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Meditação Vipassana:

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A atenção plena (Mindfulness) seria boa para você. Se não fosse tão egoísta.

Por Thomas Joiner

25 de agosto de 2017 às 10:00 da tarde

Podemos viver em uma cultura de distração, mas a atenção plena captou nossa atenção.

Livros sobre a prática são numerosos, incluindo guias para ” Gravidez consciente “, ” Parenting Mindful “, ” Política Consciente “, ” Dieta consciente” e ” Mindfulness para professores “. Empresas , equipes esportivas , até mesmo os departamentos militares e de polícia fornecem treinamento atento para seus funcionários. Um monte de podcasts oferece dicas para viver uma vida consciente, meditação guiada e entrevistas com evangelistas conscientes . Outro sinal seguro de saturação cultural: você pode pedir “um hambúrguer mais consciente”, no Epic Burger em Chicago ou um “Chapéu de camionista da Mindful Supply Co.

Fiquei consternado quando a atenção mental começou a invadir meu campo: a psicologia e, especificamente, o tratamento do comportamento suicida. A proposta de um colega de psiquiatra para um livro sobre transtorno bipolar levou um revisor da pré-publicação a solicitar “menos lítio, mais atenção plena” – embora menos lítio possa levar a mais morte por suicídio em pacientes com transtorno bipolar.

Claro, estamos intrigados por intervenções que mostram promessas sobre o tratamento padrão, especialmente para os casos mais difíceis. Mas queria saber se a atenção plena tinha mérito. Então, logo me encontrei imerso na literatura e na prática – sapatos sentados – em um círculo, focado na frieza da minha respiração quando ele atingiu a parte de trás da garganta.

 O que podemos chamar de atenção plena autêntica, achei, é uma nobre e potencialmente útil. Mas a verdadeira atenção está sendo usurpada por um impostor, e o impostor é alto e forte o suficiente para que ele tenha substituído o original na compreensão de muitas pessoas sobre o que é mindfulness. Esta versão ersatz fornece um veículo para o solipsismo e uma desculpa para auto-indulgência. Ele trombeta suas próprias glórias, prometendo a saúde e a pureza espiritual com a moda lançada para a barganha. E, contudo, não compreende a natureza humana, enquanto não contém nenhuma da nobreza, humildade ou utilidade do verdadeiro original. Até mesmo a pesquisa mais bem planejada, mais robusta sobre atenção plena, foi superada.Embora existam várias definições de atenção plena, levável a partir de alguns dos praticantes mais respeitados, é a consciência sem julgamento da riqueza, sutileza e variedade do momento presente – todo o momento presente, não apenas o eu. Mindfulness não é o mesmo que a meditação, embora as atividades meditativas e os exercícios sejam freqüentemente implantados em seu cultivo. Nem é o esvaziamento da mente; Longe disso, como a ênfase é na plena consciência. E não se trata de saborear o momento, o que exigiria uma posição positiva. A verdadeira atenção reconhece todos os instantes da existência, mesmo aqueles de grande miséria, como abundantes e diversos. Ele encoraja os adeptos a serem desapaixonados e sem julgamentos sobre todos os pensamentos, incluindo aqueles como, “Eu sou irremediavelmente defeituoso”. Mindfulness quer que nós paremos, reflitam e obtenhamos distância e perspectiva.

A atenção plena autêntica também é humilde no sentido de que ela coloca o eu em seu próprio e minúsculo lugar dentro da infinitude de cada momento. A pessoa consciente está em sintonia com o miasma da sensação que não tem nada a ver com a própria subjetividade, mas sim diz respeito às características do momento presente que circunda a própria mente, em seus detalhes minuciosos e sua vastidão também. E, além da sintonização com essa sensação externa de sensação, também é e simultaneamente atento ao conteúdo da própria mente.

Aceitar os pensamentos de alguém como simples pensamentos é muito diferente de tesourar os pensamentos de alguém; Pode-se também estimar o suor ou a saliva. Isto é sobre reconhecer que cada pensamento é inconsequente e, portanto, não vale a pena ficar deprimido ou ansioso. Visitar os produtos do momento a momento da mente como de uma posição semelhante a motas flutuantes de poeira – uma miríade, efêmera, individualmente insignificante – é admirável e requer humildade genuína.

Mas a consciência tornou-se perniciosa, diluída e distorcida pelo narcisismo prevalecente de nosso tempo. O problema tem um pouco menos a ver com a forma como é praticado e mais a fazer com a forma como é promovido. As pessoas não estão necessariamente aprendendo técnicas de respiração ruins. Mas, em muitos casos, estão contando com essas técnicas de respiração para oferecer benefícios quase mágicos. E, ao mesmo tempo, são tediosamente, sem julgamento e nos casos mais extremos, monstruosamente focados inteiramente em si mesmos. Isso é problemático para a prática de saúde mental e para a nossa cultura maior.

A atenção plena autêntica sempre foi suscetível a essa distorção devido ao encorajamento de um olhar interior. Em um retiro de atenção que participei em 2013, o líder do workshop nos exortou a lembrar o abnegão da atenção plena genuína e a não “fetichizá-lo” como uma solução cultista para o auto-aprimoramento ou para as pequenas agressões do afluente. E, no entanto, nós gastamos 90% desse retiro focado em nossas próprias sensações – as mudanças musculares minuciosas à medida que nos envolvemos em uma “caminhada consciente”, a tensão apontar nos nossos músculos e articulações durante o “alongamento consciente”.

