Entendendo o que é Meditação, Pensamento, Mente, Oração/Prece, Concentração, Foco, Mentalização, Contemplação e Estado de Presença

Objetivo dessa análise:

Contextualizar o que é meditação, diferenciando e conectando com as demais práticas, oração, concentração, foco, mentalização, contemplação e estado de presença.

Introdução

Existe uma confusão e uma dúvida frequentemente observada, por nós, quanto ao conceito e significado do que é a meditação, através dessa análise, tentaremos de forma simples esclarecer o que que é meditação.

Na gramática as palavras são analisadas sob alguns aspectos: Sintaxe (forma da escrita), Semântica (o que significa), Sinônimos e Antônimos (sinônimos palavras com o mesmo significado e antônimos com significado oposto) , Homônimos e Polissemia (homônimos são significantes parecidos que possuem significados diferentes e polissemia quando uma mesma palavra tem mais de um significado ), Hiperônimo e Hipônimo (Hiperônimo representa grupo agregador de outra palavras e Hipônimo é parte de um grupo ). *

Nos ateremos aqui à semântica e emitiremos um conceito, de acordo com material disponível sobre o assunto e nossa vivência.

O que o Pensamento?

  • Faculdade de fantasiar, de imaginar.
  “em p. conhecia lugares onde nunca esteve”
  • Atividade cognitiva, racional; conhecimento por conceitos.

O que é Mente?

  • parte incorpórea, inteligente ou sensível do ser humano; espírito, pensamento, entendimento.
  “uma ideia veio-lhe à mente”
  memória, lembrança.
  “tem sempre em m. os conselhos da mãe”
  • o desenvolvimento intelectual, a faculdade intelectiva; inteligência, mentalidade.
  “a alta m. de Einstein”
  • faculdade, ato ou modo de compreender algo ou de criar na imaginação; concepção, imaginação, percepção.
 “a m. dos artistas”
  • intenção, plano, propósito.
 “era sua m. viajar nas férias”
  • m.q. MENTALIDADE (‘conjunto de manifestações’).
  • local onde estão os pensamentos.

O que é Oração/Prece?

Definição: 1 – Pedir, rogar. 2 – Discursar. 3 – Falar em público. 4 – Rezar (Prece) Súplica dirigida a Deus; oração. 2 – Súplica a qualquer pessoa. 3 – Cerimônias religiosas em ocasião de calamidade pública.*0

Prece é um tipo de apelo que permite à pessoa entrar em comunhão com Deus, Jesus e com os Espíritos superiores a fim de receber proteção e auxílio: “[…] Sua ação será tanto maior quanto mais fervorosa e sincera for.[…]” (livro dos médiuns. Cap. IX, it 132-8-a, p. 145.)

A prece é uma evocação. Através dela o homem entra em comunicação, pelo pensamento, com o ser a quem se dirige. […] Podemos orar por nós mesmos ou por outros, pelos vivos [encarnados] ou pelos mortos. As preces feitas a Deus são ouvidas pelos Espíritos encarregados da execução de suas vontades; as que se dirigem aos Espíritos bons são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus, está recorrendo a intermediários, a intercessores, visto que nada se faz sem a vontade de Deus. (O evangelho segundo o espiritismo. Cap. XXVII, it. 9, p. 316, 2013.)

O que é Foco?

Definição:

Ponto para o qual converge alguma coisa.  ex: “na festa, ele foi o foco das atenções” *1

 “manteve foco na respiração, reconduzindo-o, gentilmente quando atingido pelos vendavais dos pensamentos”

 O que é Concentração?

Definição:

  1. ato, processo ou efeito de concentrar(-se).
  2. ato ou efeito de agrupar o que se acha disperso ou separado. “c. dos esforços”
  3. ato ou efeito de se reunirem várias pessoas ou coisas num ponto determinado. “a c. para a passeata será na escadaria da câmara”
  4. ato ou efeito de orientar a atenção ou as energias para um tema ou objetivo determinado. “está trabalhando, a c. dele é total”
  5. ato ou efeito de se absorver consigo próprio, de ensimesmar-se; isolamento social. *3
      Concentração é um estado da mente, e significa que a mente está focada em um único ponto.

Em geral a mente está sempre se movendo, e quando ela se move é difícil pensar apenas em um assunto.

A concentração é necessária para fazer ciência, por exemplo.

Não me surpreende que a ciência não tenha se desenvolvido no Oriente, pois lá a concentração nunca foi valorizada, por não ser necessária para a religião.

Através da concentração, focando em um único ponto, é possível ir cada vez mais fundo em um objeto. É o que a ciência faz: descobre cada vez mais coisas sobre o mundo objetivo.

O que Mentalização?

Definição:

Forma de registrar na mente inconsciente (MI), um objetivo, projeto ou desejo que a pessoa quer realizar. Pode ser utilizado para obtenção de bens materiais sem que a pessoa disponha dos recursos financeiros para tal; é também, forma de implementar auto-curas; maneira de agilizar ou realizar objetivos que dependam também do desempenho intelectual em provas e avaliações; forma de conseguir emprego, mudança de cargo, galgar postos, etc. *4

Na meditação não se busca a mentalização, pois o interesse principal da prática é silenciar a mente e não fazer criações mentais, evocações e ou ideoplastia, usa-se algumas técnicas para se entrar no estado meditativo para melhor se mentalizar, desconectado de pertubações exteriores, aumentando a eficácia da mentalização, mas o ato da mentalização em si, tolhe as potencialidades da meditação que em suma é simplesmente existir, sem nada fazer ou desejar, tomando consciência do todo, a distinção entre mentalização e meditação deve ser feita para se poder melhor utilizar uma ou utra ferramenta para o propósito desejado.

O que é Contemplação?

Definição:

  1. ato de concentrar longamente a vista, a atenção em algo. “se relaxar na c. daquela paisagem”
  2. profunda aplicação da mente em abstrações; meditação, reflexão.
  3. concentração do espírito nas coisas divinas.
  4. consideração, benevolência. “não teve nenhuma c. com o pobre homem. *5

Enquanto a concentração é direcionada para um único ponto, a contemplação é mais ampla. Se você está contemplando a beleza, há milhares de coisas belas, e você pode passar por cada uma delas. Você possui muitas experiências de beleza e pode contemplá-las todas. Você permanece sempre restrito a um assunto, e isso é contemplação.

