Martin Luther King Jr

A escuridão não pode superar a escuridão;
Só uma luz pode fazer isso.
O ódio não superar o ódio;
Só o amor pode fazer isso ”

Martin Luther King Jr.
#MLK

Hoje celebramos o seu dia!
Parabéns pelo excelente exemplo a toda humanidade!

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Martin_Luther_King_Jr.

O Melhor Pedido de Natal

Petições de Natal

Senhor!…
Quando criança, Só surgia o Natal,
Eu te enfeitava o nome em flores de papel,
E te rogava em oração, Tomada de esperança,
Que me mandasses por Papai Noel,
Uma boneca diferente, Que caminhasse à minha frente,
Ou falasse em minha mão…

Noutro tempo, Senhor,
Jovem pisando alfombras cor-de-rosa,
De cada vez que ouvia, Anúncios de Natal,
Deslumbrada de sonho, eu te pedia,
Um castelo de amor e fantasia,
Para o meu ideal.

Depois… Mulher cansada, Quando via o Natal,
brilhando à porta, Minha pobre ansiedade quase morta,
Multiplicava preces, E suplicava que me desses,
Na velha angústia minha, A ilusão de ser amada,
Embora, ao fim da estrada, Fosse triste e sozinha.

Hoje, Senhor, Alma livre, no Além, onde o consolo me refaz,
Ante a luz do Natal, novamente acendida,
Agradeço-te, em paz, Contente e enternecida,
As surpresas da morte e as lágrimas da vida!…

E, se posso implorar-te algo à bondade,
Nunca me dês aquilo que eu mais queira,
Dá-me a tua vontade, E o dom da compreensão,
Entre a humildade verdadeira, E a serena alegria,
A fim de que eu te busque, dia-a-dia,
Mestre do coração!…

Autor: Maria Dolores
Do livro: À Luz da Oração
Médium: Francisco Cândido Xavier

124/124 UMA PALAVRA AOS SOFREDORES

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124/124

Páginas recebidas em 30.10.1936

Concluindo a segunda edição do nosso volume, dedicadas às orfãzinhas, meu filho desejaria que eu dirigisse uma palavra aos sofredores.

Mas não posso dizer-lhes mais do que já lhes disse no conjunto de minhas páginas despretensiosas e humildes. Contei a todos os que sofrem, com palavras simples, as minhas impressões de Além-Túmulo, tentando dirigir-me, em particular, a todos os sofredores, para os quais o vento do infortúnio é mais frio.

Muitos espíritos passaram, despreocupadamente, os olhos pelas páginas em que procurei gravar as emoções de minh’alma, não obstante as dificuldades insuperáveis para me fazer compreendida. Outros lamentaram a ausência de característicos científicos em meus comunicados, ansiosos do rigorismo das críticas minuciosas.

Estas cartas, todavia, não foram grafadas para as teorias científicas que florescem no século, à beira da estrada do Espiritismo evangélico. Consagrando o meu respeito e a minha veneração aos estudos dos sábios terrenos, eu não saberia corresponder aos seus desejos de conhecimento superior, dentro da minha insipiência individual.

Escrevi-a pensando nas mães sofredoras, cujo coração dilacerado não tem outra luz, no caminho escuro da Terra, que as esperanças e súplicas postas no Céu; vejo-lhes, daqui, as amargas dificuldades e os acerbos desgostos e sinto-lhes, comovida, a tortura dos aflitos, clamando pela misericórdia infinita de Jesus. Grafei-as ponderando as expectativas ansiosas dos homens desolados que as dores cercam e humilham, nos carreiros aspérrimos do dever e das obrigações mais penosas.

Sim!… A falange onde me encontro para executar as mais santas determinações espirituais, sabe de muitas misérias ocultas e de muitas lágrimas desconhecidas… Nem sempre os grandes infortúnios se circunscrevem às casas públicas do sofrimento. Sob as sedas faustosas e sob o som de músicas festivas, buscamos cicatrizar as úlceras cancerosas e paralisar os soluços em muitos corações que se purificam na Terra.

Não desdenhemos as atividades preciosas dos espíritos insatisfeitos que alargam atualmente os horizontes científicos do século, com o concurso do Além-Túmulo. Mas consideramos a expansão evangélica e moralizadora do Espiritismo como seu objetivo primordial.