É fácil ver como essa ênfase pode ser mal interpretada. Com moderação, o auto-exame pode levar a uma percepção razoável e não observada das tendências emocionais, padrões de pensamento, impacto sobre os outros e pontos cegos. Mas incentivar um olhar interior entre criaturas incrivelmente interessadas é cortar o excesso.

A versão moderna do mindfulness tende a ser descrita em termos do que ele pode fazer para nós como indivíduos. Por exemplo, um artigo recente no site da revista Mindful descreveu “Como a atenção plena lhe dá uma vantagem no trabalho”. Da mesma forma, o livro “Mindfulness de 10 Minutos” promete: “Quando você está realmente experimentando o momento, ao invés de analisá-lo ou se perder em pensamentos negativos, você desfruta de uma ampla gama de benefícios físicos, emocionais e psicológicos que realmente mudam a vida. ”

Ou considere esta linguagem promocional para um workshop neste verão, co-patrocinado pelo Centro de Pesquisa de Consciência Consciente da UCLA: “Os praticantes relatam uma conexão mais profunda com eles próprios, mais auto-compaixão e maiores idéias sobre suas vidas”. A ênfase é sobre o indivíduo – conexão para si, auto-compaixão, insights sobre suas vidas.

Na verdade, a auto-compaixão e o autocuidado estão interligados com o conceito popular de atenção plena. A noção parece ser que não é egoísta tender e até mesmo priorizar as próprias necessidades de cuidados e compreensão. Afinal, esta linha de pensamento é válida, como pode estar disponível para os outros, a menos que um esteja totalmente presente, e como um pode estar plenamente presente, a menos que as próprias necessidades sejam atendidas? O raciocínio aqui contém uma espécie de lógica trickle-down.

Claro, o autocuidado no sentido de dormir e nutrição adequados é eminentemente sensível. Mas parece que os fãs mais ardentes da auto-compaixão se concentram em coisas como férias relaxantes, massagens restauradoras e rejuvenescimento dos regimes de cuidados com a pele. Essa preocupação dá a impressão de que a “auto-compaixão” é um código e uma racionalização, para fazer coisas que as pessoas já acham agradável. Não há nada de errado em atividades agradáveis, mas essas já têm um nome: “atividades agradáveis”.

Chamar-lhes o autocuidado acrescenta um pouco de significado e obscuramente obscurece que tais atividades não são essenciais para a sobrevivência ou a saúde ou o cuidado com os outros – e que podem ser perdidas no serviço do sacrifício e da honra. O que realmente sabemos sobre o que a atenção pode fazer por nós? “10-Minute Mindfulness” menciona vantagens, incluindo níveis reduzidos de estresse, ansiedade e pensamento excessivo, além de memória melhorada, concentração e sono.

E há algum apoio científico suave para esses benefícios. Os títulos anunciam regularmente novas descobertas inovadoras. Apenas nas últimas semanas, ouvimos que “a intervenção baseada na atenção mental melhora significativamente o parentalismo”, “As terapias mente-corpo reduzem imediatamente a dor incontrolável em pacientes hospitalares” e “Atenção mental pode baixar os níveis de açúcar no sangue”.

É verdade que numerosos estudos parecem apoiar os benefícios da atenção plena para uma variedade de problemas de vida. No entanto, as manchetes tendem a dominar o que os estudos mostram. E os efeitos da atenção plena parecem desaparecer sob o escrutínio de experiências rigorosas e rigorosamente controladas.

Dê uma olhada nesse estudo de pais, um exemplo bastante típico de pesquisa de atenção plena. O estudo, publicado pelo Journal of Addiction Medicine, não analisou os aspectos parentais em geral. Sua população-alvo era mães matriculadas no tratamento do vício de opióides que começaram com um baixo nível de habilidades parentais. Esse é certamente um foco valioso, embora mais estreito do que um poderia ter assumido com base no título. A intervenção foi um pouco mishmash. Ele envolveu temas de atenção plena, como atenção e aceitação sem julgamento, juntamente com meditação e atividades como “a criação de um jarro de brilho para resolver a mente”.

As mães também receberam comentários sobre como eles interagiram com seus bebês, e eles aprenderam sobre o impacto do trauma na parentalidade. Então, qual foi o ingrediente ativo que contribuiu para as melhorias observadas no comportamento dos pais? É impossível dizer. E porque não havia grupo de controle, não sabemos se o progresso de seu tratamento de dependência ou aparecimento com seus filhos em um centro de tratamento por duas horas por semana durante 12 semanas foi o que fez a diferença.

O estudo da dor foi mais rigoroso. Os pacientes que relatavam dor ingerível foram distribuídos aleatoriamente em uma das três intervenções de 15 minutos: treinamento de atenção especial focado na aceitação da dor; Hipnose focada em mudar a sensação de dor através da imagem; Ou uma sessão de educação para enfrentar a dor. Os autores do estudo enquadraram suas pesquisas no contexto da crise dos opióides, mas suas descobertas não sugerem que a atenção plena desempenhe muito papel na sua resolução.

Apenas cerca de um quarto dos pacientes do grupo mindfulness relataram uma diminuição da dor substancialmente suficiente para ser considerada de importância clínica mesmo moderada. E o grupo de atenção plena não exibiu nenhuma diminuição significativa na necessidade percebida de medicação opiácea. Aqui, como na grande maioria da pesquisa de atenção consciente bem controlada, uma intervenção relacionada à atenção plena não conseguiu superar – de fato, ligeiramente inferior ao desempenho – um tratamento de comparação ativo (hipnose) e excedeu apenas um grupo de comparação muito inerte (educação).