Não estar focado em um único ponto, como a concentração, mas restrito a um assunto. Você e sua mente se moverão dentro desse espaço.
A ciência usa a concentração como seu método.

A filosofia usa a contemplação.

Na contemplação, você esquece tudo aquilo que não pertence ao assunto em questão. A contemplação é um tipo de sonho lógico, é algo raro. A filosofia depende da contemplação. Na filosofia, se alguns fragmentos dentro de um assunto necessitarem de um esforço mais concentrado, a concentração será usada.

O que é Meditação?

“Vi muitos livros que foram escritos por pessoas muito bem-intencionadas, mas eram pessoas que não experimentaram de fato a meditação.

Usam a palavra concentração como se fosse dhyana(meditação em sânscrito), mas dhyana não é concentração.

Concentração é um estado da mente, e significa que a mente está focada em um único ponto.

Em geral a mente está sempre se movendo, e quando ela se move é difícil pensar apenas em um assunto.

A concentração é necessária para fazer ciência, por exemplo.

Não me surpreende que a ciência não tenha se desenvolvido no Oriente, pois lá a concentração nunca foi valorizada, por não ser necessária para a religião.

Através da concentração, focando em um único ponto, é possível ir cada vez mais fundo em um objeto. É o que a ciência faz: descobre cada vez mais coisas sobre o mundo objetivo.

Uma pessoa cuja mente está sempre nas nuvens não pode ser um cientista.

Toda a arte de um cientista está em ser capaz de esquecer o mundo à sua volta e colocar toda sua consciência em uma única coisa.

É como concentrar raios solares através de uma lente. A concentração traz os raios de sol, antes dispersos, para um único ponto, criando energia suficiente para gerar fogo.

A consciência tem essa mesma qualidade: concentre-a e você poderá penetrar cada vez mais fundo nos mistérios dos objetos.

A concentração é sempre a restrição de sua consciência. Quanto mais restrita ela se torna, mais poderosa ela será. Mas isso não é religião.

Muitas pessoas entenderam isso errado, não apenas no Ocidente, mas também no Oriente, e pensam que concentração é religião.

Ela lhe dá enormes poderes, é fato, mas são poderes da mente.

Segundo ponto: meditação não é contemplação. Enquanto a concentração é direcionada para um único ponto, a contemplação é mais ampla. Se você está contemplando a beleza, há milhares de coisas belas, e você pode passar por cada uma delas. Você possui muitas experiências de beleza e pode contemplá-las todas. Você permanece sempre restrito a um assunto, e isso é contemplação.

Não estar focado em um único ponto, como a concentração, mas restrito a um assunto. Você e sua mente se moverão dentro desse espaço.
A ciência usa a concentração como seu método.

A filosofia usa a contemplação.

Na contemplação, você esquece tudo aquilo que não pertence ao assunto em questão. A contemplação é um tipo de sonho lógico, é algo raro. A filosofia depende da contemplação. Na filosofia, se alguns fragmentos dentro de um assunto necessitarem de um esforço mais concentrado, a concentração será usada.

Quando você não estiver fazendo absolutamente nada, seja física ou mentalmente ou em qualquer outro nível, quando toda atividade houver cessado e você estiver apenas sendo, isto é meditação.

Não é possível fazê-la, não é possível praticá-la. É preciso apenas compreendê-la. Sempre que você conseguir, pare todo o resto e encontre tempo para apenas ser.

Pensar também é fazer, concentrar-se também é fazer, contemplação é fazer.

Mesmo que seja um único momento em que você não esteja fazendo nada e esteja apenas em seu centro, completamente relaxado, isto é meditação. E quando você pegar o jeito, poderá ficar nesse estado por quanto tempo quiser.

Com o tempo, poderá ficar nesse estado durante as 24 horas do dia. Após ter experimentado esse estado de tranquilidade, então, aos poucos, você começará a fazer coisas, mantendo-se alerta para que seu ser não seja perturbado.

Esta é a segunda parte da meditação. Primeiro, aprender a simplesmente ser, depois aprender pequenas ações: limpar o chão, tomar banho, mas sempre mantendo-se no centro. Depois você poderá fazer coisas mais complexas. Por exemplo, estou me dirigindo a você, mas minha meditação não foi perturbada. Posso continuar falando, mas em meu centro não há sequer um ruído. Há apenas silêncio, silêncio absoluto.

Então a meditação não é contra a ação. Isso não significa que você tenha que fugir da vida: você se torna o centro do ciclone. Sua vida continua e, na verdade, torna-se mais intensa, mais cheia de alegria, com maior clareza, mais visão e mais criatividade.

Ainda assim, você está nas nuvens, um observador nas montanhas, apenas vendo o que ocorre a seu redor. Você não é aquele que faz, mas sim o que observa.

Todo o segredo da meditação está em tornar-se o observador. As ações continuam em seu nível, não há problemas. Você pode fazer coisas pequenas ou grandes. A única coisa que não lhe é permitida é perder seu centro.

Essa percepção deve permanecer absolutamente límpida, imperturbável.

A meditação é um fenômeno muito simples.

A concentração é muito complicada porque você precisa se esforçar, é cansativo.

A contemplação é um pouco melhor porque você tem mais espaço para se mover.

A concentração não é natural para a mente.

A mente gosta de vagabundear, de moverse de uma coisa para outra. Está sempre excitada com novidades. Na concentração, a mente está quase aprisionada. Na contemplação há mais espaço para explorar, para se mover. Ainda assim, é um espaço limitado.

A meditação, a meu ver, possui todo o espaço, a existência inteira à sua disposição.

Você é o observador, pode observar toda a cena.

Não é preciso esforço para se concentrar em uma coisa, nem para contemplar. Você não está fazendo nada disso, está apenas observando.

É um jeito. Não é ciência, não é arte, não é trabalho — é jeito.