A Europa, desde os fins do século passado, não se encontra repleta de fenômenos supranormais, servida pelas constituições medianímicas mais poderosas? Grandes mestres não têm oferecido ao continente inteiro o fruto de seus exames e de pesquisas, no caminho largo das ciências terrestres?

Entretanto, há muitos anos sucessivos, a confusão ali se estabeleceu nas almas, envenenando as fontes culturais do Velho Mundo.

Nos terríveis enganos políticos da Igreja católica romana, a Europa inteira se prepara, aguardando inquieta, a guerra cruel dos extremismos.

Entre a ciência humana e a sabedoria espiritual sempre existiu considerável distância. A primeira é filha do labor inquieto e transitório dos homens. A segunda é filha das grandes e abençoadas revelações das almas.

Na primeira sobram as dúvidas amargosas e as hipóteses falíveis. Na segunda vibram as grandes e eternas esperanças do coração do iluminado ideal da vida superior.

Dentro das ciências terrestres prevaleceram, em todos os tempos, as descrenças inquietantes e angustiosas; os trabalhos dissolventes de crítica dos campos adversos sempre objetivaram a destruição de patrimônios sagrados do ser.

Ainda agora, muitos jornalistas e estudiosos eminentes, às vezes falando de Crookes e de Lombroso procuram desmerecê-los, acusando-os como possuídos de declínio de compreensão, no trato com os fenômenos espíritas. E, nesse movimento de acusações, perde-se um tempo precioso, a par de muitas energias que poderiam se empregar na construção do edifício
da felicidade humana.

Fenômenos? O homem nunca encontrará outro maior que a vida de Jesus, localizada na História. Mensagens elucidativas? Poderia haver alguma maior que a da palavra permanente do seu Evangelho?

É para vós, os espíritos sofredores da Terra, que o Espiritismo trouxe uma aleluia de esperanças e glorificações. Heróis obscuros e ignorados do mundo; alguém sabe dos vossos sacrifícios, de vossas renúncias e dedicações que o planeta terreno não pode conhecer!…

Chorai vossas lágrimas remissoras de olhos postos no Céu, onde se guardam todos os vossos prantos e onde são conhecidas todas as vossas preces e aspirações.

Aprendei nas experiências penosas da Terra a soletrar o abecedário do amor, da piedade e da resignação, porque se viveis a dolorosa angústia das almas infortunadas e incompreendidas no mundo, há no Céu quem vos estenda as suas mãos carinhosas e compassivas.

Trabalhai, sofrei e confiai na misericórdia divina, pois não foram pronunciadas para os espíritos satisfeitos e felizes aquelas divinas palavras:

“Bem aventurados os aflitos na Terra, pois que a eles pertencem as alegrias do Céu”.

Maria João de Deus

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Agradecemos todos que nos acompanharam nessa leitura!

AMAI-VOS E INSTRUI-VOS

123/124 AS CORRENTES MIGRATÓRIAS

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Os nossos Mestres nos falaram das grandes correntes migratórias que modificam as civilizações, asseverando que o mundo atual se encontra à beira desses movimentos inevitáveis. Compreendemos, então, que todos os progressos da civilização terrestre dependem da economia, sobre cuja base repousa todo o edifício da organização social.

Soubemos assim que, em tempos remotíssimos, quando o planeta se encontrava em véspera de inaugurar nova posição progressiva, ocorreu o deslocamento das raças arianas que invadiram os territórios europeus. O congestionamento de certos países, o problema da economia regulamentada, a necessidade de expansão que muitas nacionalidades experimentam nos tempos modernos constituem uma determinação desesperada dessas corrente migratórias, cuja passagem é assinalada por guerras destruidoras, ensaiando novas soluções para as magnas questões da vida coletiva.