No entanto, estudos como este são sustentados pelos entusiastas da atenção plena como prova positiva de seu poder especial.

Dada minha própria área de especialidade, fiquei particularmente intrigada com o trabalho do psicólogo britânico Mark Williams e seus colegas, que sugeriram que as intervenções de atenção plena possam ser úteis para prevenir e tratar a depressão. Infelizmente, o seu impressionante estudo de 2014, que incluiu uma amostra grande e representativa de adultos, não apoiava de modo especial uma abordagem relacionada à atenção plena.

A terapia cognitiva baseada na atenção – com meditação e sem – não conseguiu superar o tratamento como de costume (com medicação antidepressiva previamente prescrita) na prevenção da recorrência do transtorno depressivo maior. Mais especificamente, cerca de metade daqueles no estudo experimentaram uma recorrência de depressão, independentemente de serem aleatoriamente designados para o antidepressivo mais atenção plena ao grupo de meditação, o antidepressivo mais atenção plena sem grupo de meditação ou grupo de antidepressivos. (Ao levar alguém com transtorno depressivo maior a medicação pode fazer com que sua depressão venha rugindo de volta, como aconteceu com David Foster Wallace, estudar terapia de atenção plena sem medicação nessa população não é uma opção éticamente responsável.)

Não quero dizer que devemos descartar completamente o potencial da atenção plena. Alguns estudos respeitáveis ​​mostraram que o treinamento de atenção mental pode reduzir a erradicação da mente e melhorar o funcionamento cognitivo, conforme medido através dos escores do GRE. Eles descobriram que a atenção mental mitiga o viés do custo irrecuperável – quando resistimos ao abandono de um esforço e ao corte de nossas perdas. Mas quando muitos dos supostos efeitos da atenção plena desaparecem nas mãos de equipes altamente credenciadas publicando estudos bem desenhados nas melhores revistas, devemos estar cientes dos benefícios promulgados pelas pessoas e nas lojas que não são tão cientificamente rigorosas. Vale a pena notar, também, que algumas pesquisas sugerem que a atenção plena pode voltar para trás.

Por exemplo, um estudo comparou um grupo de participantes que se envolveram brevemente na meditação consciente com um grupo que não o fez. Todos os participantes foram convidados a memorizar uma lista de 15 palavras; Todas as palavras envolvem o conceito de lixo (por exemplo, “lixo”, “lixo”, “lixo”, etc.). Um ponto chave é que a lista não contém a palavra “lixo”. Cerca de 40 por cento dos membros do grupo de atenção plena recordaram falsamente ver a palavra “lixo”, em comparação com cerca de 20 por cento dos participantes do controle (que foram aconselhados a pensar o que quisessem). Ironicamente, ser consciente significava perder a consciência dos detalhes.

A atenção plena, como popularmente promovida e praticada, pode ser uma distração. Ele pretende recorrer às antigas tradições como um antídoto para a vida moderna. No entanto, exacerba a tendência moderna para o olhar do umbigo, enquanto pedimos que resistamos a aspectos úteis da nossa natureza.

Julgamentos instantâneos e performances “insensíveis” mas soberbas são dois desses elementos de nossa doação evolutiva. Nosso sistema nervoso – talvez a conquista da natureza – evoluiu para discernir a figura do chão, discriminar, julgar, muitas vezes em uma base quase reflexiva. E quando estamos totalmente absorvidos em uma atividade, em um estado de fluxo, pode ser adaptável para perder a autoconsciência. Uma maneira segura de jogar os jogadores de elite fora de seu jogo é pedir-lhes para pensar em voz alta como eles colocam.

Curiosamente, em contraste com muitos dos lábios hiperbólicos acumulados na atenção plena, há evidências convincentes de que a repetição de algumas atividades, como a caminhada aeróbica, mesmo que seja feita de forma irrepreensível, promova a saúde. Apenas uma curta caminhada – três vezes por semana durante 40 ou mais minutos de cada vez – até mesmo mostrou aumentar o volume de cérebros das pessoas o suficiente para reverter as perdas relacionadas à idade em quase dois anos.

Então, ao invés de ler livros sobre atenção plena ou assistir a retiros ou pedir um burger consciente, você pode querer dar uma volta.

Fonte: https://www.washingtonpost.com/outlook/mindfulness-would-be-good-for-you-if-it-werent-all-just-hype/2017/08/24/b97d0220-76e2-11e7-9eac-d56bd5568db8_story.html?utm_term=.393c5e6b703a

 

Era um vez um rei muito rico…

Era uma vez um rei muito rico.

Tinha tudo, dinheiro, poder, conforto, centenas de súditos.

Mas, ainda assim não era feliz.
Um dia, cruzou com um de seus criados, que assobiava alegremente enquanto esfregava o chão com uma vassoura.
O rei ficou intrigado.
Como ele, um soberano supremo do reino, poderia andar tão cabisbaixo enquanto um humilde servente parecia desfrutar de tanto prazer?

– “Por que você está tão feliz?”, perguntou o rei.

– “Majestade, sou apenas um serviçal. Não necessito muito. Tenho um teto para abrigar minha família e uma comida quente para aquecer nossas barrigas”.

O rei não conseguia entender. Chamou então o conselheiro do reino, a pessoa em que mais confiava.