Você precisa, então, brincar um pouco com a idéia. Sentado no banheiro, brinque com a idéia de que você não está fazendo nada. Um dia você se surpreenderá: de tanto brincar com a idéia, ela terá acontecido, pois é algo que está em sua natureza. Basta esperar o momento certo. E como você não pode saber qual será o momento certo, continue brincando com a idéia. Estou usando a palavra “brincar” porque sou uma pessoa pouco sisuda e minha abordagem da religião não é sisuda. Continue brincando, aproveite todo o tempo livre. Confortavelmente deitado na cama, se o sono não vier, brinque com essa idéia. Por que se preocupar com o sono? Ele virá quando vier, não há nada que você possa fazer a respeito. Você tem esse tempo, aproveiteo.

Você não precisa sentar-se na posição de lótus. Em minha abordagem da meditação, não é preciso se torturar de forma alguma.

Se você gosta de sentar-se em lótus, então faça isto. Mas os ocidentais que vão para a Índia levam seis meses para aprender a posição de lótus, e se torturam com isso. Acham que, quando tiverem aprendido a posição de lótus, terão ganho algo. Toda a índia senta-se em posição de lótus e ninguém jamais ganhou algo com isso. É apenas a maneira mais natural que eles têm para sentar-se. Em um país frio, é preciso sentar-se em uma cadeira para ficar longe do chão. Em um país quente, quem se importa com cadeiras? É possível sentar- se em qualquer lugar. Nenhuma postura especial é necessária, nenhum tempo especial é necessário. Há pessoas que pensam que há um momento especial, mas qualquer momento é bom para a meditação. Basta que você esteja relaxado e querendo se divertir.

Se nada acontecer, não importa Não se sinta mal por isso, pois garanto a você que algo acontecera hoje, ou amanhã, ou em tres meses ou em seis meses Não vou criar nenhuma expectativa porque isso se tornará uma tensão em sua mente. Pode acontecer em qualquer dia, pode não acontecer depende de quanto você estiver se divertindo. Sempre que você se sentir relaxado, sempre que não estiver tenso, brinque com a idéia de meditação da forma que lhe expliquei. Fique em silêncio, centrado em si mesmo, e um dia algo acontecerá. Há apenas sete dias durante a semana, então algo poderá acontecer na segunda, na terça, na quarta, na quinta, na sexta, no sábado ou no domingo. Não há como saber. Apenas aproveite a idéia e brinque com ela tantas vezes quanto for possível. Se nada acontecer — lembre-se, não estou lhe prometendo nada —, não há problema: você terá se divertido. Você brincou com essa idéia, fez uma tentativa. Dizem que devemos agarrar as oportunidades. Pois eu digo o contrário: continue aberto à meditação e, quando o momento chegar, quando você estiver realmente relaxado e aberto, a meditação irá agarrá-lo. E depois disso não o deixará mais. Não há como. Então pense duas vezes antes de entrar neste jogo!” *7

 O que é Estado de Presença?

O estado onde simplesmente se é, onde a mente esta em silencio e se observa o todo.

Ioga
O praticante de ioga, a partir de determinadas posições (as chamadas “asanas”) e com o auxílio de uma respiração profunda, que movimenta todo o diafragma, deve recolher a atenção das situações externas e voltar-se para ele próprio. “É como uma tartaruga que encolhe os membros e a cabeça”, explica o professor de filosofia oriental e meditação Luis Louceiro. Para manter-se nesse estado de quietude, há vários recursos. Um deles é fixar a atenção em um objeto. Passado um tempo, “o praticante começa a viver o presente sem pensar nele”, diz o professor.

Meditação cristã
Mais do que buscar o vazio, entrar em um estado de oração contemplativa para encontrar-se consigo e com Deus. Esse é o princípio da meditação cristã. Sentado, com a coluna ereta, a mente e o coração tranquilizados, repete-se mentalmente a palavra sagrada (forma ocidental para se referir a mantra) “maranatha”, que, em aramaico, significa “vinde, Senhor”. Desde o século 2, monges cristãos realizam essa prática, que se disseminou pelos continentes na década de 60 por meio do monge beneditino inglês dom John Main. De acordo com Sônia Mello, ex-coordenadora regional dos grupos de meditação cristã na cidade de São Paulo, essa prática “eleva a mente a um estado de plenitude e faz as pessoas despertarem para a contemplação da paz e da calma naquele momento de entrega”.

Meditação tibetana
Prática realizada há milênios pelos monges do Tibet. Utiliza o corpo, a palavra e a mente para levar o praticante ao processo meditativo. Algumas técnicas são aplicadas, como a mentalização de divindades tibetanas, de cores e de mandalas, a pronúncia de mantras (como o “om mani teme hung”, que significa compaixão), além de gestos manuais (chamados de “mudras”).

Meditação transcendental
Trabalhar a habilidade natural da meditação, que existe em todo o ser humano, é o grande pilar da meditação transcendental, segundo o estudioso de ciências védicas e membro da Sociedade Internacional de Meditação Markus Schuler. O praticante desse tipo de meditação utiliza um mantra individual e sigiloso, fornecido pelo mestre. Sentado, de olhos fechados (para evitar estímulos visuais), respirando naturalmente e repetindo o mantra mentalmente, o indivíduo chega ao estado que, segundo Schuler, leva ao pleno conhecimento do ser.

Osho
Técnica polêmica, criada há mais de 30 anos pelo indiano Osho, que trabalha com o que se chama de meditação ativa. Há uma fase de preparação para o processo meditativo, em que o praticante respira caoticamente por dez minutos, com a participação do corpo todo, depois grita, pula, esperneia (para obter um estado de catarse) e, depois, pára totalmente os movimentos por cerca de 15 minutos. “A partir daí, a pessoa passa a perceber seu corpo com mais consciência”, garante Gabriel Saananda, professor de Osho. A última etapa é a chamada celebração, quando, por meio da dança, o praticante, diz o professor, atinge o vazio mental. E ele completa: “Osho diz que só em um coração alegre pode entrar a meditação”.