Afirmam, portanto, os nossos guias que apenas começamos a presenciar os grandes acontecimentos que, fatalmente, terão de ocorrer nos anos vindouros. As raças amarelas e determinados núcleos da civilização ocidental requerem expansão e nova fonte econômica para a solução dos problemas que os assoberbam; e, nesses dolorosos movimentos, mas necessários, a humanidade se depura, aperfeiçoando-se cada vez mais para o seu glorioso futuro espiritual. Reconhecendo-se embora tudo isso, para as almas dotadas de pouca experiência, com respeito a esses enigmas dos povos, os quadros isolados, como nos é dado conhecer, são profundamente angustiosos.

Mas a dor, a dor soberana que aí na Terra dobra toda a cerviz e subjuga todas as frontes, essa está igualmente aqui conosco, na aquisição de ensinamentos, exercendo a sua função de remodelar e de aperfeiçoar toda a glória suprema da vida.

Todavia, Senhor, vós que sois a grandeza e a misericórdia suprema do Universo, estendei as vossas mãos magnânimas para a Terra, mansão de sombras e de provações, onde irmãos nossos se entregam ao mais proveitoso dos aprendizados.

Dá-lhes fortaleza de ânimo e resignação nos embates contra a adversidade dolorosa, alçando os seus olhos para os vossos impérios resplandecentes, onde compreendemos as luminosas afirmações da Vida Espiritual.

Protegei-me a todos, Senhor, integrando as suas consciências no caminho retilíneo da salvação e os seus entendimentos na compreensão profunda das vossas leis. Que a Terra conheça a nova era do amor e da fraternidade espiritual.

Maria João de Deus

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122/124 UM NOVO CICLO ESVOLUTIVO

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Interpelamos os Mestres que nos dirigem sobre os quadros dolorosos a que vimos assistindo, com infinita mágoa, em virtude das derradeiras lutas fratricidas que se vêm desenrolando na superfície do planeta. E os nossos venerandos mentores espirituais sempre nos elucidam, explicando que a Terra se acha em vias de conhecer um novo ciclo evolutivo.

Explicam-nos, então, que esses movimentos objetivam não só o cumprimento exato das provações individuais e coletivas dos homens e dos povos, como também representam um trabalho de drenagem sobre as multidões humanas, selecionando as almas então encarnadas nesse mundo.

Maria João de Deus

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121/124 A TAREFA DA SALVAÇÃO

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Temos aqui instrumentos semelhantes a barcos salvadores, onde alguns espíritos conseguem se transportar para o nosso meio, para se entregarem a tratamento e a repouso que lhes são necessários, porém, as condições psíquicas dessas almas são muito lamentáveis. Demasiado comovedores são os gritos maternos, as preces fervorosas e angustiadas que temos ouvido, filhas do gemer opresso de mãos infelizes. A todos buscamoso ferecer o concurso de nossa assistência, todavia é difícil lograrmos um
resultado imediato e efetivo.

Não obstante a incompreensão, com a qual somos geralmente recebidos, ainda conseguimos evitar muitos males e afastar muitos infortúnios, dentro das possibilidades de nossa influência indireta.

Maria João de Deus

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120/124 ESPÍRITOS ALUCINADOS

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Dolorosos são os espetáculos que vimos presenciando porque essas almas perturbadas e sofredoras estão constituindo uma turba imensa de alucinados e de loucos. Muitos dos nossos companheiros corajosamente atravessam o abismo (em certas ocasiões esses movimentos oferecem perigos para os espíritos inexperientes de minha esfera, perigos esses de natureza fluídica, condizentes portanto, com os elementos de nossa matéria e organização) mas são frustrados os seus esforços no sentido de consolar essas criaturas amotinadas.

Figurai alguém sob o império de um sofrimento indescritível; a dor lhe impressiona de tal maneira, desorganizando-lhe a faculdade sensorial, que semelhante criatura é incapaz de ouvir o consolo fraterno ou a amiga exortação.

É talvez devido a esse estado de extrema perturbação que as almas aflitas, em cujo socorro estamos ocupados, não nos ouvem, entregando-se às mais dolorosas imprecações. Súplicas, brados angustiosos, soluços, gemidos, repercutem junto de nós e temos procurado, no refúgio da prece a Deus, os recursos necessários para essas coletividades espirituais, egressa do planeta nestes últimos dias. São muito raras as individualidades que conseguem ouvir o nosso chamado ou aprender as nossas observações.