– “Majestade, creio que o servente não faça parte do Clube 99.

– “Clube 99? Mas, o que é isso?”

– “Majestade, para compreender o que é o Clube 99, ordene que seja deixado um saco com 99 moedas de ouro na porta da casa do servente”.

E assim foi feito.

Quando o pobre criado encontrou o saco de moedas na sua porta, ficou radiante. Não podia acreditar em tamanha sorte. Nem em sonhos tinha visto tanto dinheiro.
Esparramou as moedas na mesa e começou a contá-las.
-“…96, 97, 98… 99.”
Achou estranho ter 99. Achou que talvez tivessem derrubado uma.
Provavelmente eram 100. Mas, por mais que procurasse, não encontrou nada. Eram 99 mesmo.

De repente, por algum motivo, aquela moeda que faltava ganhou uma súbita importância.

Com apenas mais uma moeda de ouro, uma só, ele completaria 100. Um número de 3 dígitos! Uma fortuna de verdade.
Ficou então obcecado por completar seu recente patrimônio com a moeda que faltava.

Decidiu que faria o que fosse preciso para conseguir mais uma moeda
de ouro. Trabalharia dia e noite. Afinal, estava muito perto de ter uma fortuna de 100 moedas de ouro.
Ele seria um homem rico, com 100 moedas de ouro.

E, daquele dia em diante, a vida do servente mudou.
Passava o tempo todo pensando em como ganhar uma moeda de ouro.
Estava sempre cansado e resmungando pelos cantos. Tinha pouca paciência com a família que não entendia o que era preciso para conseguir a centésima moeda de ouro.
Parou de assoviar enquanto varria o chão.
O rei, percebendo essa mudança súbita de comportamento, chamou seu conselheiro.

– “Majestade, agora o servente faz, oficialmente, parte do Clube 99.
E continuou:
– “O Clube 99 é formado por pessoas que têm o suficiente para serem felizes, mas mesmo assim não estão satisfeitas”.

“Estão constantemente correndo atrás dessa moeda que lhes falta. Vivem repetindo que se tiverem apenas essa última e pequena coisa que lhes falta, aí sim poderão ser felizes de verdade”.

“Majestade, na realidade é preciso muito pouco para ser feliz. Porém, no momento em que ganhamos algo maior ou melhor, imediatamente surge a sensação de que poderíamos ter mais”.

“Passamos a acreditar que, com um pouco mais, haveria de fato, uma grande mudança. E ficamos em busca de um pouco mais. Só um pouco mais”.

“Perdemos o sono, nossa alegria, nossa paz e machucamos as pessoas que estão a nossa volta”.

“O pouco mais, sempre vira… um pouco mais”.
“Esse pouco mais é o preço do nosso desejo.”
E concluiu:

– “Isso, majestade… é o Clube dos 99.

FÁBULA ÁRABE.

Fulgas do Ego

“O Ser real é constituído de corpo, mente e espírito. Dessa forma, uma abordagem psicológica para ser verdadeiramente eficaz deve ter uma visão holística do ser, tratando de seu corpo (físico e periespirítico), de sua mente (consciente, inconsciente e subconsciente) e de seu espírito imortal que traz consigo uma bagagem de experiências anteriores à presente existência e está caminhando para a perfeição Divina.” Joanna de Ângelis
Diz Joanna de Angelis, na obra “O Ser Consciente”, psicografada por Divaldo Franco:
“Característica iniludível de imaturidade psicológica do indivíduo é a sua preocupação em projetar o próprio ego. (…) As diversas enfermidades e as variadas frustrações, que se radicam no ego, têm, porém, uma historiografia muito larga, transcendendo a existência atual, remontando ao passado espiritual do ser.”
“Não conhecendo a gênese das mesmas, o indivíduo centraliza, nas necessidades de afirmação da personalidade, os seus anseios, derrapando nas valas da projeção indébita do ego.(…) Patologicamente sente-se inferiorizado, e oculta o drama interior partindo para o exibicionismo, como mecanismo de fuga, sustentando-se em falsos pedestais que desmoronam e produzem danos psicológicos irreparáveis.”
“A criatura que não se conhece, atende ao ego, buscando tornar-se o centro das atenções mediante tricas e malquerenças, que estabelece com rara habilidade, ou envolvendo-se nos mantos que a tornam vítima, para, desse modo, inspirar simpatia, colimando o objetivo de ser admirada, tida em alta conta. Toda preocupação que se fixa, conduzindo à autopromoção, constitui sinal de alarme, denunciando manifestação dominadora do ego em desequilíbrio, que logo gerará problemas.”
“A conscientização da transitoriedade da existência física conduz o ser ao cooperativismo e à natural humildade, tendo em vista as realizações que devem permanecer após o seu desaparecimento orgânico. Por outro lado, o autodescobrimento amadurece o ser, facultando-lhe compreender a necessidade da discrição que induz ao crescimento interior, à plenitude.”
“Toda vez que alguém se promove, chama a atenção, mas não se realiza. Pelo contrário, agrada o ego e fica inquieto observando os competidores eventuais, pois que, em todas as pessoas que se destacam vê inimigos, face ao próprio desequilíbrio, assim engendrando novas técnicas para não ficar em segundo plano, não passar ao esquecimento.”
(…) “Quando escasseiam os estímulos para esse cometimento do eu, sem crescimento interior, que não recebe compensação externa mediante o reconhecimento nem a projeção da imagem, o ego sobressai e fixa-se em mecanismos perturbadores a fim de lograr atenção, desembaraçando-se, dessa forma, do conflito de inferioridade, da sensação de incompletude. Tivesse maturidade psicológica e recorreria a outros construtores gigantes da alma, como o amor, o esforço pessoal, a conscientização, a solidariedade, a filantropia, desenvolvendo as possibilidades de enriquecimento interior capazes de plenificação.”
“Acostumados às respostas imediatas, o ego infantil deseja os jogos do prazer a qualquer preço, mesmo sabendo que logo terminam deixando frustração, amargura e novos anelos para fruir outros. A fim de consegui-lo e por não saber dirigir as aspirações, asfixia-se nos conflitos perturbadores e atira-se ao desespero. Quando assim não ocorre, volta-se para o mundo interior e reprime os sentimentos, fechando-se no estreito quadro de depressão.”
“(…) Jesus, na condição de excepcional Psicoterapeuta, recomendava a vigilância antes da oração, como forma de auto-encontro, para depois ensejar-se a entrega a Deus sem preocupação outra alguma. A Sua proposta é atual, porquanto o inimigo do homem está nele, que vem herdando de si mesmo através dos tempos, na esteira das reencarnações pelas quais tem transitado. Trata-se do seu ego, dissimulador hábil que conspira contra as forças da libertação.”
“Não podendo fugir de si mesmo nem dos fatores arquetípicos coletivos, o ser debate-se entre o passado de sombras – ignorância, acomodação, automatismos dos instintos – e o futuro de luz – plenitude através de esforço tenaz, amor e auto-realização – recorrendo aos dias presentes, conturbados pelas heranças e as aspirações. No entanto, atraído pela razão à sua fatalidade biológica – a morte, transformação do soma – histórica – a felicidade – e espiritual – a liberdade plena – vê o desmoronar dos seus anseios e reconstrói os edifícios da esperança, avançando sem cessar e conquistando, palmo a palmo, a terra de ninguém, onde se expressam as próprias emoções conturbadas. Essa necessidade de valorização egóica pode ser transformada em realização do seu mediante o contributo dos estímulos.”
“(…) O ego que sente necessidade de valorização, sem o contributo do Self em consonância, utiliza-se dos estímulos negativos e agressivos para compensar-se, sejam quais forem os resultados. (…) Quando o Self assoma e governa o ser, os estímulos são sempre positivos, mesmo que tenham origem negativa ou agressiva, porque exteriorizam o bem-estar que lhes é próprio.”
Fonte: https://psicologiaespirita.blogspot.com.br/2010/04/fugas-do-ego.html