Tai-chi-chuan
A arte marcial tai-chi-chuan é uma técnica que leva a mente a um processo de “esvaziamento” por trabalhar a atenção e a concentração corporal, com o auxílio de uma respiração realizada em ritmo lento. Durante a série sequencial de movimentos, o praticante deve estar extremamente atento aos exercícios. Cada movimento trabalha com a coordenação de todo o corpo. “A concentração corporal e o equilíbrio energético levam ao equilíbrio emocional e mental. Daí a possibilidade de obter o vazio, a calma mental”, explica Jeanne Kuk, professora de educação física que ministra aula de tai-chi-chuan na Universidade Federal de São Paulo.

Zen-budismo
O princípio básico do zen-budismo é sentar para meditar (preferencialmente, em posição de lótus). Existem diversas correntes, cada uma com suas características e seus recursos para que se alcance o chamado “espaço do não-pensamento”. Todas têm na respiração um poderoso recurso para se chegar ao “vazio mental”. Uma das correntes, a Soto Zen, trabalha com a respiração nasal, em que o abdômen é inflado, e não o peito. “A respiração é indispensável para manter a mente focalizada no agora, no momento presente”, explica a monja budista Cohen Murayama. Para o iniciante, dez minutos de meditação é um tempo adequado. *6

“Quem pratica há mais tempo pode meditar por volta de 20 minutos a 40 minutos”, conta Cohen. (ANTONIO ARRUDA)

Conclusão:

Meditar é não fazer nada, é somente existir, caso se esteja fazendo algo é outra coisa mas não meditação.

Entrando em um estado alterado de consciência, com a prática, estando em estado de presença plena, não existe barreiras para o conhecimento pois se bebe da fonte, possibilitando, deduções, criações, entendimentos, cura, reenergização, viagem astral.

É o voltar para casa do filho pródigo.

Meditação em si não te impede de agir, muito pelo contrário te traz ao presente, no estado de atenção plena, podendo ser mais acertivo em todas atividades.

 

Bibliografia:

* Semantica

*0 Conceito

*1 Foco

*2 Pensamento

*3 Concentração

*4 Mentalização

*5 Contemplação

*6 O Estado Meditativo

*Osho – Aprendendo a Silenciar a Mente

 

 

 

Libertação Pessoal, Sabedoria Antiga.

“Eu liberto meus pais do sentimento de que já falharam comigo.

Eu liberto meus filhos da necessidade de trazerem orgulho para mim; que possam escrever seus próprios caminhos de acordo com seus corações, que sussurram o tempo todo em seus ouvidos.

Eu liberto meu(minha) parceiro(a) da obrigação de me completar. Não me falta nada, aprendo com todos os seres o tempo todo.

Agradeço aos meus avós e antepassados que se reuniram para que hoje eu respire a vida.
Libero-os das falhas do passado e dos desejos que não cumpriram, conscientes de que fizeram o melhor que puderam para resolver suas situações dentro da consciência que tinham naquele momento. Eu os honro, os amo e reconheço inocentes.
Eu me desnudo diante de seus olhos, por isso eles sabem que eu não escondo nem devo nada além de ser fiel a mim mesmo e à minha própria existência, que caminhando com a sabedoria do coração, estou ciente de que cumpro o meu projeto de vida, livre de lealdades familiares invisíveis e visíveis que possam perturbar minha Paz e Felicidade, que são minhas únicas responsabilidades.

Eu renuncio ao papel de salvador, de ser aquele que une ou cumpre as expectativas dos outros.

Aprendendo através, e somente através, do AMOR, eu abençoo minha essência, minha maneira de expressar, mesmo que alguém possa não me entender.

Eu entendo a mim mesmo, porque só eu vivi e experimentei minha história; porque me conheço, sei quem sou, o que eu sinto, o que eu faço e por que faço.

Me respeito e me aprovo.
Eu honro a Divindade em mim e em você… Somos livres.”

(Essa antiga bênção foi criada no idioma Nahuatl, falado desde o século VII na região central do México. Ela trata de perdão, carinho, desapego e libertação. )

7 hábitos de monges budistas que são difíceis de adotar, mas podem mudar sua vida completamente

Qual o segredo para se sentir calmo e focado? Essa não é uma pergunta fácil de responder. Então, por que os monges budistas parecem pacíficos e presentes o tempo todo? Como eles fazem isso? Eles sabem algum segredo escondido que você não faz?

Na verdade, sim!

Por milhares de anos, a filosofia budista se concentrou apenas em buscar como reduzir o sofrimento humano e manter a mente concentrada apenas no momento presente.

E neste artigo, vamos abordar os princípios e hábitos mais importantes do budismo que todos podemos adotar em nossas vidas diárias.

Embora os conselhos possam parecer difíceis no início, sua persistência resultará em benefícios para a vida toda.

Confira:

 

Hábito 1 – O mínimo para si mesmo

Você sabia que o Buda nasceu um príncipe? Sim, ele poderia ter passado a vida em um grande e lindo palácio onde tudo é feito para ele.

Mas ele não fez isso.

Ele abandonou tudo quando percebeu a natureza frustrante do materialismo. 2300 anos depois, monges budistas fazem o mesmo. Eles mantêm os bens o mínimo de bens materiais, e sobrevivem somente com aquilo que eles precisam para viver sua vida. Normalmente, isso cabe em uma pequena mochila.

 

Hábito 2 – O máximo para os outros

Em muitos círculos budistas, os monges aprendem a fazer coisas não para si, mas para o mundo inteiro.

Quando meditam, é por causa de todos. Eles tentam alcançar a iluminação com seu potencial total, e com isso, ajudar todos aqueles que precisam.

Quando você pode desenvolver esse tipo de atitude abnegada, você se concentra menos em seus problemas pessoais. Você fica menos emotivo sobre pequenas coisas, e sua mente fica mais calma.

 

Hábito 3 – Meditação

Uma das principais razões pelas quais você se torna um monge é para ter mais tempo para meditar.

A maioria dos monges acorda cedo e medita de 1 a 3 horas – e faz o mesmo à noite. Esse tipo de prática muda o cérebro. Se você leu algum artigo sobre os benefícios da meditação, então você sabe o que quero dizer.

Você não precisa adotar esse tipo de cronograma rigoroso, mas e se você começar o dia com 30 minutos de meditação?

