68/124 A REGENERAÇÃO E O TRIUNFO SÃO POSSÍVEIS PELO AMOR

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Inquiri, então, ao meu esclarecido mentor sobre a causa desses sofrimentos.

– “Estas regiões – disse-me ele – “são as que mais se avizinham da Terra e justamente sob o que determina o sagrado estatuto da compensação, porque essas atmosferas pestilentas refletem os sentimentos que lá predominam.
A inveja, a avareza, a ambição, o sensualismo, campeiam livremente.
Todos os seres, que aqui se amontoam, desvairadamente podem descer até os lugares onde anteriormente viveram apegados a tudo quanto constitui o substrato dos seus prazeres.
Não souberam vibrar com os ideais da alma e não quiseram abandonar as ilusões de seus dias terrenos.
Vivem com a sua própria angústia, acalentando desejos inqualificáveis.
Quanto ao possível perdão de Deus, não se justifica; assim como os insultos e blasfemos dos homens não o atingem, o Poder criador não se poderia pessoalizar para conceder beneplácitos.
A lei de Deus é sempre o Amor. Amor é a luz que envolve o universo, é o éter vivificador, é a afeição dos espíritos dedicados, é a alegria dos bons,é
a luta que aperfeiçoa.
A alma culpada pode, pela súplica, pelos desejos reiterados, reorganizar o seu mundo interior, equilibrá-lo para a obtenção de maior força aos novos propósitos de regeneração e aperfeiçoamento, captando assim, nesse Amor Universal, os elementos do seu triunfo na luta; mas a prece não afasta do caminho aquilo que ela própria buscou com seus pensamentos e atos”.

Maria João de Deus

Livro Cartas de uma Morta ­ Psicografia Chico Xavier

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69/124 O DESERTO DA EXPIAÇÃO REDENTORA

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A convite do meu solícito mentor, procurei colocar-me em relação direta com aquelas mentalidades que se debatiam nos sofrimentos.

Ah! Vi, então, o deserto em que se experimentam os que viveram, na Terra, para o seu gozo apenas… Os lagos de sangue em que se asfixiavam os antigos dominadores, responsáveis pela eclosão da mais horrorosas lutas fratricidas.
As lágrimas pungentes derramadas pelos traidores sensíveis. Ouvi o gemido de todos quantos haviam prevaricado, fugindo criminosamente ao cumprimento de seus deveres.
Senti que o pranto minava dos meus olhos e um mal-estar inexplicável atacou-me; todavia o meu companheiro espiritual arrancou-me dessa penosa impressão, convidando-me para uma rogativa, que elevamos sentidamente a todas as forças benéficas do Universo para que assistissem aquelas almas flageladas nos padecimentos a que tinham feito jus, derramando sobre elas os eflúvios da paz e da resignação, nas suas provas redentoras.

Maria João de Deus

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