“Médico japonês que atendeu até os 105 anos compartilha 12 de seus princípios para uma vida longa” Médico japonês que atendeu até os 105 anos compartilha 12 de seus princípios para uma vida longa

Para um médico especialista em longevidade, nenhuma apresentação de suas capacidades profissionais pode ser melhor do que sua própria vida – e esse é somente um dos atributos que classificam o médico japonês Shigeaki Hinohara como o mestre e a grande inspiração que foi.

Falecido recentemente aos 105 anos e ainda trabalhando, tendo vivido sua longa vida com saúde mental e física impecáveis, Dr. Shigeaki deixou não só sua história de intensa dedicação a medicina e a cuidados mais humanos com seus pacientes, como algumas dicas concretas para vivermos uma vida boa e longeva como parte de seu legado.

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Nascido em 1911, Hinohara se tornou um dos médicos a dedicar mais tempo à saúde e à felicidade de seus pacientes no mundo. E o termo “felicidade” aqui não é usado por acaso: o médico foi um pioneiro no trato mais pessoal e individual dos pacientes e, mesmo depois de sua morte, segue como inspiração para melhorarmos a qualidade de nossas vidas.

Não há dúvidas: de vida, Dr. Shigeaki entendia – e por isso, vale lembrar aqui suas 12 mais importantes dicas, retiradas de uma entrevista que o médico deu aos 97 anos.

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1. Coma direito

“Todo mundo que vive uma longa vida, independentemente de nacionalidade, raça ou gênero, dividem uma coisa em comum: ninguém é acima do peso”.

2. Não pegue atalhos

“Para permanecer saudável, sempre suba de escadas e carregue suas próprias coisas. Eu subo de dois em dois degraus, para exercitar meus músculos”

3. Redescubra sua energia juvenil

“Energia vem de sentir-se bem, não de comer bem ou dormir muito. Todos nos lembramos quando éramos crianças e estávamos nos divertindo, como esquecíamos de comer ou dormir. Eu acredito que podemos manter essa atitude enquanto adultos. É melhor não cansar o corpo com regras demais como hora de comer e hora de dormir”.

4. Mantenha-se ocupado

“Sempre se planeje com antecedência. Minha agenda já está completa pelos próximos cinco anos, com palestras e meu trabalho usual, no hospital.”

5. Mantenha-se trabalhando

“Não há necessidade de se aposentar jamais, mas se for preciso, deve ser bem mais tarde do que aos 65 anos. Cinquenta anos atrás, haviam somente 125 japoneses com mais de 100 anos. Hoje, são mais de 36 mil”.

6. Siga contribuindo com a sociedade

“Depois de uma certa idade, devemos nos esforçar para contribuir com a sociedade. Desde os 65 anos que trabalho como voluntário. Eu ainda trabalho 18 horas, 7 dias por semana e amo cada minuto”.