 

Hábito 4 – Seguindo o sábio

Na sociedade ocidental, temos um relacionamento insalubre com a velhice. Mas, para os monges budistas, eles vêem pessoas idosas como portadores da sabedoria. Eles procuram guias espirituais mais velhos que possam ajudá-los no caminho deles.

Olhe ao seu redor: sempre há pessoas perspicazes para nos ensinar algo. As pessoas mais velhas têm mais experiência, o que significa que podem oferecer inúmeras lições de vida. Aproveite!

Hábito 5 – Ouça atentamente e sem julgamento

Nossos cérebros julgam naturalmente. Mas de acordo com os budistas, o ponto de comunicação é ajudar aos outros e a nós mesmos a sofremos menos.

Criticar e julgar obviamente não ajuda.

O que é maravilhoso sobre dar atenção é poder fazer isso livre de qualquer julgamento. O objetivo principal da comunicação consciente é ouvir tudo o que alguém está dizendo sem avaliá-lo.

Muitos de nós pre-planejamos nossas respostas enquanto estamos ouvindo, mas o objetivo principal aqui é simplesmente absorver tudo o que eles estão dizendo.

Isso traz mais respeito mútuo, compreensão e maiores chances de progresso na conversa.

 

Hábito 6 – A mudança é a única lei do universo

De acordo com o mestre budista Suzuki, um princípio crucial que todos precisamos aprender é aceitar a mudança:

“Sem aceitar o fato de que tudo muda, não podemos encontrar a perfeita compostura. Mas infelizmente, embora seja verdade, é difícil para nós aceitá-las. Quando não podemos aceitar a verdade da transição, nós sofremos “.
Tudo muda, essa é a lei fundamental do universo. No entanto, achamos difícil aceitar isso. Nós nos identificamos fortemente com nossa aparência fixa, com nosso corpo e nossa personalidade. E quando isso muda, sofremos.

No entanto, Suzuki diz que podemos superar isso reconhecendo que o conteúdo de nossas mentes está em constante fluxo. Tudo sobre a consciência vai e vem.

Percebendo isso, o calor do momento pode difundir medo, ansiedade, raiva, desespero. Por exemplo, é difícil ficar com raiva quando se percebe a raiva pelo que ela é. É por isso que o Zen ensina que o momento é tudo o que existe.

Suzuki diz: “Seja lá o que fizer, deve ser uma expressão de uma atividade profunda. Devemos apreciar o que estamos fazendo. Não há preparação para outra coisa“.

 

Hábito 7 – Viver o momento

Nesse mundo com tanta ansiedade pode ser difícil simplesmente abraçar o momento presente. Tendemos a pensar em eventos passados ​​ou nos preocupamos com o futuro do futuro. Nossa mente pode estar à deriva.

Mas a atenção nos encoraja a reorientar. Praticar a atenção plena aos outros nos permite melhorar e direcionar nossos pensamentos para aquilo em que estamos realmente envolvidos.

Sem julgar nem se perder nos próprios pensamentos, o conselho é simplesmente reconhecer que perdemos a atenção, para então dirigirmos o foco para nossos sentidos ou para qualquer tarefa em que nos envolvamos.

 

Fonte: https://sociologialiquida.com.br/7-habitos-de-monges-budistas-que-podem-mudar-sua-vida-completamente/

ORAÇÃO METAFÍSICA DE CURA

Eu sou amor.

Eu sou saúde.

Eu sou paz.

Eu mereço ser amado.

Eu mereço ser feliz.

Eu mereço ser saudável.

Hoje começa a cura do meu corpo, mente e espírito.

Eu me perdoo pelos erros que cometi, porque eu não sou culpado de nada – eu não pude nem soube agir de outra forma naquele momento.

Eu perdoo todas as pessoas que senti raiva e aceito-as porque não podiam ser como eu queria. Eu as liberto e liberto-me do sentimento de rancor para sempre.

Cancelo completamente o passado no presente, para libertar o meu futuro.

Deixo de julgar a mim e aos os outros para sempre.

Entrego neste momento toda a minha dor, todos os meus erros para ti ó Deus Mãe Pai de Todos Poderes, para que transforme tudo em amor, saúde e paz.

Pelo seu poder divino e amor dentro de mim, eu decido curar o meu corpo, a minha mente e a minha alma.

Abro o meu coração para o seu amor puro que me envolve com a sua luz radiante, revitalizando cada célula do meu corpo e cada pensamento negativo, convertendo-os em positivos, recriando-me numa nova vida cheia de amor e alegria.

Eu desejo com todo o meu coração esta cura, para então ajudar a curar os outros e, assim, cumprir a minha missão de amor nesta vida.

Que assim seja.

A atenção plena (Mindfulness) seria boa para você. Se não fosse tão egoísta.

Por Thomas Joiner

25 de agosto de 2017 às 10:00 da tarde

Podemos viver em uma cultura de distração, mas a atenção plena captou nossa atenção.

Livros sobre a prática são numerosos, incluindo guias para ” Gravidez consciente “, ” Parenting Mindful “, ” Política Consciente “, ” Dieta consciente” e ” Mindfulness para professores “. Empresas , equipes esportivas , até mesmo os departamentos militares e de polícia fornecem treinamento atento para seus funcionários. Um monte de podcasts oferece dicas para viver uma vida consciente, meditação guiada e entrevistas com evangelistas conscientes . Outro sinal seguro de saturação cultural: você pode pedir “um hambúrguer mais consciente”, no Epic Burger em Chicago ou um “Chapéu de camionista da Mindful Supply Co.

Fiquei consternado quando a atenção mental começou a invadir meu campo: a psicologia e, especificamente, o tratamento do comportamento suicida. A proposta de um colega de psiquiatra para um livro sobre transtorno bipolar levou um revisor da pré-publicação a solicitar “menos lítio, mais atenção plena” – embora menos lítio possa levar a mais morte por suicídio em pacientes com transtorno bipolar.

Claro, estamos intrigados por intervenções que mostram promessas sobre o tratamento padrão, especialmente para os casos mais difíceis. Mas queria saber se a atenção plena tinha mérito. Então, logo me encontrei imerso na literatura e na prática – sapatos sentados – em um círculo, focado na frieza da minha respiração quando ele atingiu a parte de trás da garganta.