Maria João de Deus

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119/124 NO LIMIAR DOS GRANDES ACONTECIMENTOS

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No local onde nos encontramos, muito profundo e crescente é o nosso interesse pelos estudos, os quais vão sendo aperfeiçoados por nós, ao preço de iniciativas nem sempre facilmente conquistadas.

Como já tive ocasião de observar, as minhas atividades se desenvolvem em torno de um grande número de entidades que apenas se dedicam aos problemas de socorro espiritual a todas as almas que sofrem e se redimem na Terra, no cadinho das renúncias e dos grandes sacrifícios.

Ultimamente, estivemos reunidos em extraordinários movimentos, junto à ponte a que já me referi, e que atravessa a distância incomensurável que separa o vosso orbe da primeira esfera que lhe é concêntrica. São inúmeros os espíritos que se debatem do lado oposto àquele em que nos encontramos, esforçando-se para realizarem a difícil travessia.

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117/124 A EVOLUÇÃO MARCIANA

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Assegurou-me, ainda, o desvelado mentor espiritual, que a humanidade de Marte evoluiu mais rapidamente que a da Terra e que desde os pródromos da formação dos seus núcleos sociais, nunca precisou destruir para viver, longe das concepções dos homens terrenos cuja vida não prossegue sem a morte e cujos estômagos estão sempre cheiros de vísceras e de virtualhas de outros seres da criação.

O dia ali é igual ao da Terra, pois conta 24 horas e quase 40 minutos, mas os anos constam de 668 dias, tornando as estações mais demoradas, sem transformações bruscas de ordem climática que tanto prejudicam a saúde humana.

Disse-me, ainda, o mestre desvelado, que os marcianos já descobriram grande parte dos segredos das forças ocultas da natureza. Conhecem os profundos enigmas da eletricidade, sabendo utilizá-la com maestria. Nas questões astronômicas, são eminentemente mais adiantados do que seus companheiros da Terra, compreendendo todos os fenômenos e a maior parte dos mistérios da natureza do vosso planeta. Vi lá formidáveis aparelhos fotoelétricos que registram, com precisão matemática, a quase totalidade das expressões fenomênicas dos mundos que estão mais próximos desse orbe maravilhoso. Em vez do satélite, que ilumina as vossas noites, observei que Marte é servido por dois. Duas luas que parecem gravitar uma em torno da outra, porém menores, muito menores que a vossa.

Maria João de Deus

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116/124 A PAISAGEM DE MARTE

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Vi-me à frente de um lago maravilhoso, junto de uma cidade, formada de edificações profundamente análoga à da Terra. Apenas a vegetação era ligeiramente avermelhada, mas as flores e os frutos particularizavam-se pela variedade de cores e de perfumes.

Percebi, perfeitamente, a existência de uma atmosfera parecida com a da Terra, mas o ar, na sua composição, afigurava-se muitíssimo mais leve. Assegurou-me, então o mestre, que me acompanhava, que a densidade em Marte é sobremaneira mais leve, tornando-se a atmosfera muito rarefeita.

Vi homens mais ou menos semelhantes aos nossos irmãos terrícolas, mas os seus organismos possuíam diferenças apreciáveis. Além dos braços, tinham ao longo das espáduas ligeiras, ligeiras protuberâncias à guiza de asas que lhes prodigalizavam interessantes faculdades volitivas. Percebi que a vida da humanidade marciana é mais aérea. Poderosas máquinas, muitíssimo curiosas na sua estrutura, cruzavam os ares, em todas as direções. Vi oceanos, apesar da água se me afigurar menos densa e esses mares muito pouco profundos. Há ali um sistema de canalizações, mas não por obras de engenharia dos seus habitantes, e sim por uma determinação natural da topografia do planeta que põe em comunicação contínua todos os mares.

Não vi montanhas, sendo notáveis as planícies imensas, onde os felizes habitantes desse orbe desempenham as suas atividades consuetudinárias. As águas são muito mais raras. As chuvas quase que se não verificam, mostrando-se o céu geralmente sem nuvens. Afirmou-me o protetor que grande parte das águas desse planeta desapareceram nas infiltrações do solo, combinando-se com elementos químicos das rochas, excluindo-se da circulação ordinária do orbe.

Maria João de Deus

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