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7. Espalhe seu conhecimento

“Divida o que você sabe. Eu dou 150 palestras por ano, algumas para 100 crianças do ensino médio, outras para 4.500 empresários. Eu normalmente falo por uma hora, uma hora e meia, de pé, para permanecer forte”.

8. Entenda o valor de diferentes disciplinas

“A ciência sozinha não consegue curar ou ajudar as pessoas. A ciência nos trata a todos como uma coisa só, mas as doenças são individuais. Cada pessoa é única, e as doenças estão conectadas com seus corações. Para entender as doenças e ajudar as pessoas, precisamos de artes livres e visuais, não somente de medicina”.

9. Siga seus instintos

“Ao contrário do que se imagine, os médicos não conseguem curar tudo e todos. Então pra quê causar uma dor desnecessária com, por exemplo, uma cirurgia, em certos casos? Eu acho que a música e a terapia animal podem ajudar pessoas mais do que os médicos imaginam”

10. Resista ao materialismo

“Não enlouqueça pelo acúmulo de coisas materiais. Lembre-se: você não sabe quando será sua vez, e nós não levaremos nada daqui”.

11. Tenha modelos de vida e inspirações

“Encontre alguém que te inspire para procurar ir ainda mais longe. Meu pai veio para os EUA estudar em 1900, foi um pioneiro e um dos meus heróis. Mais tarde encontrei outros guias de vida, e quando me sinto paralisado, me pergunto como eles lidariam com o problema”.

12. Não subestime o poder da diversão

“A dor é algo misterioso, e divertir-se é a melhor maneira de esquecê-la. Se uma criança está com dor de dentes e você começa a brincar com ela, ela imediatamente esquece a dor. Hospitais precisam oferecer as necessidades básicas dos pacientes: nós todos queremos nos divertir. No St. Luke’s [hospital que dirigiu e trabalhou até o fim da vida] nós temos música, terapia animal e aulas de arte”.

Fonte: Hypeness

Homeopatia

O que é

A homeopatia é um sistema medicinal alternativo que contempla a totalidade do ser humano em detrimento de doenças isoladas. Ela atua por meio de estímulos energéticos desencadeados por medicamentos homeopáticos com o intuito de reequilibrar a energia vital dos pacientes.

A homeopatia é orientada por quatro princípios: lei dos semelhantes, experimentação na pessoa sadia, doses infinitesimais e medicamento único.

O princípio da lei dos semelhantes estabelece que uma doença específica pode ser curada pela substância capaz de reproduzir os mesmos sintomas da doença. Ou seja: o que causa mal a alguém “saudável” pode curar alguém doente. Se um veneno produz efeitos como vômitos em uma pessoa, a versão homeopática (diluída) desse mesmo veneno poderá tratar pacientes com problemas de vômitos recorrentes, e assim por diante.

A experimentação na pessoa sadia dita que os testes de medicamentos homeopáticos devem ser realizados em pessoas – nunca animais – saudáveis. Dessa maneira, é possível avaliar os efeitos objetivos e subjetivos no grupo de experimentadores (como são chamados) e encontrar, em termos gerais, o “veneno que em doses homeopáticas cura”.

As chamadas doses infinitesimais consistem na diluição drástica de um medicamento e agitação (dinamização) para “despertar” propriedades latentes. Esse princípio causa controvérsias, porque, de acordo com muitos médicos, desafia qualquer lei da física ou bioquímica conhecida: de tão diluído o remédio, é possível que não haja nenhuma molécula mensurável do princípio ativo original. Alguns experimentos, no entanto, indicam que fenômenos ainda incompreendidos da física quântica poderiam explicar a eficácia dos medicamentos homeopáticos.

O princípio do medicamento único, que suscita debate mesmo entre especialistas em homeopatia, firma que a intervenção deverá ser realizada por vez: o paciente deverá tomar o medicamento que contenha o maior número de estímulos para os sintomas que o paciente apresenta. Apenas dessa forma o médico conseguirá avaliar a eficiência da terapia de forma precisa.

Para que serve

De acordo com a homeopatia, o indivíduo não tem apenas uma doença: ele carrega um desequilíbrio que se manifesta de diferentes formas ao longo da vida. Por esse motivo, a função do médico homeopata é restaurar o organismo aos estágios que precedem a vida, no caminho da cura. É considerada, portanto, um tratamento preventivo e curativo.

Empregando mais de 2000 remédios diferentes extraídos de substâncias vegetais, animais e minerais, a homeopatia se propõe a estimular o sistema imunológico e restaurar o equilíbrio energético do paciente com base nos sintomas e tratar qualquer doença, embora nem todos os indivíduos se beneficiem integralmente com a terapia.

A homeopatia é frequentemente indicada para problemas do trato gastrointestinal, ginecológicos, dermatológicos, respiratórios e falta ou expressão exagerada de “resistência” (infecções virais e bacterinas frequentes e doenças alérgicas). Além disso, pode buscar a cura para problemas emocionais como a depressão. Contudo, pacientes que sofrem de distúrbios graves como diabetes ou câncer não devem substituir a terapia convencional – ainda considerada “soberana” em todo o mundo – por remédios homeopáticos, exceto com o consentimento do endocrinologista ou especialista responsável.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a sua prática como medicina alternativa e complementar. No Brasil, foi reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina em 1980 e é utilizada pelo Sistema Único de Saúde desde 2006.