 O que podemos chamar de atenção plena autêntica, achei, é uma nobre e potencialmente útil. Mas a verdadeira atenção está sendo usurpada por um impostor, e o impostor é alto e forte o suficiente para que ele tenha substituído o original na compreensão de muitas pessoas sobre o que é mindfulness. Esta versão ersatz fornece um veículo para o solipsismo e uma desculpa para auto-indulgência. Ele trombeta suas próprias glórias, prometendo a saúde e a pureza espiritual com a moda lançada para a barganha. E, contudo, não compreende a natureza humana, enquanto não contém nenhuma da nobreza, humildade ou utilidade do verdadeiro original. Até mesmo a pesquisa mais bem planejada, mais robusta sobre atenção plena, foi superada.Embora existam várias definições de atenção plena, levável a partir de alguns dos praticantes mais respeitados, é a consciência sem julgamento da riqueza, sutileza e variedade do momento presente – todo o momento presente, não apenas o eu. Mindfulness não é o mesmo que a meditação, embora as atividades meditativas e os exercícios sejam freqüentemente implantados em seu cultivo. Nem é o esvaziamento da mente; Longe disso, como a ênfase é na plena consciência. E não se trata de saborear o momento, o que exigiria uma posição positiva. A verdadeira atenção reconhece todos os instantes da existência, mesmo aqueles de grande miséria, como abundantes e diversos. Ele encoraja os adeptos a serem desapaixonados e sem julgamentos sobre todos os pensamentos, incluindo aqueles como, “Eu sou irremediavelmente defeituoso”. Mindfulness quer que nós paremos, reflitam e obtenhamos distância e perspectiva.

A atenção plena autêntica também é humilde no sentido de que ela coloca o eu em seu próprio e minúsculo lugar dentro da infinitude de cada momento. A pessoa consciente está em sintonia com o miasma da sensação que não tem nada a ver com a própria subjetividade, mas sim diz respeito às características do momento presente que circunda a própria mente, em seus detalhes minuciosos e sua vastidão também. E, além da sintonização com essa sensação externa de sensação, também é e simultaneamente atento ao conteúdo da própria mente.

Aceitar os pensamentos de alguém como simples pensamentos é muito diferente de tesourar os pensamentos de alguém; Pode-se também estimar o suor ou a saliva. Isto é sobre reconhecer que cada pensamento é inconsequente e, portanto, não vale a pena ficar deprimido ou ansioso. Visitar os produtos do momento a momento da mente como de uma posição semelhante a motas flutuantes de poeira – uma miríade, efêmera, individualmente insignificante – é admirável e requer humildade genuína.

Mas a consciência tornou-se perniciosa, diluída e distorcida pelo narcisismo prevalecente de nosso tempo. O problema tem um pouco menos a ver com a forma como é praticado e mais a fazer com a forma como é promovido. As pessoas não estão necessariamente aprendendo técnicas de respiração ruins. Mas, em muitos casos, estão contando com essas técnicas de respiração para oferecer benefícios quase mágicos. E, ao mesmo tempo, são tediosamente, sem julgamento e nos casos mais extremos, monstruosamente focados inteiramente em si mesmos. Isso é problemático para a prática de saúde mental e para a nossa cultura maior.

A atenção plena autêntica sempre foi suscetível a essa distorção devido ao encorajamento de um olhar interior. Em um retiro de atenção que participei em 2013, o líder do workshop nos exortou a lembrar o abnegão da atenção plena genuína e a não “fetichizá-lo” como uma solução cultista para o auto-aprimoramento ou para as pequenas agressões do afluente. E, no entanto, nós gastamos 90% desse retiro focado em nossas próprias sensações – as mudanças musculares minuciosas à medida que nos envolvemos em uma “caminhada consciente”, a tensão apontar nos nossos músculos e articulações durante o “alongamento consciente”.

É fácil ver como essa ênfase pode ser mal interpretada. Com moderação, o auto-exame pode levar a uma percepção razoável e não observada das tendências emocionais, padrões de pensamento, impacto sobre os outros e pontos cegos. Mas incentivar um olhar interior entre criaturas incrivelmente interessadas é cortar o excesso.

A versão moderna do mindfulness tende a ser descrita em termos do que ele pode fazer para nós como indivíduos. Por exemplo, um artigo recente no site da revista Mindful descreveu “Como a atenção plena lhe dá uma vantagem no trabalho”. Da mesma forma, o livro “Mindfulness de 10 Minutos” promete: “Quando você está realmente experimentando o momento, ao invés de analisá-lo ou se perder em pensamentos negativos, você desfruta de uma ampla gama de benefícios físicos, emocionais e psicológicos que realmente mudam a vida. ”

Ou considere esta linguagem promocional para um workshop neste verão, co-patrocinado pelo Centro de Pesquisa de Consciência Consciente da UCLA: “Os praticantes relatam uma conexão mais profunda com eles próprios, mais auto-compaixão e maiores idéias sobre suas vidas”. A ênfase é sobre o indivíduo – conexão para si, auto-compaixão, insights sobre suas vidas.

Na verdade, a auto-compaixão e o autocuidado estão interligados com o conceito popular de atenção plena. A noção parece ser que não é egoísta tender e até mesmo priorizar as próprias necessidades de cuidados e compreensão. Afinal, esta linha de pensamento é válida, como pode estar disponível para os outros, a menos que um esteja totalmente presente, e como um pode estar plenamente presente, a menos que as próprias necessidades sejam atendidas? O raciocínio aqui contém uma espécie de lógica trickle-down.

Claro, o autocuidado no sentido de dormir e nutrição adequados é eminentemente sensível. Mas parece que os fãs mais ardentes da auto-compaixão se concentram em coisas como férias relaxantes, massagens restauradoras e rejuvenescimento dos regimes de cuidados com a pele. Essa preocupação dá a impressão de que a “auto-compaixão” é um código e uma racionalização, para fazer coisas que as pessoas já acham agradável. Não há nada de errado em atividades agradáveis, mas essas já têm um nome: “atividades agradáveis”.

