inferiores e superiores participam do patrimônio da luz universal.

Em que esfera estivemos um dia, esperando o desabrochamento de nossa racionalidade? Desconheceis ainda os processos, os modismos dessas transições, etapas percorridas pelas espécies, evoluindo sempre, buscando a perfeição suprema e absoluta, mas sabeis que um laço de amor nos reúne a todos, diante da Entidade Suprema do Universo.

É certo que o Espírito jamais retrograda, constituindo uma infantilidade as teorias da metempsicose dos egípcios, na antiguidade. Mas, se é impossível o regresso da alma humana ao circulo da irracionalidade, recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.
Livro: Emmanuel

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

NOVOS CRISTÃOS

Meus irmãos, o Espiritismo É o Evangelho de novo: Nas lições que nos ensina, É Jesus falando ao povo… * É o Mestre Amado de volta Pregando o perdão ainda, Mostrando que, além da morte, A Vida nunca se finda… * É o Senhor Redivivo Que nos conclama à bondade, Na fé unida à razão … Ler maisNOVOS CRISTÃOS

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