Curiosidades

Muitos pacientes observam que o início do tratamento homeopático parece agravar os sintomas de uma doença. Isso pode ocorrer, já que o medicamento homeopático pretende provocar no organismo uma doença artificial semelhante à doença natural, para estimular o organismo a corrigir o desequilíbrio. Entretanto, se os sintomas se tornarem graves, é sinal de que o medicamento homeopático está tendo uma ação excessiva e prejudicial ao corpo.

Luc Montagnier, virologista francês responsável pela descoberta do HIV, afirmou que o DNA de algumas bactérias pode deixar “marcas” na água, mesmo após sucessivas diluições. Uma espécie de “ressonância” faria com que modificações da estrutura da água emitissem sinais eletromagnéticos para outras soluções aquosas.

A teoria de “memória da água”, como é chamada, não foi comprovada pela metodologia científica, mas é frequentemente associada por alguns aos fenômenos da física quântica que explicariam a eficácia dos remédios homeopáticos.

Samuel Hahnemann é considerado o “pai da homeopatia”. Nascido em 1755, se formou em medicina pela Universidade de Leipzig, mas se decepcionou com os métodos que visavam a cura na época. Inspirado em métodos utilizados por nativos peruanos para o tratamento de doenças, deu início aos primeiros experimentos que o levariam a criar a homeopatia.

fonte: http://saude.ig.com.br/homeopatia/

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Todavia, o que mais me admirou não foram as expressões físicas desse planeta, tão adiantado em comparação com o vosso. Nele a sociedade está constituída de tal forma, que as guerras ou os flagelos seriam fenômenos jamais previstos ou suspeitados. A vibração de paz e de harmonia que ali se experimenta irradia aos corações felicidades nunca sonhadas na
Terra. A mais profunda espiritualidade caracteriza essa humanidade, rica de amor fraterno e respeito ao Criador.

Não me é possível de momento falar-vos sobre a organização de suas coletividades, regidas à base do melhor da fraternidade. Espero, porém, ainda fazê-lo com a permissão de nosso Pai.

E como o nosso amigo Emmanuel ainda necessita escrever, vou colocar aqui o ponto final, suplicando a Jesus que envolva a todos nós a vibração luminosa e divina da bênção do seu amor.

Maria João de Deus

Livro Cartas de uma Morta ­ Psicografia Chico Xavier

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Dicas

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AOS ENFRAQUECIDOS NA LUTA

Almas enfraquecidas, que tendes, muitas vezes,sentido sobre a fronte o sopro frio da adversidade, que tendes vertido muitos prantos nas jornadas difíceis em estradas de sofrimentos rudes, buscai na fé, os vossos imperecíveis tesouros.

Bem sei a intensidade da vossa angústia e sei de vossa resistência ao desespero. Ânimo e coragem! No fim de todas as dores, abre-se uma aurora de ventura imortal; dos amargores experimentados, das lições recebidas, dos ensinamentos conquistados à custa de insano esforço e de penoso labor, tece a alma sua auréola de eternidade gloriosa; eis que os túmulos se quebram e da paz cheia de cinzas e sombras, dos jazigos, emergem as vazes comovedoras dos mortos. Escutai-as!… elas vos dizem da felicidade do dever cumprido, dos tormentos da consciência nos desvios das obrigações necessárias.

Orai, trabalhai e esperai. Palmilhai todos os caminhos da prova com destemor e serenidade. As lágrimas que dilaceram, as mágoas que pungem, as desilusões que fustigam o coração, constituem elementos atenuantes da vossa imperfeição, no tribunal augusto, onde pontifica o mais justo, magnânimo e integro dos juízes. Sofrei e confiai, que o silêncio da morte é o ingresso para uma outra vida, onde todas as ações estão contadas e gravadas as menores expressões dos nossos pensamentos.

Amai muito, embora com amargos sacrifícios, porque o amor é a única moeda que assegura a paz e a felicidade no Universo.

Nenhuma expressão fornece imagem mais justa do poder d’Aquele a quem todos os espíritos da Terra rendem culto do que a de João, no seu Evangelho – “No princípio era o Verbo…”

Jesus, cuja perfeição se perde na noite imperscrutável das eras, personificando a sabedoria e o amor, tem orientado todo o desenvolvimento da Humanidade terrena, enviando os seus iluminados mensageiros, em todos os tempos, aos agrupamentos humanos e, assim como presidiu à formação do orbe, dirigindo, como Divino Inspirador, a quantos colaboraram na tarefa da elaboração geológica do planeta e da disseminação da vida em todos os laboratórios da Natureza, desde que o homem conquistou a racionalidade, vem-lhe fornecendo a idéias da sua divina origem, o tesouro das concepções de Deus e da imortalidade do espírito, revelando-lhe, em cada época, aquilo que a sua compreensão pode abranger.

Em tempos remotos, quando os homens, fisicamente, pouco dessemelhavam dos antropopitecos, suas manifestações de religiosidade eram as mais bizarras, até que, transcorridos os anos, no labirinto dos séculos, vieram entre as populações do orbe os primeiros organizadores do pensamento religioso que, de acordo com a mentalidade geral, não conseguiram escapar das concepções de ferocidade que caracterizavam aqueles seres egressos do egoísmo animalesco da irracionalidade. Começaram aí os primeiros sacrifícios de sangue aos ídolos de cada facção, crueldades mais longínquas que as praticadas nos tempo de Baal, das quais tendes notícia pela História.