Chamar-lhes o autocuidado acrescenta um pouco de significado e obscuramente obscurece que tais atividades não são essenciais para a sobrevivência ou a saúde ou o cuidado com os outros – e que podem ser perdidas no serviço do sacrifício e da honra. O que realmente sabemos sobre o que a atenção pode fazer por nós? “10-Minute Mindfulness” menciona vantagens, incluindo níveis reduzidos de estresse, ansiedade e pensamento excessivo, além de memória melhorada, concentração e sono.

E há algum apoio científico suave para esses benefícios. Os títulos anunciam regularmente novas descobertas inovadoras. Apenas nas últimas semanas, ouvimos que “a intervenção baseada na atenção mental melhora significativamente o parentalismo”, “As terapias mente-corpo reduzem imediatamente a dor incontrolável em pacientes hospitalares” e “Atenção mental pode baixar os níveis de açúcar no sangue”.

É verdade que numerosos estudos parecem apoiar os benefícios da atenção plena para uma variedade de problemas de vida. No entanto, as manchetes tendem a dominar o que os estudos mostram. E os efeitos da atenção plena parecem desaparecer sob o escrutínio de experiências rigorosas e rigorosamente controladas.

Dê uma olhada nesse estudo de pais, um exemplo bastante típico de pesquisa de atenção plena. O estudo, publicado pelo Journal of Addiction Medicine, não analisou os aspectos parentais em geral. Sua população-alvo era mães matriculadas no tratamento do vício de opióides que começaram com um baixo nível de habilidades parentais. Esse é certamente um foco valioso, embora mais estreito do que um poderia ter assumido com base no título. A intervenção foi um pouco mishmash. Ele envolveu temas de atenção plena, como atenção e aceitação sem julgamento, juntamente com meditação e atividades como “a criação de um jarro de brilho para resolver a mente”.

As mães também receberam comentários sobre como eles interagiram com seus bebês, e eles aprenderam sobre o impacto do trauma na parentalidade. Então, qual foi o ingrediente ativo que contribuiu para as melhorias observadas no comportamento dos pais? É impossível dizer. E porque não havia grupo de controle, não sabemos se o progresso de seu tratamento de dependência ou aparecimento com seus filhos em um centro de tratamento por duas horas por semana durante 12 semanas foi o que fez a diferença.

O estudo da dor foi mais rigoroso. Os pacientes que relatavam dor ingerível foram distribuídos aleatoriamente em uma das três intervenções de 15 minutos: treinamento de atenção especial focado na aceitação da dor; Hipnose focada em mudar a sensação de dor através da imagem; Ou uma sessão de educação para enfrentar a dor. Os autores do estudo enquadraram suas pesquisas no contexto da crise dos opióides, mas suas descobertas não sugerem que a atenção plena desempenhe muito papel na sua resolução.

Apenas cerca de um quarto dos pacientes do grupo mindfulness relataram uma diminuição da dor substancialmente suficiente para ser considerada de importância clínica mesmo moderada. E o grupo de atenção plena não exibiu nenhuma diminuição significativa na necessidade percebida de medicação opiácea. Aqui, como na grande maioria da pesquisa de atenção consciente bem controlada, uma intervenção relacionada à atenção plena não conseguiu superar – de fato, ligeiramente inferior ao desempenho – um tratamento de comparação ativo (hipnose) e excedeu apenas um grupo de comparação muito inerte (educação).

No entanto, estudos como este são sustentados pelos entusiastas da atenção plena como prova positiva de seu poder especial.

Dada minha própria área de especialidade, fiquei particularmente intrigada com o trabalho do psicólogo britânico Mark Williams e seus colegas, que sugeriram que as intervenções de atenção plena possam ser úteis para prevenir e tratar a depressão. Infelizmente, o seu impressionante estudo de 2014, que incluiu uma amostra grande e representativa de adultos, não apoiava de modo especial uma abordagem relacionada à atenção plena.

A terapia cognitiva baseada na atenção – com meditação e sem – não conseguiu superar o tratamento como de costume (com medicação antidepressiva previamente prescrita) na prevenção da recorrência do transtorno depressivo maior. Mais especificamente, cerca de metade daqueles no estudo experimentaram uma recorrência de depressão, independentemente de serem aleatoriamente designados para o antidepressivo mais atenção plena ao grupo de meditação, o antidepressivo mais atenção plena sem grupo de meditação ou grupo de antidepressivos. (Ao levar alguém com transtorno depressivo maior a medicação pode fazer com que sua depressão venha rugindo de volta, como aconteceu com David Foster Wallace, estudar terapia de atenção plena sem medicação nessa população não é uma opção éticamente responsável.)

Não quero dizer que devemos descartar completamente o potencial da atenção plena. Alguns estudos respeitáveis ​​mostraram que o treinamento de atenção mental pode reduzir a erradicação da mente e melhorar o funcionamento cognitivo, conforme medido através dos escores do GRE. Eles descobriram que a atenção mental mitiga o viés do custo irrecuperável – quando resistimos ao abandono de um esforço e ao corte de nossas perdas. Mas quando muitos dos supostos efeitos da atenção plena desaparecem nas mãos de equipes altamente credenciadas publicando estudos bem desenhados nas melhores revistas, devemos estar cientes dos benefícios promulgados pelas pessoas e nas lojas que não são tão cientificamente rigorosas. Vale a pena notar, também, que algumas pesquisas sugerem que a atenção plena pode voltar para trás.

Por exemplo, um estudo comparou um grupo de participantes que se envolveram brevemente na meditação consciente com um grupo que não o fez. Todos os participantes foram convidados a memorizar uma lista de 15 palavras; Todas as palavras envolvem o conceito de lixo (por exemplo, “lixo”, “lixo”, “lixo”, etc.). Um ponto chave é que a lista não contém a palavra “lixo”. Cerca de 40 por cento dos membros do grupo de atenção plena recordaram falsamente ver a palavra “lixo”, em comparação com cerca de 20 por cento dos participantes do controle (que foram aconselhados a pensar o que quisessem). Ironicamente, ser consciente significava perder a consciência dos detalhes.