AS TRADIÇÕES RELIGIOSAS

Vamos encontrar, historicamente, as concepções mais remotas da organização religiosa na civilização chinesa, nas tradições da índia védica e bramânica, de onde também se irradiaram as primeiras lições do culto dos mortos, na civilização resplandecente dos faraós, na Grécia com os ensinamentos órficos e com a simbologia mitológica, existindo já grandes mestres, isolados intelectualmente das massas, a quem ofereciam os seus ensinos exóticos, conservando o seu saber de iniciados no círculo restrito daqueles que os poderiam compreender devidamente.

OS MISSIONÁRIOS DO CRISTO

Fo-Hi, os compiladores dos Vedas, Confúcio, Hermes, Pitágoras, Gautama, os seguidores dos mestres da antiguidade, todos foram mensageiros de sabedoria que, encarnando em ambientes diversos, trouxeram ao mundo a idéia de Deus e das leis morais a que os homens se devem submeter para a obtenção de todos os primores da evolução espiritual. Todos foram mensageiros dAquele que era o Verbo do Princípio, emissários da sua doutrina de amor. Em afinidade com as características da civilização e dos costumes de cada povo, cada um deles foi portador de uma expressão do “amai-vos uns aos outros”. Compelidos, em razão do obscurantismo dos tempos, a revestir seus pensamentos com os véus misteriosos dos símbolos, como os que se conheciam dentro dos rigores iniciáticos, foram os missionários do Cristo preparadores dos seus gloriosos caminhos.

A LEI MOSAICA

A lei mosaica foi a precursora direta do Evangelho de Jesus. O protegido de Termutis, depois de se beneficiar com a cultura que o Egito lhe podia prodigalizar, foi inspirado a reunir todos os elementos úteis à sua grandiosa missão, vulgarizando o monoteísmo e estabelecendo o Decálogo, sob a inspiração divina, cujas determinações são até hoje a edificação basilar da Religião da Justiça e do Direito, se bem que as doutrinas antigas já tivessem arraigado a crença de Deus único, sendo o politeísmo apenas uma questão simbológica, apta a satisfazer à mentalidade geral.

A legislação de Moisés está cheia de lendas e de crueldades compatíveis com a época, mas, escoimada de todos os comentários fabulosos a seu respeito, a sua figura é, de fato, a de um homem extraordinário, revestido dos mais elevados poderes espirituais. Foi o primeiro a tornar acessíveis às massas populares os ensinamentos somente conseguidos à custa de longa e penosa iniciação, com a síntese luminosa de grandes verdades.

JESUS

Com o nascimento de Jesus, há como que uma comunhão direta do Céu com a Terra. Estranhas e admiráveis revelações perfumam as almas e o Enviado oferece aos seres humanos toda a grandeza do seu amor, da sua sabedoria e da sua misericórdia.

Aos corações abre-se nova torrente de esperanças e a Humanidade, na Manjedoura, no Tabor e no Calvário, sente as manifestações da vida celeste, sublime em sua gloriosa espiritualidade.

Com o tesouro dos seus exemplos e das suas palavras, deixa o Mestre entre os homens a sua Boa Nova. O Evangelho do Cristo é o transunto de todas as filosofias que procuram aprimorar o espírito, norteando-lhe a vida e as aspirações.

Jesus foi a manifestação do amor de Deus, a personificação de sua bondade infinita.

O EVANGELHO E O FUTURO

Raças e povos ainda existem, que o desconhecem, porém não ignoram a lei de amor da sua doutrina, porque todos os homens receberam, nas mais remotas plagas do orbe, as irradiações do seu espírito misericordioso, através das palavras inspiradas dos seus mensageiros.

O Evangelho do Divino Mestre ainda encontrará, por algum tempo, a resistência das trevas. A má-fé, a ignorância, a simonia, o império da força conspiração contra ele, mas tempo virá em que a sua ascendência será reconhecida. Nos dias de flagelo e de provações coletivas, é para a sua luz eterna que a Humanidade se voltará, tomada de esperança. Então, novamente se ouvirão as palavras benditas do Sermão da Montanha e, através das planícies, dos montes e dos vales, o homem conhecerá o caminho, a verdade, a vida.

Livro: Emmanuel

Francisco Cândido Xavier

TODOS SOMOS IRMÃOS

De milênios remotos. Viemos todos nós, em pesados avatares.

Da noite dos grandes princípios, ainda insondável para nós, emergimos para o concerto da vida. A origem constitui, para o nosso relativo entendimento, um profundo mistério, cuja solução ainda não nos foi possível atingir, mas sabemos que todos os seres inferiores e superiores participam do patrimônio da luz universal.

Em que esfera estivemos um dia, esperando o desabrochamento de nossa racionalidade? Desconheceis ainda os processos, os modismos dessas transições, etapas percorridas pelas espécies, evoluindo sempre, buscando a perfeição suprema e absoluta, mas sabeis que um laço de amor nos reúne a todos, diante da Entidade Suprema do Universo.

É certo que o Espírito jamais retrograda, constituindo uma infantilidade as teorias da metempsicose dos egípcios, na antiguidade. Mas, se é impossível o regresso da alma humana ao circulo da irracionalidade, recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei até eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá, mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida.
Livro: Emmanuel

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

NOVOS CRISTÃOS

Meus irmãos, o Espiritismo É o Evangelho de novo: Nas lições que nos ensina, É Jesus falando ao povo… * É o Mestre Amado de volta Pregando o perdão ainda, Mostrando que, além da morte, A Vida nunca se finda… * É o Senhor Redivivo Que nos conclama à bondade, Na fé unida à razão … Ler mais

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