A atenção plena, como popularmente promovida e praticada, pode ser uma distração. Ele pretende recorrer às antigas tradições como um antídoto para a vida moderna. No entanto, exacerba a tendência moderna para o olhar do umbigo, enquanto pedimos que resistamos a aspectos úteis da nossa natureza.

Julgamentos instantâneos e performances “insensíveis” mas soberbas são dois desses elementos de nossa doação evolutiva. Nosso sistema nervoso – talvez a conquista da natureza – evoluiu para discernir a figura do chão, discriminar, julgar, muitas vezes em uma base quase reflexiva. E quando estamos totalmente absorvidos em uma atividade, em um estado de fluxo, pode ser adaptável para perder a autoconsciência. Uma maneira segura de jogar os jogadores de elite fora de seu jogo é pedir-lhes para pensar em voz alta como eles colocam.

Curiosamente, em contraste com muitos dos lábios hiperbólicos acumulados na atenção plena, há evidências convincentes de que a repetição de algumas atividades, como a caminhada aeróbica, mesmo que seja feita de forma irrepreensível, promova a saúde. Apenas uma curta caminhada – três vezes por semana durante 40 ou mais minutos de cada vez – até mesmo mostrou aumentar o volume de cérebros das pessoas o suficiente para reverter as perdas relacionadas à idade em quase dois anos.

Então, ao invés de ler livros sobre atenção plena ou assistir a retiros ou pedir um burger consciente, você pode querer dar uma volta.

Fonte: https://www.washingtonpost.com/outlook/mindfulness-would-be-good-for-you-if-it-werent-all-just-hype/2017/08/24/b97d0220-76e2-11e7-9eac-d56bd5568db8_story.html?utm_term=.393c5e6b703a

 

9 dicas de meditação de Paramahansa Yogananda

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9 dicas de meditação de Paramahansa Yogananda

1) Meditar profundamente por um período curto…
… é melhor do que meditar por um longo período com a cabeça voando.

Por isso, no começo, não se force a sentar por longos períodos. Almeje meditações curtas e profundas. Gradualmente, você irá se acostumar com a profundidade e poderá aumentar o tempo da meditação.

2) Não sinta-se mal se….
…você se pegar inquieto demais para meditar profundamente. A calma vem com o tempo, quando se pratica regularmente. Portanto, jamais se conforme com a ideia de que meditar não é para você. Lembre-se de que a calma é a sua eterna e verdadeira natureza.

3) Um discípulo estava tendo dificuldades…

… com a sua meditação. Ele perguntou a Sri Yogananda: “Será que não estou tentando com empenho?”.

O mestre respondeu: “Você está tentando demais. Você está usando muita força de vontade. Está ficando nervoso. Apenas relaxe e fique tranquilo. Enquanto tentar meditar, você não conseguirá, assim como não consegue dormir quando tenta se forçar a dormir. A força de vontade deve ser usada gradualmente, caso contrário pode ser prejudicial. Por isso é melhor que no começo se enfatize o relaxamento.”

Não fique nervoso ou impaciente em seus esforços a procura de Deus. Abra o coração sem ficar ansioso por resultados. Seja paciente. Vá com calma e tranquilidade rumo a seu objetivo divino.

4) Um devoto estava com dificuldades em ficar acordado…

… durante a meditação. Yogananda deu a seguinte sugestão: “Aperte bem seus olhos algumas vezes, depois abra-os bem e olhe a frente. Repita isso mais uma ou duas vezes. Se fizer isso, a sonolência irá embora.”

5) Tente ir além do pensamento…

… pois se os pensamentos entram na sua cabeça você está funcionando no nível da consciência.

Quando você sonha, você entra no subconsciente e está mais ciente no seu corpo astral.

Quando sua consciência se recolhe mais profundamente na super-consciência você está centrado  na felicidade, na espinha. Nesse estado de felicidade você está ciente no seu corpo causal, a alma.

6) A alma ama meditar…

… pois em contato com o espírito é onde está a verdadeira alegria. Se você enfrentar resistência mental durante a meditação, lembre-se que a relutância em meditar vem do ego; não da alma.

7) Se alguém quer ser um grande pianista…

… irá praticar 12 horas por dia. Se, em vez disso, praticar displicentemente alguns minutos por dia, jamais se tornará um bom pianista.

É assim que deve ser na procura por Deus. Como você pode achar que sabe quem é ele se não está realmente tentando.

É muito difícil alcançar Deus. Se até mesmo um pianista precisa trabalhar duramente para atingir o sucesso, imagine o tamanho da dedicação de um devoto à meditação para compreender o Infinito!

Aqui, no entanto, está um pensamento encorajador: Qualquer um que se dedicar com sinceridade ao caminho da espiritualidade irá certamente atingir seu objetivo. Você não pode dizer o mesmo das ambições mais ordinárias. Nem todo mundo pode se tornar um grande pianista, não importa o quanto tente. Pois em cada campo existe pouco espaço no topo. Todo mundo, no entanto, pode clamar igualmente seu lugar como filho do Pai Celestial.

8) Quando sair, tente sentir…

… que tudo ao seu redor faz parte da sua consciência expandida.

Olhe para as folhas nas árvores e tente sentir seus movimentos. Imagine que Deus está expressando seus pensamentos e inspirações através daqueles movimentos.

Observe as folhagens balançarem com o vento. Imagine que a brisa é o sopro de Deus no mundo, inspirando todos os seres e lhes dando vida.

Ouça o canto dos pássaros. Sinta que Deus, através de sua música, está tentando te tocar com a sensação de contentamento divino.

Esteja atento para os raios de sol na sua pele. Pense que o calor que você sente vir do sol é a energia de Deus. Deixe que ele encha o seu corpo de força e vitalidade. Imagine que a energia divina, através dos raios de sol, fortalece as criaturas por toda a Terra.

9) Medite mais e mais profundamente, até que…

… calma e felicidade se tornem a sua natureza.

Ficar imóvel não é difícil. Pensar que é difícil é o que o separa disso. Nunca pense que a alegria divina está longe de você e ela estará sempre com você.

As citações foram tiradas do livro The Essence of Self Realization.

 

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